BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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CITE A FONTE ao fazer uso de textos ou imagens publicados neste blog; grande parte do material foi cedido generosamente por colaboradores.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O tempo através do Tempo

Eliana Belo Silva
originalmente publicado na Revista Imediata fev/2011

Verões costumeiramente chuvosos em nosso país tropical têm sido também costumeiramente Tempos de registros repetidamente trágicos de pessoas que morrem soterradas. Imediatamente intercaladas às lágrimas de luto e desespero, aparecem lágrimas emocionadas com a solidariedade. Enquanto isso, quem vive de vender notícias dispara para todos os lados: analistas culpam a inoperância do governo, a teimosia e indulgência do povo que finca seus frágeis alicerces como unha de gato em pirambeiras perigosas e até o tempo - enquanto estado meteorológico da atmosfera - é apontado como vilão.

De quem é a culpa? Olhar para o passado para responsabilizar algo ou alguém – até as vítimas – têm sido o viés de quase todas as pautas.

Em nossa Indaiatuba também o tempo fechou seriamente e se José Onério, em seu Tempo de execução, não tivesse entubado nossas vielas, o que teria feito o tempo com a Cidade Nova e adjacências? Até o Córrego do Barnabé, mesmo com as margens artificialmente longas do jeito que está, transbordou!

Através do Tempo, o tempo já deixou marcas indeléveis em nossa História.

Uma das mais recentes foi o tornado de maio de 2005, que colocou grande parte do Distrito Industrial literalmente de ponta cabeça, sem vítimas. Amém.

No início da década de 1990, outro tornado - chamado naquela ocasião de Tornado de Itu - ceifou a vida de dois jovens irmãos indaiatubanos e de 14 estudantes saltenses. Desse “ituano”, seguiram-se dois ou três dias nos quais parecíamos estar num Tempo passado, muito distante: ficamos sem energia elétrica, sem luz, sem chuveiro quente, sem geladeira e com luzes de velas mortiças iluminando noites de luto solidário.

Há também registro que, em 18 de agosto de 1870, houve uma geada tão forte em nossa Indaiatuba que destruiu grande parte das lavouras e entrou fortemente para o imaginário do pessoal antigo, que contava que “na manhan seguinte á do phenomeno, podiam ser apanhados cargueiros e carroçadas de peixes nos rios e de passaros no matto, mortos pela intensidade do frio” . [1]
Possíveis exageros à parte, o fato é que o tempo deixa profundas marcas no Tempo, e nestes casos, olhar para a História deve ter objetivo prático: aprender lições para gerar ações. Procurar culpados de nada adianta para quem enterrou seu filho, cônjuge, pais, amigos.


Termino utilizando outro conceito de tempo, aquele que se refere à ocasião própria para um determinado ato; ensejo, conjuntura, oportunidade. É tempo de tomarmos atitudes preventivas que estejam a nosso alcance para evitar que o Tempo continue recebendo a culpa por tragédias que roubam vidas após sufocá-las em lama encharcada pela chuva.

Não bastam apenas atos de solidariedade póstumos.

Temos que agir preventiva e imediatamente para conter o desmatamento, que dentro do entendimento científico que temos hoje das causas de tantos desmoronamentos, ele é uma delas. Talvez possamos fazer a nossa parte dentro dos limites do nosso município: utilizar apenas madeiras caracterizadas como legais nas construções civis seria um caminho. Será que não seria viável estabelecer uma lei municipal que obrigue que cada construção, que cada empreendimento, apresente um certificado de origem (ou algo que o valha) atestando que a madeira utilizada é de origem ecologicamente correta? Que não é madeira advinda de contrabando de matas e florestas protegidas? Talvez estabelecer essa obrigatoriedade como condição para obtenção do Habite-se.

Agir preventivamente, mesmo que pontualmente, é o que podemos fazer, ou continuaremos, em nosso Tempo, juntando roupas para mandar para os desabrigados enlutados e desesperados, vítimas do tempo do Verão de 2012.

[1] Mantida a grafia original do autor Manuel de Arruda Camargo – Reminiscências – A Propósito do Primeiro Centenário de Indaiatuba.

