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Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Hino de Indaiatuba



texto de Júlia Steffen

O hino de Indaiatuba, cuja música pertence aos idos anos de 30, foi escrito pelo indaiatubano Nabor Pires Camargo e executado pela primeira vez aos 9 de dezembro daquele ano, quando se comemorava o centenário de elevação de Indaiatuba a Freguesia.
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Todavia a melódica harmonia de suas notas musicais, vibrantes e apaixonadas, brilha ainda hoje como uma luz tão serena como quando foi ouvida pela primeira vez.
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Aprendida na infância, cantada na adolescência, compreendida na idade adulta, essa canção integrou-se de tal maneira na vida da comunidade que o seu ritmo cadenciado embeleza todas as comemorações e solenidades oficiais.
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Composta com paixão e entusiasmo é contudo adequada a todas as sensibilidade, e, assim é que é apresentada nesta gravação.
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A sua letra é de autoria do indaiatubano de coração Acrísio de Camargo, que soube transmitir, em versos, a realidade indaiatubano.
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Com imensa ternura evoca um cortejo de imagens: a luminosidade do ar, o verde campo coberto de “INDAIÁS”, o colorido das flores que parecem flutuar na doce brisa de um entardecer.
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Sua melodia, ao invadir o espaço infinito, fica bailando um instante no ar para se perder depois na distância de nossa nostalgia e saudade.
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Muito embora despretenciosos, os seus versos se distinguem pela fantasia delicada em suas rimas.
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Nelas temos a oportunidade de ver a querida terra dos Indaiás sob uma nova e graciosa dimensão.
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domingo, 27 de setembro de 2009

Reunião do Partido Republicano em Itu - 1873 (grafia original)

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Reunião do Partido Republicano em Itu aos 18 de abril de 1873 [1]
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1ª Acta
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Aos dezoito dias do mes de abril de 1873, em casa do cidadão Carlos de Vasconcellos de Almeida Prado, reunidos os republicanos, que vão abaixo assignados, foi acclamado Presidente da Sessão o Presidente do Club Republicano de Itu, João Tebyreçá Piratininga, chamou este para Secretario o Dr. Américo Brasiliense de Almeida Mello.

Foi este encarregado pelo Presidente de expôr o fim da reunião.

Depois de apresentar algumas considerações sobre a necessidade de organisar-se o partido de modo a facilitar as relações entre os diversos clubs existentes nas localidades, e no intuito de se dar desenvolvimento á propaganda das ideas, e harmonica direcção aos interesses políticos, offereceo á consideração dos associados as seguintes bases =

