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História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região. *

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Abertas inscrições para 14º Prêmio Nabor Pires Camargo - Instrumentista

A Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Fundação Pró-Memória, já está com as inscrições abertas para o 14º Prêmio Nabor Pires Camargo – Instrumentista. 
Voltado à música popular brasileira, o Prêmio visa divulgar as obras do clarinetista e compositor indaiatubano Nabor Pires Camargo, além de estimular e revelar o talento de novos criadores e intérpretes. “Trata-se de um dos poucos concursos de música instrumental realizados no Brasil, sendo nacionalmente conhecido e divulgado”, comenta o superintendente da Fundação, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus.
Nesta edição o prêmio volta a ser realizado em um dia e o prêmio para o melhor músico será de R$ 8.000,00; o segundo colocado receberá R$ 6.000,00; o terceiro R$ 5.000,00; o quarto receberá R$ 4.000,00 e do 6º ao 10º colocado R$ 500,00.
O período de inscrições segue até o dia 31 de março de 2015. 
Após uma triagem serão selecionados os dez finalistas que concorrerão em audição pública a ser realizada no dia 24 de abril às 19h30, no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba).
A Fundação Pró-Memória oferecerá aos participantes e seus acompanhantes no dia da audição: almoço, ajuda de custo e hospedagem.
O candidato deverá inscrever-se individualmente uma única vez com duas músicas, uma de Nabor Pires Camargo e outra de livre escolha, podendo ser autoral, e que tenha duração máxima de cinco minutos. 
As canções deverão ser gravadas em áudio, preferencialmente em CD, e enviadas juntamente com seis cópias das partituras de cada música e a ficha de inscrição devidamente preenchida para o seguinte endereço:
Fundação Pró-Memória de Indaiatuba - 14º Prêmio Nabor Pires Camargo - Rua Oswaldo Cruz, 1015 - Cidade Nova - Indaiatuba, SP - CEP: 13334-010
A ficha de inscrição e o regulamento completo do concurso estão disponíveis no site www.promemoria.indaiatuba.sp.gov.br . 
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3835-3588 ou por e-mail: premionabor@promemoria.indaiatuba.sp.gov.br
CONHEÇA NABOR
Começou a estudar clarinete ainda na infância e logo foi admitido como clarinetista da banda infanto-juvenil regida pelo maestro José Lopes dos Reis, o "Dunga”. 
Aprofundou os estudos no Conservatório Dramático-Musical de São Paulo. Atuou em muitas bandas e orquestras como a Orquestra Sinfônica da Rádio Tupi e a Orquestra Sinfônica Musical de São Paulo. 
Foi escolhido "Melhor Clarinetista de 1930", prêmio concedido pela Gazeta Esportiva. 
Foi o primeiro ganhador da Medalha "João Tibiriçá Piratininga", honraria concedida a partir de 1984 aos cidadãos que prestaram relevantes serviços ao município de Indaiatuba.




Mais sobre Nabor:

Nabor Pires Camargo, instrumentista e compositor, nasceu em Indaiatuba, SP, em 9/2/1902, e faleceu em Mococa, SP, em 3/10/1996. Importante clarinetista, começou na música com nove anos, praticando às escondidas na clarineta de um irmão. 

Depois estudou com músico que chegara a Indaiatuba para formar uma banda de crianças, da qual participou. Com 19 anos, mudou-se para São Paulo SP, estudando no Conservatório Dramático e Musical. Trabalhou acompanhando os filmes em cinemas da cidade. 

Compondo desde criança, no final da década de 1920 fez um contrato com os Irmãos Vitale, com a duração de 28 meses, de editar uma música por mês, e iniciou com Triste separação. Gravou pela primeira vez na gravadora paulista Brasilphone, em 1927: os sambas No meu sertão, cantado por Pilé, e Lágrima de caboclo, por A. Longo. No mesmo ano, na gravadora Imperador, Artur Castro gravou seu samba O cavanhaque do bode e o maxixe Mamãe me leva. 

O cinema sonoro, inaugurado em São Paulo em 1929, provocou a dispensa de vários músicos, restando-lhe tocar em orquestras patrocinadas pelos mecenas da arte. Ainda em 1929, na recém-inaugurada Columbia, gravou com João Cibella sua valsa Rosa, rosa (com Dicas) e, com João Gentiluomo, o samba Caboclo saudoso

Obteve o segundo prêmio no concurso promovido pela Associação Nacional dos Negociantes e Editores de Música, com a canção Por que te dei meu coração, gravada em 1930 por Jorge Fernandes, na Parlophon. 

Em 1931, Arnaldo Pescuma gravou, na Columbia, seu samba Foi castigo. Nesse ano, solando sua clarineta, lançou pela Victor sua mais famosa composição, a valsa-choro Caindo das nuvens, com o choro Matando saudades no outro lado do disco. Por essa época, os Irmãos Vitale começaram a editar os álbuns Choros do Nabor, para o estudo de clarineta, flauta, saxofone e violino. Até 1946 foram dez álbuns, cada qual com dez choros. 

Em 1934 gravou na Columbia, de sua autoria, Venenoso e Cavando a vida, choros, e as valsas Último amor e Luar de minha terra, esta com o Sexteto Camargo. 

Em 1935 ingressou como segundo clarinetista na Orquestra Sinfônica Municipal e, um ano depois, passou a primeiro clarinetista, aposentando-se em 1967. 

Tocou sob a regência de Villa-Lobos, Sousa Lima, Eleazar de Carvalho, Arturo Toscanini (1867—1957) e Igor Stravinsky (1882—1971), entre outros. Seu samba Vá carregar piano ganhou o primeiro prêmio da categoria no concurso carnavalesco da prefeitura paulistana, em 1936, sendo gravado na Victor por Januário de OliveiraArnaldo Amaral. Nesse ano, gravou na clarineta, pela Columbia, sua valsa Implorando o teu amor e seu choro Soluçando. Lecionou clarineta, saxofone e piano. 

Em 1948, por encomenda dos Irmãos Vitale, preparou um Método para clarineta, aprovado e recomendado pelo Conservatório de São Paulo, que se tornou o mais vendido no Brasil e continua em catálogo. 

Pela Continental, em 1964, lançou seu único LP, Velha guarda, acompanhado por Caçulinha (acordeom), Poli (violão) e Outros. O disco foi reeditado em 1988 por Silva & Penna Foto e Vídeo, de Indaiatuba. 

Em 1974 foi oficializado o seu Hino indaiatubano, que havia composto em 1930. Sua última obra foi a peça-bailado Ara erê uçu (Grande dia de festa), com texto de Cleonice Mattioli Camargo, sua esposa, sobre a formação do povo de sua terra, onde foi encenada.

CDs

Carnaval vol. 5, 1991, Revivendo RVCD 023; Carnaval vol. 6, 1991, Revivendo RVCD

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.


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