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Todas as imagens abaixo são dos estragos feitos pelo Tornado
que atingiu o Distrito Industrial de Indaiatuba  em maio de 2005

























quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dom José 1970 - Primeiro Ginasial C

Você conhece alguém da lista abaixo?

Trata-se da lista de alunos do Primeiro Ginasial C do Dom José, no ano de 1970.

O advogado Emil Geiss está organizando uma coleção com as fotos de todoas as turmas desse ano, em uma álbum virtual no Facebook da escola Dom José de 1970.


A imagem desta série ainda não consta na coleção, que está divulgada no Facebook e está sendo divulgada também neste blog.

Caso você tenha acesso à ela, escreva para elianabelo@terra.com.br


Acari da Silva Quintino
Alvaro Gilmar Estevam Araujo
Antonio Marcelo Ferretti
Bernardete Barbarini
Cezira Barnabé
Claudir Duarte de Almeida
Daisy Aparecida Nascimento
Dayse Boldrini
Edson de Jesus Trasfereti
Eliana Marques Ambiel
Evely Camargo
Gildete Semente Lima
Gilmar Mano
Helio Antonio Sigrist
Ines Guiso
José Marcos Brega
Lidia Maria Frizarini
Luis Otacio Saggion Berian
Luiz Carlos Causs
Luiz Luchetta Neto
Marcel L. de Almeida
Marcio Antonio Polezal
Marcos Fernando Boldrini
Maria Candelaria Carrara
Maria de Lourdes da S. Rocha
Maria Isabel Canton Garcia
Massako Murakami
Rosa Maria Jacober
Rosana Canton Garcia
Rubes Carlos Bertoli
Sonia Maria Rossi
Sueli de Fatima Scachetti
Tácito Antonio Ferreira
Teresa Yoko Kashino
Tereza Matico Hayashi
Valeria Aparecida P. do Prado
Valmir Bredariol
Valter Munhoz Torres
Vera Lucia Moro
Washington Ikio Ozawa
Wilson Roberto da Silva

Além da foto deste primeiro ginasial C, também estão faltando das seguintes séries:

Primeiro Ginasial E
Primeiro Ginasial L
Segundo Ginasial F
Segundo Ginasial L
Segundo Ginasial M
Terceiro Ginasial A
Terceiro Ginasial F
Quarto Ginasial A
Quarto Ginasial E
Primeiro Colegial A
Científico

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dom José 1970 - Primeiro Ginasial B

Você conhece alguém da lista abaixo?
Trata-se da lista de alunos do Primeiro Ginasial B do Dom José, no ano de 1970.

 O advogado Emil  Geiss está organizando uma coleção com as fotos de todoas as turmas desse ano, em uma álbum virtual no Facebook da escola Dom José de 1970.

A imagem desta série ainda não consta na coleção, que está divulgada no Facebook e está sendo divulgada também neste blog.
Caso você tenha acesso à ela, escreva para elianabelo@terra.com.br


Ana Maria Linder
Aparecida de Lourdes Pires
Armando Tadao Nakajima
Carlos Alberto Branco
Carlos Eduardo Bernardinelli
Carlos Euji Hayashida
Cynthia Maria Vitolo
Edson Brizolla
Emerson dos Santos
Eucario Gibim Neto
Jean Jaques de Valega
João Batista Muniz Primo
José Cassio Montu
José Roberto Beccari
Laercio Dercoli
Lucas Schimidt
Lucia Helena Mora
Marcia Maria Sigrist
Marcos Roberto Hackmann
Maria José da Silva Pinto
Maria Vitoria Martini Paula
Marisenda Lopes Fernandes
Marlene Missae Otaguro
Marli Elisabete Vaciloto
Meire Aparecida Farinelli
Nilza Maria Gasiola
Paulo Cesar Magnusson
Paulo Roberto C. Nishikawa
Raquel Cibele Constantino
Renata Maria Stocco
Renato Luiz Pistoni
Rosa Maria de Oliveira
Rosmari Aparecida Bergamo
Solange Maria de Oliveira
Sonia Aparecida de Proença
Sueli Aparecida Guizo
Tetsuya Yamamoto
Waldir Bertolotti
Walkiria R. de Campos Bueno
Wilson Roberto Gozzo

Além da foto deste primeiro ginasial B, também estão faltando das seguintes séries:

Primeiro Ginasial C
Primeiro Ginasial E
Primeiro Ginasial L
Segundo Ginasial F
Segundo Ginasial L
Segundo Ginasial M
Terceiro Ginasial A
Terceiro Ginasial F
Quarto Ginasial A
Quarto Ginasial E
Primeiro Colegial A
Científico

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dom José 1970 - Primeiro Colegial D

A imagem abaixo pertence ao álbum virtual que Emil Geiss está organizando das turmas de alunos da escola Dom José de 1970.