1ª Será constituida na Capital da Provincia uma Assemblea de representantes de todos os municipios -
2ª Funccionara, a primeira ves, em dia marcado pelos presentes cidadãos, e posteriormente como e quando for determinado pelos meios adoptados em sua Constituição -
3ª Cada municipio elegerá um representante -
4ª O sistema eleitoral sera o do suffragio universal, i.e. - a idade de 21 annos completos e a não condemnação criminal darão o direito de voto á todo cidadão -
5ª A Assemblea de representantes no fim de cada Sessão nomeara uma Commissão para no intervallo das reuniões dirigir os negocios do Partido, entender-se com os Clubs municiapaes, e tomar as providencias exigidas pelas circumstancias, que se derem, ficando porem seos actos sugeitos á approvação da Assemblea. // O Presidente da reunião declarou em discussão o 1ª base, q , encerrada aquella, foi approvada.
Posta a segunda em discussão o Dr. Americo de Campos propos que fosse designado o dia 1º de julho p.f. para a primeira reunião - o Dr. Quinino dos Santos indicou que o mandato vigorasse só por um anno - o Dr. Ubaldino offereceo uma proposta no sentido de ser o mandato do representante do município revogavel á vontade, e a qualquer momento, pelo eleitor - O Dr. Antonio de Paula Souza sustentou a mesma idea - O Secretario fes considerações no sentido de se manter a segunda base tal qual se acha, acceitando-se porem a designação do dia para a primeira reunião. O Dr. Antonio Cintra propos que fossem eliminadas todas as emendas, votando-se unicamente a indicadora do dia 1º de julho - O Dr. Jorge de Miranda sustentou esta, e em sentido contrario manifestarão-se outros cidadãos - Terminados os debates o Presidente pôz á votos a emenda do Dr. Antonio Cintra - Foi approvada, ficando por tanto acceita a base 2ª e marcado o dia 1º de julho - para o fim retro indicado - Forão postas em discussão, cada uma por sua ves, as bases 3ª, 4ª, e 5ª - ninguem tomando a palavra, forão votadas e acceitas - resolveo-se que para serem expedidas circulares á todos os municipios da Provincia, dando conhecimento, por copia, das deliberações constantes desta acta, e convidando todos os republicanos a adherirem ás bases approvadas, e procederem as eleições de representantes, ficaram encarregados e authorizados a tomarem as necessárias providencias o Presidente e Secretario do Club Republicano desta cidade de Itú - em último lugar levantou-se discussão sobre a conveniencia de se manter uma folha, orgão do Partido na Provincia e tão bem auxiliar a que se publica na Corte - Tomarão a palavra o Secretario, os Drs. Ubaldino, Barata, Jorge de Miranda, Manoel de Moraes, Augusto da Fonseca, Antonio Cintra, Jm. de Paula Souza, A. de Campos e Jm. Roberto de Asevedo Marques - Os 4 primeiros opinarão pela manutenção de um orgão na Capital da Provincia e por auxilios secundariamente á Folha da Corte - os 5 últimos, exceptuando o Dr. A. de Campos, manifestarão-se pelos esforços á bem do orgão na Corte e auxilios á da Capital da Provincia - o Dr. A. de Campos sustentou que se devia prestar auxilios ás Folhas da Corte e Capital, enunciando-se para no sentido de se empregar todo appoio a aquella, que, conforme as circumstancias o exigirem, se acharem maes na frente do inimigo, e que assim se o Partido julgasse em taes casos o orgão na Corte não deveria recusar-lhe todos os serviços - o Presidente adherindo a idea de preferir-se a Folha da Corte a da Capital declarou que o assumpto não era dos que devião ser votados, por não faserem parte das bases de organisação ja approvadas, e que tomava a discussão meramente como meio de se manifestarem as opiniões, ficando porem a este respeito cada um dos cidadãos presentes com plena liberdade para procederem conforme suas inspirações, não devendo porem esquecer-se que é de summa importancia e grande alcance não se descuidarem os republicanos da imprensa, elemento essencial de propaganda das ideas e principios, que são professados pelos cidadãos presentes - Nada mais havendo a tratar-se, foi lida esta acta, e approvada por todas as pessoas presentes, que estão assignadas no livro de presença, que accompanha este, das quaes vão aqui transcriptos os nomes com indicação de localidades, tendo a reunião adoptado este meio como o mais simples, e em vista da difficuldade, na hora adiantada em que se terminarão os trabalhos, de obter-se que o numeroso concurso de cidadãos prestasse suas assignaturas ao presente livro, tendo-as dado no de presença, como fica exposto - e em observancia da deliberação dos associados passo para aqui as referidas assignaturas, e assigno com o presidente esta acta - que vae lavrada por mim Secretario -

João Tibiriça Piratininga Presidente
O Secretario
Amco Brasiliense de Alm.da Mello


