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sábado, 18 de junho de 2016

Prefeito Dr. José Pedro Cardoso da Silva

Na sexta-feira dia 17 de junho, a  Torcetex, empresa familiar de Indaiatuba, completou 60 anos confraternizando com autoridades, clientes, fornecedores, familiares e amigos.

(veja imagens do evento aqui)


Comemorar o sexagésimo aniversário de uma organização de caráter privado, ainda mais tendo esses anos transcorridos em nossa cidade que tanto admiramos por seu caráter acolhedor, é fato raro.
E é justamente sobre esse caráter de longevidade, impregnado de memórias pessoais de  caráter corporativo, econômico, tecnológico, social  e de outras naturezas que venho traçar um resumo dessa história de sucesso, história essa que teve início muito antes de 1956, quando a Torcetex adquiriu seu registro formal com essa Razão Social e que, desde então, vem se consolidando no mercado interno e externo, através da qualidade de seus produtos e serviços principalmente caracterizados pela inovação.

No embrião da criação dessa empresa encontra-se o memorável e saudoso José Pedro Cardoso da Silva, avô paterno no atual Diretor da Empresa, o Sr. Plínio Cardoso da Silva, carinhosamente conhecido e rememorado no imaginário dos indaiatubanos como “Dr. Cardoso”

Dr. José Pedro Cardoso da Silva


José Pedro Cardoso da Silva nasceu em Mogi Mirim, filho do casal Candido Cardoso de Almeida e Silva e Justina Carolina de Almeida e Silva que, além dele, teve mais dois filhos: Candido Cardoso da Silva (que faleceu em Indaiatuba no dia 7 de março de 1932) e Maria Cardoso da Silva (que foi professora em Caconde).
José Pedro Cardoso da Silva formou-se médico em 2 de abril de 1921, em uma cerimônia onde curiosamente, de 37 formandos, apenas uma era mulher: a Dra. Carmen Escobar Pires.

O início da carreira e a experiência em gestão hospitalar

Depois de formado, exerceu a carreira como médico e em 20 de março de 1927, estava presente na inauguração da Santa Casa de Araçatuba, que na ocasião se chamava Hospital Sagrado Coração de Jesus, fundado por representantes da comunidade araçatubense, com o objetivo de oferecer atendimento médico e hospitalar de gratuita para doentes carentes. 

Ali atuou não só como médico, mas como integrante participativo da viabilização técnica e funcional do hospital, participação esta advinda de seu temperamento de liderança e profundo senso de técnicas de gestão, o que mais tarde o faria, além de médico, empresário e político, tendo sido prefeito de Indaiatuba por duas gestões.

Médico no HAOC

Com base nos registros consultados, não foi possível determinar exatamente o ano correto em que Dr. José Cardoso mudou-se para Indaiatuba; sendo possível, no entanto, afirmar que ele medicava em nosso município e ao mesmo tempo também em Araçatuba.

Certeza temos que o primeiro hospital de nosso município estava sendo acabado de ser construído, ou estava em seus primeiros meses de funcionamento quando Dr. Cardoso veio para cá, e como médico,  conheceu a mulher mais importante de nossa história municipal até hoje: D. Leonor de Barros Camargo - na ocasião em que ela e seu marido Augusto de Oliveira Camargo (que havia ficado doente em 1921) decidiram, no final da década de 1920, mais precisamente em 1928 iniciar a construção  as suas custas daquele que seria o Hospital Augusto de Oliveira Camargo, o HAOC.

Aproximadamente um ano após a decisão do casal, no dia 1º. de junho de 1929, a pedra fundamental foi lançada e em 1933, no dia do aniversário do Sr. Augusto o hospital foi inaugurado. Com a experiência que tinha na implementação do hospital em Araçatuba, com sua relevante formação e pelo jeito admiravelmente cortês que na verdade eclipsava um empreendedor e político perspicaz e perseverante, não foi difícil ganhar a confiança de D. Leonor, que segundo relatos, o tratava maternalmente, como o filho que não teve, ouvindo seus pareceres e conselhos para a operacionalização dos primeiros anos do nosso HAOC.