Trata-se da turma do PRIMEIRO GINASIAL D
A foto original foi cedida por Marisa Barce Perugini e Marcos Barce

(clique na imagem para ampliar)

Adelino Inacio
Aloisio Benedito Denny
Antonio Acasio Feijon
Antonio Celso B. Crepaldi
Basilio Martins Neto
Cassio Maria Neto
Cesar A. Cardoso da Silva
Cleusa Sumaco Komori
Geraldo Quintino
Irene Baldini
Isabel Fátima de Souza
João Antonio Marracini
José Adenircio Paulussi
José Clóvis Sander
Julia Aparecida Martins
Laerte Liaglianti Jr.
Luiz Antonio Zerbini
Luiz Guilherme da Costa Sampaio
Marcia Bimonti
Marco Antonio de Alexandro
Marcos Barce
Maria Aparecida D. Laranjeira
Maria Aparecida de Moura
Maria Aparecida Mattiusso
Maria Aparecida Pinto
Maria Célia Von Ah
Maria de Lourdes Wolf
Maria Ines Calonga
Maria Regina Calonga
Maria Romana S. de Paiva
Maria Teresa Sanches
Mitsutaka Mitsuzono
Nereide Pavarina
Neusa de Fatima Cantelli
Nilza Brollo
Paulo Roberto Bethiol
Rita de Cássia Martins
Sandra Lucia de Oliveira
Santo Giancarterino
Umberto Donizete Brandollini


Caso você tenha fotos da turma de 1970 do Dom José e queira colaborar compartilhando e ajudando na identificação, escreva para elianabelo@terra.com.br

Estão faltando das seguintes séries:
Primeiro Ginasial B
Primeiro Ginasial C
Primeiro Ginasial E
Primeiro Ginasial L
Segundo Ginasial F
Segundo Ginasial L
Segundo Ginasial M
Terceiro Ginasial A
Terceiro Ginasial F
Quarto Ginasial A
Quarto Ginasial E
Primeiro Colegial A
Científico


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dom José 1970 - Primeiro Ginasial A

A imagem abaixo pertence ao álbim virtual que Emil Geiss está organizando das turmas de alunos da escola Dom José de 1970.

Trata-se da turma do PRIMEIRO GINASIAL A
A foto original foi cedida por Luiz Fernando de Oliveira Wolf






(clique na imagem para ampliar)


Elisabete Ambiel Mello Gonçalves,
Olivia Yoko Wakabayashi,
Sidnei Paulo Packer,
Cristina Salete de Freitas,
Maria Imaculada Zimmermann,
Heimar Ap. Miloco,
Maria Angelica Silvero,
Helena Rosemary Gennari,
Maria Bernadete Kroneis,
Salete Gaziola,
Ruly Ueda,
Akie Ito,
Monica?,
Boanerges Gonçalves
Maria Rita Correa,
Aldo José Fantelli,
Ana Lucia Barreta,
José Cássio Bitto (?),
Edna Kreithon, 
Evandro Soliani,
Shirlene?,
 Flavio Thomazini,
Marcos Carvalho Alves,
Pedro Rinaldo Amstalden,
Marilda Mestre,
Luiz Fernando de Oliveira Wolf,
Sueli Maria Brega,
Evandra Aparecida Bertagnoli,
Jose Mateus Ambiel,
Mario Paulo Filho,
Celia Regina de Genaro,
José Celeste Aun,
Claudir Berdu (?),
Carlos A. Rodrigues Alves (Beto)




Você tem como identificar completamente todos os alunos desta foto?
Possui fotos dos alunos do Dom José de 1970?
Para colaborar escreva para elianabelo@terra.com.br
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Imagens do Dom José são agrupadas e identificadas por Emil Geiss

Quem tem perfil no Facebook e é amigo do advogado Emil Reginaldo Geiss tem o prazer de ver  - em seu álbum virtual  intitulado Dom José de Camargo Barros - 1970 - mais de 50 fotos de turmas de alunos da então escola estadual, na época em que ela ainda funcionava no prédio "antigo", que posteriromente viria a ser a escola Hélio Cerqueira Leite.