Localidades Nomes

Itu
Estanislau de Campos Pacheco
Antonio Basilio de Souza Payaguá
Francisco Alves Lobo
José Alvares da C. Lobo[2]
Antonio Nardy de Vascos Junior
Bras Carneiro Leão
José Egidio da Fonseca
Ant.o Roiz de Sampaio Leite
Luis Ferras de Sampaio
Theophilo da Fonseca
Elias Alvares Lobo
João Xavier da C.ta Aguiar
Joaqum Pires Per.a de Almeida
Luis Ant.o Nardy de Vas.cos
Joaq.m Rois Barros
José Theresio Pereira da Fonseca
Jose Bernardo de Freitas
Man.el Fern.do de Alm.da Prado
Joaquim M.el Pacheco da Conseca
Antonio Freire da Fonseca e Sousa
Ant.o Nardy de Vas.cos
Jose Nardy de Vas.cos
Man.el da C.ta Falcato
Jose Antonio da Sz.a
Pedro Alexandrino R. Aranha
Victor de Arr.da Castanho
João Tobias de Ag.ar e Castro
José V. Pinto de Mello[3] - Consta como sendo de Itu mas era vereador em Indaiatuba
Carlos Vas.cos de Alm.da Prado
Fran.co Emydio da F.ca Pacheco
Dr. Joaq.m de Paula Sousa
Dr. Ignacio X.er Campos de Mesquita[4]

Jundiahy[5]

Antonio Joaq.m Per.a Guimarães
Antonio Augusto da Fonseca
Francisco de Paula Crus
Ant.o Basilio de Vas.cos Barros
Rafael Aguiar Paes de Barros
Constantino José dos Santos
Carlos de Queiros Guimarães
Luiz Antonio de Oliveira Crus
M.el Elpidio Pereira de Queiros

Campinas
Am.co Bras.nse de Alm.da Mello
Ant.o de Cerqueira
Jorge de Miranda
Antonio Benedicto de Cerq.ra Cesar
Evaristo Brasileiro[6]
João José de Ar.o Vianna
Alexandre Jeremias J.or
Theophilo de Oliveira
Asarias Dias de Mello
Francisco José de Camargo Andr.e
Joaquim de Sampaio Goes (consta na lista de Campinas mas morava em Indaiatuba)
Francisco Glicerio de Cerq.ra Leite
Francisco Quirino dos Santos
Ant.o Carlos da Silva Telles

São Paulo

Candido Barata
Americo de Campos
Jose M. Maxwell Rudge
Nuno de Mello Vianna
Jose Luis Flaquer
Joaquim Taques Alvim
Malachias Rogerio de Salles Guerra
Ant.o Francisco de Paula Sousa
Joaquim Roberto de Asv.do Marques

Amparo

Bernardino de Campos
Fr.co de Assis dos S.tos Prado
Tristão da Silva Campos
José Pinto do Carmo Cintra

Bragança
Antonio Joaquim Leme
Manoel Jacintho de Mor.s e Silva
Theodoro Henrique de Toledo
Joaquim Ant.o da Silva

Mogymirim

Ant.o Francisco de Araujo Cintra
Ladislau Ant.o de Ar.o Cintra

Constituição[7]

Manoel de Moraes Barros
Claudino de Almeida Cesar[8]
Balduino do Amaral Mello[9]
Jose da Rocha Camargo Mello
Prudente de Morais Barros[10]

Botucatú

João Eloy do Amr.al Sampaio
Bernardo Aug.to Roiz da Silva
Fran.co X.er de Alm.da Paes[11]
Dom.os Soares de Barros

Tietê

Pedro Alves da Costa Morgado[12]

Porto Felis

Luis Ant.o de Carvalho
Am.co Boaventura de Alm.da
Cesario Nanzianzeno de A. Mota Mag.es
Joaquim Flor.o de Toledo J.or
Antonio de Toledo Piza e Almeida
João Bpt.a Silvr.a Ferras
José Rafael de Alm.da Leite
Dr. Cesario Nanzianzeno de As.do Mota Mag.es
Ant.o Joaquim Viegas Muniz[13]
Bernardino de Sena Mota Mag.es
Luis Gonsaga de Campos Leite
Jeronimo Per.a de Alm.da Barros
José Roiz Paes
Ant.o Alves Per.a de Alm.da