Vida médica e constituição da família

O próprio Dr. Cardoso conta, em documentos manuscritos feitos por ele e doados generosamente por Plínio Cardoso da Silva para o Arquivo Público da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, que ele veio para Indaiatuba quando ainda trabalhava em Araçatuba, e aqui, com a esposa indaiatubana Sarah Walsh da Costa, teve suas três filhas e filho. 

Sarah era filha do casal Elisa Walsh da Costa e do farmacêutico Francisco Xavier daCosta, que há anos fazia oposição política ao Major Alfredo Camargo Fonseca, que dirigiu Indaiatuba no poder executivo por 30 anos, 04 meses e 38 dias. Major Alfredo foi um dos pioneiros republicanos desse nosso país e dirigia nossa cidade nos moldes (mês que variáveis) do Coronelismo da República Velha.

Durante tudo o período em que morou aqui,  afirmava que, embora fosse ficar em Indaiatuba por pouco tempo, pois iria embora para educar os filhos em outra cidade com melhores recursos educativos, não iria permanecer inerte perante os problemas que julgava públicos.

O despertar do homem público

Dr. Cardoso sofreu forte influência do sogro Chiquinho Boticário (dono da saudosa farmácia Candelária) e de Scyllas Sampaio, sendo um político atuante, tendo sido prefeito por duas vezes, intercalando o cargo com o próprio Scyllas.

De início, envolveu-se na Revolução de 1932, que na verdade não foi uma Revolução e sim uma guerra civil paulista arrasada pelo Governo Vargas e correligionou-se ao grupo que fazia oposição ao Major Alfredo que, dentro de sua maneira de governar, era querido por grande parte da população que o tomava como padrinho, protetor ou parceiro.

Um cidadão atuante

Não são poucos os relatos que confirmam que D. Leonor tratava José Pedro como o filho que não teve. Embora a mansão que o casal Oliveira Camargo tinha em Higienópolis, 

São Paulo fosse frequentada pelo médico sanitarista, cientista e bacteriologista Carlos Chagas, é muito provável que a aproximação de D. Leonor e Dr. José Pedro tenham fortalecido a intensão do casal de, além de inaugurar um hospital, prover a cidade de uma rede de abastecimento de água e de um prédio escolar moderno, nos moldes republicanos. É bastante adequado inferir que Dr. Cardoso tenha influenciado fortemente D. Leonor com o argumento que, se quisesse mesmo mudar mais ainda a vida da comunidade, era necessário prover um espaço onde a Educação fluísse melhor e estabelecer meios de infraestrutura adequada, ou seja, a presença da água encanada no cotidiano das pessoas era imprescindível.          

Essas ideias cidadãs advinham da Universidade de São Paulo, onde José Pedro havia se formado:  a ideia de que a saúde pública não dependia apenas de um local apropriado de tratamento como o moderníssimo HAOC, mas sim de prevenção. As consequências que tais ideias e longos diálogos entre mãe adotiva e filho intelectual tiveram, já sabemos: D. Leonor – ou mais adequadamente o casal – construiu não só o HAOC, mas também o prédio do novo grupo escolar, o Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes e financiou o primeiro sistema de abastecimento público de água que levava o precioso líquido para dentro das residências: o sistema de bombeava água da Represa do Coppini (atual Museu da Água) para a caixa d´agua que está na esquina da Rua 24 de maio com a Avenida Presidente Vargas, próximo à Rodoviária.


O embrião da TORCETEX

Registros documentados nos remetem a afirmar que José Pedro Cardoso da Silva iniciou sua vida como empreendedor praticamente no mesmo período em que exercia a medicina em nossa cidade através de um inicialmente e pequeno negócio de beneficiar algodão.

