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Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Circunscrição de Trânsito de Indaiatuba... Uma realidade

texto de Terezinha de Jesus Brunetti*



Ano de 1968... Parece que foi ontem, porém... 40 anos se passaram. O tempo não espera e as mudanças vão acontecendo, algumas vezes lentamente, outras, de uma maneira muito rápida.

Neste ano, Indaiatuba completaria cento e trinta e oito anos de vida; ela que fora criada em 09/12/1830 por D Pedro I, através de um Decreto, que reconhecia o povoado já existente, como DISTRITO DE INDAIATUBA, vinculando-o à Vila de Itu e dando-lhe certa autonomia administrativa.

Com o passar dos anos, os acontecimentos iam se sucedendo. Muitas vezes eram alegres, outras, bastante tristes. Quantas gerações construíram ao longo desse tempo, toda a vida de uma cidade pacata, bucólica, constituída de famílias que formavam uma população, com um relacionamento bastante íntimo entre si inicialmente, e que, devagarzinho foi-se transformando, dia após dia, fazendo com que houvesse uma mudança do seu cenário, até então considerado melancólico e antigo por seus habitantes, cujo número havia aumentado e que já não eram poucos. Seus moradores começam a ter novas expectativas, novos anseios e um desejo forte para que Indaiatuba se transformasse numa cidade “GRANDE” e passasse a oferecer maiores oportunidades de trabalho e de estudo.

As bicicletas utilizadas como meio de transporte e que eram vistas normalmente pelas ruas da cidade, de um lado e do outro, pedaladas por crianças, jovens e adultos, começam a ceder espaço aos veículos motorizados. As transformações aconteciam nos diferentes segmentos da cidade e conseqüentemente o número de veículos também havia aumentado e já não era o mesmo. Mulheres eram vistas com freqüência, sentadas ao volante, dirigindo seus carros, antes prioridade dos homens. O transporte público era inexistente, se resumia aos táxis. Os ônibus que transitavam pela cidade eram de propriedade ou de meu querido e saudoso pai, Atílio Brunetti ou da família Wolf e realizavam o transporte de trabalhadores à indústria de máquinas de costura Singer.

Para mim, nessa época ter um carro e poder dirigi-lo era sem dúvida uma necessidade para que eu pudesse me deslocar entre as escolas onde lecionava, nosso querido Dom José e a não menos querida Escola de Comércio, hoje Colégio Candelária, onde iniciei minha vida profissional, em agosto de 1962, permanecendo nela durante vinte e quatro anos. Quantas alegrias... Tristezas também não faltaram. Quantas histórias... Quantas amizades... Quanta saudade dos professores dos funcionários e dos alunos. Todos juntos formávamos uma verdadeira família.

Apesar da autonomia do nosso município, com relação à obtenção da carteira de motorista, estávamos ainda vinculados à cidade de Itu; não tínhamos em Indaiatuba a tão almejada Circunscrição de Trânsito.

Foi exatamente no ano de 1968 que me inscrevi para tirar a tão cobiçada carteira de motorista e ao mesmo tempo tão temida, quando nela eu pensava. E as aulas tiveram início... Aulas teóricas? Ótimas! Excelentes! E o que falar das aulas práticas? Só não foram terríveis graças à calma, habilidade e muita paciência do meu instrutor Anésio Casagrande.

Conforme os dias iam passando, minha segurança em estar ao volante ia aumentando lentamente. No decorrer das aulas tive que tomar uma decisão: prestar os exames na cidade de Itu ou esperar para realizá-los aqui mesmo, uma vez que a nossa Circunscrição de Trânsito estava para ser instalada de um momento para outro. Optei pela espera. Continuar com as aulas era bem mais cômodo e bem mais tranqüilo, assim teria mais tempo para me preparar emocionalmente.

Final do mês de julho... Surpresa! Fui informada que Indaiatuba já tinha finalmente instalada a sua Circunscrição de Trânsito. Criada pela Portaria nº 126 de 25/06/1968 e publicada no Diário Oficial do Estado em 29/06/1968, como 110ª Circunscrição de Trânsito de Indaiatuba, passaria a funcionar regularmente.

E agora? Prestar os exames aqui em Indaiatuba e não mais em Itu se tornou realidade. A partir de agora não era mais um sonho, as carteiras de habilitação seriam expedidas em nossa cidade.

Finalmente, no dia 09 de julho, nove candidatos, sendo duas mulheres e sete homens marcaram presença na Delegacia de Polícia, para a realização dos exames teóricos e práticos, sendo as questões, aplicadas pelo próprio Delegado de Polícia, Doutor Cyro Vidal Soares da Silva.

Após a realização da prova teórica, que constava de uma parte escrita, uma parte oral e uma parte prática de solo, realizada com carros de brinquedo, três candidatos foram aprovados. Ainda bem que eu estava entre eles! Fomos à rua para a prova prática de volante. Que sufoco! A apreensão e o nervosismo dos três candidatos eram evidentes. Fazer provas de garagem e de morro, prova de baliza, realizar o percurso pelas ruas da cidade... Era demais... E, acima de tudo tendo ao nosso lado, no banco do passageiro, o próprio Delegado, muito sério e respeitadíssimo nos meios policiais. E assim aconteceu... A primeira turma que inaugurou a nossa Circunscrição de Trânsito ficará para sempre na memória de Indaiatuba.

Enfim, tudo terminado... Dos nove candidatos inscritos fui à única a ser aprovada, passando assim a ser a primeira pessoa a obter a carteira de habilitação de motorista em nossa cidade!