Capivary

Luis Ant.o de Sousa Ferras
Ant.o José de Sousa
João Corrêa Leite de Mor.s
Joaquim Galvão da Fon.ca Pach.o[14] - Era fazendeiro em Indaiatuba (França Pacheco)
Antonio Dias de Aguiar
Theophilo de Oliveira Camargo - Indaiatuba[15]
Joaquim Augusto de Sousa[16]
Fran.co Antonio de Souza
Manoel de Arruda Castanho
Ant.o de Toledo Piza e Almeida[17]
Gabriel de Toledo Piza e Almeida
Balduino de Mello Castanho Sobrinho
Francisco Pedro de Souza Mello
Antonio de Camargo Barros[18]

Sorocaba

Joaquim Silveira Rodrigues[19]
Ant.o Joaq.m Lisboa e Castro
Ubaldino do Amaral
Jesuino Pinto Bandeira[20]
João Lycio

Indaiatuba

João Tibiriça Piratininga
Manoel José Ferreira de Carvalho
José d’Almeida Prado Neto
José do Amaral Campos (equívoco)[21]
Diogo do Amaral Campos
Ladislau do Amaral Campos
Luiz Augusto da Fonseca
José Vasconcellos de Almeida Prado
Theophilo de Olivr.a Camargo[22]

Bethlem de Jundiahy[23]

Amelio Carneiro da Silva Braga

Vila do Montemór

Joaquim Pinto de Oliveira

Jahú
José Ribeiro de Camargo

Rio de Janeiro
Barata Ribeiro[24]
Eduardo de Oliveira Amaral

Encerrado - Itu, 18 de Abril de 1873[25]
Am.co Brasiliense






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.[1] Na primeira página, a abertura do livro: “Serve este livro para as actas das sessões do Partido Republicano. Vae rubricado por mim. Itu, 18 de Abril de 1873. João Tibiriçá Piratininga - Presidente da Reunião”. Neste livro foi registrada somente a Ata aqui transcrita.
[2] Foi completado à lápis - Conceição.
[3] O V. foi completado à lápis: Vaz.
[4] Autografada no texto.
[5] Desta altura em diante, os nomes das cidades aparecem uma única vez, seguidos dos nomes dos seus representantes.
[6] Completado à lápis: de Campos
[7] Piracicaba
[8] Anotação à lápis: Cesar.
[9] Colocou-se um e entre Amaral e Mello à lápis.
[10] O nome de Prudente de Morais Barros está em tinta preta. Na margem esquerda foi feita a seguinte anotação à lápís: “Não figura no livro de presença”. Existem vestígios de outras anotações que foram apagadas.
[11] Anotação à lápis: Pires.
[12] Anotação à lápis: Machado.
[13] Anotação à lápis: Domingos. Domingos Viegas Muniz assinou no livro de presença, mas seu nome não foi transcrito na Ata.
[14] Anotação à lápis: de França Pacheco.
[15] Este nome, escrito em tinta preta e certamente depois de encerrada a Ata, foi riscado e repetido logo abaixo.
[16] A partir deste nome a letra não coincide mais com a de Américo Brasiliense.
[17] Anotação à lápis: duplicata.
[18] À margem , vestígios de uma anotação à lápis: “não figura no livro de presença”., que foi apagada.
[19] Correção à lápis em Silveira.
[20] Vestígios de uma anotação à lápis: Sobr.
[21] O nome, seguido da nota equívoco, foi riscado.
[22] Em tinta preta e incluído depois de encerrada a Ata.
[23] Itatiba.
[24] Anotação à lápis na margem esquerda: Crimildo, e à direita, Irmão de Cândido.
[25] Na contra-capa do livro existe a seguinte inscrição: “Offerecida ao Exmo. Snr. Dr. Jorge Tibiriçá por Manoel Lopes de Oliveira Filho. S. Paulo, 25 de Agosto de 1906”. O manuscrito original pertence ao acervo do Museu Republicano “Convenção de Itu”.
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FONTE: SOUZA, Jonas Soares de. Notas sobre a Convenção de Itu. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1976. Separata de: Anais do Museu Paulista, v. 27.
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sábado, 26 de setembro de 2009