 O algodoeiro é uma planta nativa brasileira e desde a invasão de Cabral já se narrava o cultivo delas por indígenas para os mais diversos fins. Desde sua formação como bairro rural de Itu e caminho de tropeiros, Indaiatuba já tinha plantações de algodão, evidência comprovada nos testamentos de seus primeiros fazendeiros de cana-de-açúcar e depois de café. De início, o produto era utilizado para produzir rústicas roupas de escravos e sacos para exportar produtos agrícolas, sendo que os tecidos utilizados por outras classes eram, na sua maioria, importados da Europa. 

Mas a cotonicultura consolidou-se no Brasil de forma mais relevante apenas após o fim da Primeira Guerra Mundial. Com certeza, com a perspicácia de empreender, Dr. Cardoso percebeu o crescimento iminente do negócio e viabilizou uma indústria de beneficiamento de algodão em nosso município. E acertou em cheio: na vizinha Campinas já tínhamos, a partir de 1924 o Instituto Agrônomo estudando técnicas diversas para esse cultivo.

Em 1929, após a crise do café, o Estado de São Paulo expandiu a cotonicultura, a ponto de na década de 30, despontar como grande produtor de algodão no País, iniciando uma nova fase do algodão no Brasil. A primeira instituição bancária de nossa cidade, o chamado Banco Agrícola de Indaiatuba importou sementes de algodão em 1933 impulsionando ainda mais a produção por aqui. E Dr. Cardoso estava atento à essa tendência: em 1 de abril de 1934, a USINA INDAIATUBA de sua propriedade emite o Pedido de Compra número 1, adquirindo 81 sacos de algodão.

Dois anos depois, em 1936, a Usina Indaiatuba muda de nome, e passa a se chamar, na Junta Comercial, “José Cardoso da Silva” ainda no ramo de Beneficiadora de Algodão tendo início suas atividades no dia 1º. de março de 1936, na Rua 11 de Junho onde funcionou, de início, com dois descaroçadores. 1934, foi instituída uma lei no Estado de São Paulo, tornando privativa do Estado a produção e distribuição de sementes de algodão.  Em 1939, a própria prefeitura municipal, sob a gestão do Prefeito Sebastião Nicolau, anunciava que forneceria aos interessados sementes para plantar algodão:


Outra tendência que Dr. José Cardoso soube avaliar como oportuna foi o crescimento da sericicultura, a tal ponto que logo a seda substituiria o algodão como foco principal em seus negócios. A sericicultura chegou no Brasil com D. João VI mas tomou impulso pelos mesmos motivos que o algodão, após a grande guerra e principalmente para abastecer as indústrias da Inglaterra. Até que em 1935 o governo de São Paulo criou uma Seção exclusiva para incentivar a produção de ovos do bicho-da-seda e de prestar assistência técnica aos produtores e em 1941 passou a existir o Serviço de Sericicultura do Estado de São Paulo e jornais anunciavam que 46 prefeituras haviam se disponibilizado a produzir amoreiras para o bicho-da-seda, entre elas, Indaiatuba sob a gestão entusiasta do prefeito Sr. Miguel Nicolau para com essa produção, que no mesmo ano confirmou já ter plantado 6000 amoreiras. Nesse contexto de valorização da sericicultura, Dr. José Pedro montou a Fiação de Seda São Pedro.

Desde a Usina Indaiatuba montada em 1934 até a finalização da Fiação São Pedro, foi um período em que a atual TORCETEX estava sendo gerada.

Em 1956, no mesmo prédio da rua 11 de junho onde funcionara seus negócios desde a primeira Usina Indaiatuba até a Fiação de Seda São Pedro, nascia a Torcetex. O local funcionou como um incubadora dessa importante empresa que está aí até hoje, já com a quarta geração assumindo a gestão de parte dos processos. Suas antecessoras e a própria Torcetex, em uma Indaiatuba pequenininha que girava em um pequeno centro urbano e com riqueza produzida em quase sua totalidade no campo, ofereciam uma rara oportunidade para as trabalhadoras e trabalhadores urbano.