A coleção é preciosa não só pela qualidade e quantidade de imagens, mas pelo minucioso trabalho de indentificação de cada aluno feito por Emil com a ajuda de amigos e ex-alunos que colaborarm, inclusive cedendo fotos.  Muita gente colaborou, diz Emil. Eu tenho medo de começar a dizer os nomes e esquecer alguém. Até pessoas que não tinham a foto colaboraram indicando potenciais proprietário de fotos, conversando com eles, conseguindo autorização, etc. Os nomes dos proprietários das fotos estão no facebook juntamente com a foto. Pretendo fazer uma relação dos colaboradores ao final."

Agrupar as fotos teve como fator de motivação incial o sentimentalismo. Conta Emil que fez todo o ginasial e o colegial no Dom José e "tem ótimas lembranças desse período. Mais tarde eu percebi a importância documental desse conjunto de fotos, já que o Dom José reunia, naquela época, um percentual muito elevado do total de estudantes da cidade. É como se o Dom José concentrasse hoje, todos os alunos dos colégios Helena, Suzana, Camilo, Anglo, Objetivo, etc. Me lembro apenas da Escola Candelária oferecendo esses cursos paralelamente ao Dom José", declara Emil.

A preciosa coleção começou apenas com uma foto de sua propriedade. " Eu tinha apenas minha foto de classe. Em 2004 começei a digitalizar o arquivo da família e não a encontrei. Isso mesmo. Não encontrava a minha foto. Isso foi providencial, porque comecei a procurar uma cópia da foto que eu julgava estar perdida. Foi quando descobri que outros colegas haviam guardado suas fotos de turma e aí surgiu a idéia de conseguir as fotos das outras turmas. Entre os documentos que eu estava digitalizando, descobri uma uma brochura feita para comemorar os 20 anos do Dom José. Foi nesse momento que percebi que era possível reconstituir o álbum completo sabendo exatamente o que procurar. Não preciso dizer para você que uma coisa é procurar algo que pode ou não existir, e outra coisa é procurar algo que sabemos existir. Fui até o Dom José e lá me informaram que esse conjunto de fotos não se encontrava nos arquivos da escola. Me restou a alternativa de procurar as fotos uma a uma diretamente com os ex-alunos. Em 6 anos consegui apenas 6 fotos. Quando comecei a publicá-las no Facebook apareceram  22 fotos em 2 meses."

Emil explica que a identificação dos alunos foi uma obra coletiva. "Quando publiquei as fotos na rede Facebook muitos amigos apareceram para identificar os alunos. Deolinda Stein Montalti identificou mais de 200 alunos. Mitsuro Dairokuno identificou outros tantos principalmente entre os membros da colônia japonesa. Muitas pessoas colaboraram na identificação dos demais".

Por ter havido várias pessoas ajudando na captação das fotos e na identificação dos alunos, Emil considera humildemente que não foi especificamente um trabalho dele, e sim de todos que ajudaram. "Penso que é um trabalho coletivo dos ex-alunos do Dom José. Quanto à importância, não sei dizer. Para mim ainda é, basicamente, sentimental. O valor documental não consigo avaliar, embora ache que se existe o registro, e ele se encontra perdido, vale a pena buscá-lo. Gostaria muito de encontrar todas as fotos e completar o álbum."



Para completar o álbum Emil considera que a maior dificuldade é "uma espécie de luta contra o tempo. Não acredito que alguém jogue fora uma foto dessas. Mas a possibilidade dessa foto ser recuperada diminui com o passar do tempo, já que os descendentes dos alunos não sabem que ela pertence a um conjunto. Há também o problema de algumas classes que tinham um número reduzido de alunos, o que diminui a quantidade de fotos existentes. A foto da turma do científico é um bom exemplo disso. Eram dapenas 11 alunos, muito pouco se comparado com outras que tinham 40."