Que felicidade, quanta emoção ao receber a tão sonhada carteira de motorista; nela constava o número cinco e não o número um, isto porque quatro carteiras foram substituídas; a do próprio Delegado, a do Juiz da Comarca, a do Prefeito, na época, Senhor Romeu Zerbini e a do Escrivão de Polícia, Doutor Lúcio Fernandes Filho. O acontecimento foi notícia no jornal “Tribuna de Indaiá”, de 14 de julho de 1968 em sua primeira página: “Entra em funcionamento a Circunscrição de Trânsito de Indaiatuba”.

Hoje 40 anos depois, trago gravado com carinho e com orgulho tudo isso em minha memória. É impossível esquecer fatos que marcam nossa vida e que, de uma forma ou de outra constroem a nossa história e conseqüentemente a História da cidade onde vivemos!


.....oooooOooooo.....

 
* Terezinha de Jesus Brunetti é membro do Conselho Consultivo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba e escreveu esse texto para o livro "Um Olhar Sobre Indaiatuba (2).

terça-feira, 6 de julho de 2010

Imagens do HAOC na época da inauguração- década de 1930



As belíssimas imagens deste post são cópias originais de fotografias feitas pelo  famoso fotógrafo paulista Max Rosenfeld. São algumas das fotos que estão em uma álbum de família de descendentes de dona Leonor de Barros Camargo, a mulher que considero ter sido a mais importante para Indaiatuba, entre outros motivos, por ter construido benemeritamente o Hospital Augusto de Oliveira Camargo.

São imagens belíssimas do nosso hospital, aquele que chamamos de HAOC, na década de 1930, quando ele foi inaugurado.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Salão Nobre - 2o. andar

Vista forntal da área externa


Enfermaria

Corredor


Capela (Belíssima!)



Sala de Espera

Cozinha



.....oooooOooooo.....

Em breve:
post com imagens dos recursos técnicos do HAOC da década de 1930: os mais modernos para a época.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Registro Fotográfico do Movimento Pedágio Justo em Indaiatuba - 1o. de julho 2010



Conforme programado, a sociedade civil de Indaiatuba mobilizou-se na manhã de hoje para protestar contra os pedágios abusivos cobrados pelo Governo do Estado de São Paulo nas (pasmem!) 227 praças de pedágio instaladas, principalmente a de Indaiatuba, que desde  00:01 minuto da manhã de hoje custa R$ R$ 9,15 - ou melhor,  R$ 18,30,  pois quem vai, volta né.

O principal objetivo do protesto, segundo o Movimento Pedágio Justo,  é usar a data para ganhar visibilidade e pressionar o governo e concessionárias a rever tarifas.

No ano passado em nossa cidade, um grupo já paralisou a praça da Rodovia das Colinas, mas na data de hoje, como se pode ver nas imagens abaixo, a mobilização foi bem maior, mais organizada e com muita gente.


As pessoas começaram a se reunir na frente da Balila, a partir das 6:30 da manhã.

Policiais observavam do outro lado da avenida, e vez por outra, um dos carros da Colinas passava também para avaliar o movimento.

Vereador de Campinas foi um dos primeiros a chegar.

Muitos carros, caminhões e motos dirigiram-se então até a rodovia no sentido Indaiatuba-Campinas e pararam na frente da empresa Plastek. Dali, passaram a ir para a praça de pedágio com faixas portadas por pedestres, seguidos pelos veículos.

Imagem da praça de pedágio, minutos antes de o movimento se organizar e tomar a rodovia.


Imagem dos veículos seguindo os pedestres com faixas de informação/conscientização/protesto, pouco antes da praça de pedágio.

Nas proximidades da praça, policiais rodoviários observam a chegada dos manifestantes.



Na estrada vazia, apenas uma ambulância passa pelos manifestantes.

Momento em que o Movimento chega no ponto em que a rodovia se expande em mais pistas para receber os veículos na praça de pedágio.


Participantes descem dos veículos no momento em que o Coordenador do Movimento, José Matos, é abordado por policiais e por uma funcionária do Poder Judiciário.

Abordagem dos policiais e da representante do Poder Judiciário ao Coordenador José Matos.
Profissionais de jornais, rádios e TV estavam no local.




O vereador de Indaiatuba Carlos Alberto Rezende Lopes, o professor Linho, conversa com policial sobre
o principal atributo do movimento: _" É pacífico!"


Outro vereador de Indaiatuba também esteve presente: Dr. Túlio José Tomass do Couto.


Por falar em vereadores, a lista de nossos representantes no Legislativo era grande: Linho, Túlio, Linho, Túlio, Linho, Túlio, Linho, Túlio, Linho, Túlio, Linho e finalmente, também Túlio.
Não esqueça deles todos.




Aos funcionários da Colinas, restou observar atentamente o pacífico movimento que impediu o trânsito por muito tempo.
Folga forçada.


Manifestantes aguardavam enquanto José Matos recebia a informação do Poder Judiciário, de que o Movimento não poderia obstruir a rodovia. Eram aproximadamente 8:10 da manhã.


Atendendo ao Judiciário, afinal ninguém alí é fora-da-lei, os manifestantes começaram a se dispersar.
As imagens seguintes são do meu retorno, sentido Campinas- Indaiatuba.
Dá para ter a noção da dimensão que o movimento tomou.
Neste momento em que retornei, eram aproximadamente 5 (cinco) quilômetros de congestionamento.




Nas imagens seguintes, a grande quantidade de veículos parados na Rodovia concedida para a Colinas, que cobra  R$ 18,20 para você sair e voltar para Indaiatuba.










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