De lá para cá a história foi de crescimento e consolidação de uma organização produtora de fios e tecidos de palha para os variados segmentos de mercado com imensa diversidade de tramas e cores.

Mas especificamente sobre os produtos e serviços imaginados, criados e aplicados na decoração de ambientes, móveis, sapatos, bolsas e outros acessórios da moda, o Renato, que me sucederá, tem mais propriedade para explanar.

POSTAGENS MAIS PROCURADAS - Última semana

Procura-se generosidade

A autora deste texto pediu para permanecer anônima.

SEJA UM DOADOR DE ÓRGÃOS E AVISE À SUA FAMÍLIA.

Tenho 34 anos, sou médica e natural de Salvador- BA. Com 28 anos recebi o diagnóstico de um raro tumor maligno em pâncreas que foi totalmente retirado em 2010 mas, alguns meses após a cirurgia, já existiam metástases no Fígado. Durante quase dois anos, após uma cirurgia bem sucedida de retirada de uma parte do fígado em 2014, fiquei livre de doença. Há alguns meses foram detectados novos nódulos hepáticos e A MINHA CHANCE DE CURA ESTÁ NA REALIZACAO DE UM TRANSPLANTE DE FÍGADO, já que não existem mais outras opções de tratamento viáveis. Acabo de entrar na lista de espera para o transplante, juntando-me a pelo menos mais 92 pacientes que aguardam receber um novo fígado aqui na Bahia. O grande problema é que o número de doações de órgãos vem diminuindo devido à grande recusa por parte das famílias (70 por cento) e também por questões estruturais como o mau estado de conservação dos órgãos que chegam para as equipes de transplante inviabilizando o processo. Neste ano de 2016, segundo um de meus médicos, foi realizado apenas um (1) transplante de fígado na Bahia ( sendo que estes já chegaram a 50 por ano e já estamos quase no meio do ano). Penso que se nos unirmos para tentar sensibilizar a população sobre a importância de ser um doador de órgãos e tecidos e avisar esse desejo aos familiares, assim como se conseguirmos uma boa adesão dos profissionais de saúde para informarem e sensibilizarem as famílias nos serviços em que trabalham, tentando diminuir o tempo entre o diagnóstico de morte encefálica e a doação, podemos fazer nossa parte para tentar melhorar esse quadro. Peço também apoio da mídia e dos governantes para que possamos melhorar os índices através de informação, por meio de campanhas educativas e melhorias estruturais. Enfim, que esse apelo possa chegar a todos que de alguma forma possam ajudar. Eu, e muitos outros, temos lutado durante muito tempo pela vida. Que ela possa continuar através da doação de alguém que já cumpriu sua missão e que agora oferecerá essa oportunidade a outros que ainda precisam cumpri-la. Que a Deus seja entregue essa decisão.

Muito OBRIGADA a todos!

UM DOADOR DE ÓRGÃOS PODE SALVAR ATÉ 7 VIDAS. Mas você também pode ser um doador em vida.

INFORME-SE. DOE ÓRGÃOS, DOE MEDULA ÓSSEA, DOE SANGUE, SALVE VIDAS.

"TUDO O QUE SE PERDE É O QUE NÃO SE DÁ"
Madre Teresa de Calcutá.

Indaiatuba - A cidade que tem um urubu de estimação

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Ave silvestre foi domesticada e atualmente voa livremente pela cidade, pousando em logradouros públicos, tornando-se conhecida e querida pelos indaiatubanos. Ajude a preservar!

Pelo reconhecimento das diferenças que existem entre nós. Só assim teremos oportunidades iguais!

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Datas alusivas despertam a consciência pois estimulam a reflexão. Não faça uso da borracha preconceituosa que tenta apagar as diferenças. Pelo contrário! Reconheça as diferenças e valorize cada diversidade. Parafraseando Boaventura de Sousa Santos: “temos direito a reivindicar a igualdade sempre que a diferença nos inferioriza e temos direito de reivindicar a diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza.”

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