"O trabalho não está terminado, diz Emil. Depois de um sucesso inicial, as descobertas diminuíram. Em 2 meses encontramos apenas mais uma foto. Enquanto não completar o álbum o prazer fica adiado.

Com a intenção de publicar as imagens para um público aberto, Emil autorizou que eu as poste neste blog.

O objetivo é tentar atingir um público maior do que os amigos do Face, podendo assim, quem sabe, ter ajuda de que alguém os conheça e pergunte sobre a foto. Muitas fotos foram descobertas dessa forma.

Caso você tenha fotos das turmas do Dom José de 1970 ou ainda conheça quem tenha, ou possa colaborar na identificação, escreva para elianabelo@terra.com.br.
 
A partir de amanhã, quinta-feira, vou postar uma por uma para que, juntos - tomara! a gente possa completar o álbum iniciado por Emil e ter esse sentimental - mas ao mesmo tempo importante registro histórico, todinho completado.
 
.....oooooOooooo.....

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Supertuba e a Semana da Pátria - 1978 - Questões e Pistas

Um dos trabalhos do historiador é decifrar pistas através de fontes primárias, que podem ser diversas. Esse trabalho quase sempre é subjetivo, uma vez que, inserido no meio em que estuda, ele possui vários pressupostos pessoais que em maior ou menor grau farão interferências em suas análises e conclusões.

Tomemos como exemplo o documento abaixo, cedido pelo Gustavo "Bilim". Trata-se de uma folha distribuída em 1978 para os estudantes de Indaiatuba (pela fonte, não sabemos se foi para outra cidade também e para afirmar isso, o historiador teria que optar por estender sua pesquisa em outras fontes), com o objetivo de padronizar redações com o tema "Acima de tudo, brasileiro".


(clique para ampliar)


Com base na leitura há informações que não se questionam, como por exemplo:

- O patrocínio do concurso foi feito pelo Supertuba, uma rede de supermercados de Indaiatuba e região;
- O concurso foi feito nas escolas estaduais, em parceria com o Departamento de Educação, Cultura, Esportes e Turismo da Prefeitura de Indaiatuba;
- Existia, na época, a disciplina de Educação Moral e Cívica;
- O concurso foi feito em alusão do dia 07 de setembro;
- Prêmios estavam previstos, inclusive seriam entregues no Tubão, restaurante que pertencia a rede Supertuba;
- Havia prazo para participação.

Outras informações já são decorrentes da análise do historiador, que podem ser mais ou menos profundas, de acordo com seus já citados pressupostos:

- A  estrutura organizacional da prefeitura de Indaiatuba era pouco complexa, uma vez que a Educação, Cultura, Esportes e Turismo pertenciam à um único Departamento;
- Isso pode levar a conclusão que era uma cidade pequena, ou com pouca arrecadação, ou ainda com pouca complexidade de gestão;
- Há uma forte influência do regime militar; o encarte possui as cores da bandeira nacional e o título pode ser relacionado à bordões feitos na época, exageradamente ufânicos como, por exemplo, o "Ame-o ou Deixe-o";
- Prefeitura e Supertuba tinham uma parceria;
- O curso de Educação Moral e Cívica, criado pela ditadura militar, servia para propagar o ideal nacionalista presente, inclusive, em todas as suas propagandas;
- A prefeitura, o Supertuba e as escolas estaduais aceitavam a ideologia dos militares e propagavam-na, através de concursos que ofereciam prêmios.


Essas poucas conclusões citadas como exemplo são feitas com base em conhecimentos que o historiador possui e que consideram relevantes (os tais pressupostos). Outros historiadores poderiam fazer a análise de forma diferente e até discordar dessas, dando, em maior ou menor grau, opiniões mais subjetivas ainda.

Para você refletir:

1) Conseguem, os historiadores, terem a Verdade total em um texto produzido?

2) Podem,  textos diferentes de outro historiador sobre o mesmo assunto e com base na mesma fonte, ser considerado mais "Verdadeiro" do que outro?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

18/07/1943 - 50. aniversário da Farmácia Candelária (2)

Há um post que fiz em outubro de 2009 sobre o 50o. aniversário da Pharmácia Candelária (veja aqui), que foi inaugurada em nossa Indaiatuba em 18 de julho de 1893.

No dia da festa de comemoração foram tiradas fotos com os proprietários, autoridades e o povo da então pequena Indaiatuba. Abaixo você vê uma delas, em excelente estado de conservação, cedida e identificada por Cássio Sampaio.

(clique para ampliar e maravilhe-se com a perfeição dessa imagem)

Em pé:


Pérsio Sampaio,
Maria Natividade Costa (Sinhá),
Almira Costa Pedroso,
Lucia Sampaio Costa,
Theobaldo David,
Clotilde Sampaio David,
Adhemar de Oliveira Barros,
Haydée Sampaio Barros,
José Pedro Cardoso da Silva,
Carlos Eduardo Cardoso da Silva,
Maria Adélia Cardoso da Silva,
Cássio Costa Sampaio,
Arnaldo Silva (Picha),
Antonio Charibdys Sampaio,
Sérgio (filho de Joaquim).

Sentados:

Servando Regadas Garcia,
Maria da Glória Walsh Costa,
Francisco Walsh Costa,
Yolanda Cervi Costa,
Scyllas Leite de Sampaio,
Alice Costa Sampaio,
Francisco Xavier da Costa,
Iracema Costa Bueno Teixeira,
João Walsh Costa (Jango),
Claudemiro Walsh Costa,
Flávio Walsh Costa

Crianças:

Amador Costa Pedroso,
[desconhecida],
Maria Lucila Bueno Teixeira,
[desconhecida],
Neusa Cervi Costa,
Nilton José Sampaio David,
Caio da Costa Sampaio,
Wanda Cervi Costa,
Lílian Costa Cardoso da Silva,
Dalva Cervi Costa,
 [desconhecida],
José Waldomiro Costa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Figuras Populares: Paulo Borges

Faleceu na madrugada do dia 04 p.p. (04/02/2011) o popular "Paulo Borges", figura folclórica das ruas indaiatubanas, conhecido por todos por seu bom humor e brincadeiras.

Leia mais sobre o falecimento de Paulo Borges no site da Tribuna de Indaiá.

Abaixo, belíssimo texto sobre Paulo Borges escrito pelo Padre Xico, do Santário Ecológico Santa Rita de Cássia, para o livro "Um Olhar sobre Indaiatuba", publicado pela Fundação Pró-Memória em 2006.




Paulo Borges
(crédito da imagem Eduardo Turatti, publicada na Tribuna de Indaiá)


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O SEU NOME É...


 texto do Pe. Francisco de Paula Vasconcellos (Xico)

A calçada esta forrada de branco, as flores caídas do ipê...

Eis que passa diante de mim um cidadão de cor negra, figura folclórica, importada, que faz parte da história de Indaiatuba.

Ébrio contumaz, a sobriedade paira sobre ele, esporadicamente, quando então se torna um homem sério, tímido, trabalhador... Mas isso só de vez em quando... E olhe lá!

Palmeirense fanático, sai do bar e entra na igreja no seu estado normal de embriagues, tornando o Santuário mais “ECO” do que “LÓGICO”. Lá vai ele cumprimentando a todos, sem perder o bom humor.

Cumprimenta os noivos no altar, no meio do casamento, para desespero dos fotógrafos. E durante a consagração, na missa, chega até o padre e diz:

-“O seu time hein, padre...” só que isso é dito no microfone que está transmitindo a missa pelo rádio.

Desce do altar com seu boné verde, continua mexendo com as mulheres, às vezes leva um safanão do marido irritado, mas ele sempre sorrindo, como se nada tivesse acontecido.

Evoca sempre a memória de sua mãe... Aí então, as lágrimas da saudade escorrem de seus olhos, e ele vai pedir para o padre:

 -“O senhor reza pra dona Brasília”?

Eu continuo admirando o meu ipê se despindo de suas flores brancas, que vão forrando o chão. Digo a ele: -

“_ Vamos rezar por sua mãe, sim! Ela deve estar rezando por você”.

- “A propósito, qual é o seu verdadeiro nome, Paulo Borges?”

E ele responde, mostrando a sua carteira de identidade surrada:

- “O meu nome é NATALI. Nasci em Cardeal no natal de 1951, mas sou Indaiatubano de coração”.

E continua o seu caminho sobre a calçada forrada de branco.

O ipê está despido.
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Indaiatuba - A cidade que tinha um urubu de estimação

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