Mapa da Região Metropolitana de Campinas

Áreas dos municípios que compõem a Regiã0 Metropolitana de Campinas:
  • Americana - 144 km2
  • Artur Nogueira - 192 km2
  • Campinas - 887 km2
  • Cosmópolis - 166 km2
  • Engenheiro Coelho - 112 Km2
  • Holambra - 65 km2
  • Hortolândia - 62 km2
  • Indaiatuba - 299 km2
  • Itatiba - 325 km2
  • Jaguariúna - 96 km2
  • Monte Mor - 236 km2
  • Nova Odessa - 62 km2
  • Paulínia - 145 km2
  • Pedreira - 116 km2
  • Santa Bárbara d’Oeste - 270 km2
  • Santo Antonio da Posse - 141 km2
  • Sumaré - 164 km2
  • Valinhos - 111 km2
  • Vinhedo - 81,74 km2

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Áurea Moreira da Costa

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Vida e obra da professora Áurea Moreira da Costa, patrona do 2o. Grupo Escolar de nossa cidade
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texto transcrito do originalmente publicado na capa da do jornal Tribuna de Indaiá de 12 /11/1961*
assina o texto: Archimedes Lammoglia, Deputado.
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. Áurea Moreira da Costa nasceu em Indaiatuba aos 11 de dezembro de 1912.
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Iniciou o curso primário na sua cidade natal, depois foi para leme, terminando-o em Salto.
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Matriculou-se na Escola Normal do tradicional Colégio Nossa Senhora do Patrocínio de Itu, diplomando-se com a primeira turma de normalistas de 1930.
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Ingressou no magistério primário no ano de 1931, sendo os dados referentes a sua vida escolar o que se seguem:
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13/03/31 - Por ato desta data foi nomeada para o cargo de substituta efetiva do Grupo Escolar de Salto.
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11/09/41 - Por ato desta data foi exonerada do cargo acima.
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11/09/31 - Por decreto desta data foi nomeada para reger, interinamente, a escola mista rural do bairro do Buru de Baixo, em Salto.
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31/12/31 - Por decreto desta data foi nomeada para reger a escola mista rural do bairro Buru de Baixo, em Salto, que já regia interinamente.
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4/12/1934 - Por decreto desta data foi removida para o cargo de adjunta do Grupo Escolar Tancredo do Amaral em Salto.
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15/06/1935 - Por ato desta data foi nomeada para substituir, em comissão, a professora D. Benedita Resende, do Curso Popular Noturno, que funcionava no Grupo Escolar Tancredo do Amaral, em Salto.
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2/10/1935 -Por ato desta data foi designada para reger em comissão, uma classe o Curso Popular Noturno do Grupo Escolar Tancredo do Amaral, em Salto.
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10/01/1938 - Por decreto desta data foi removida, por concurso, para o Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes, em Indaiatuba.
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20/07/1939 - Por apostila desta data, feita no título de 18/01/1938, foi declarado que sua portadora fica autorizada, de ora em diante, de Áurea Lyra Moreira a assinar-se Áurea Moreira da Costa.
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Em 20/09/1958 - Por decreto, foi aposentada.
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Especializou-se em classe do primeiro grau, chegando a criar um processo metódico de alfabetização que, pela modéstia que sempre a caracterizou, deixou de publicá-lo.
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Prestou auxílio e colaborou com eficiência na Revolução Constitucionalista de 1932. Na última Guerra fez o "Curso Intensivo de Primeiros Socorros" promovido pela Cruz Vermelha Brasileira em Indaiatuba, no ano de 1942.
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Lecionou a professora Áurea Moreira da Costa no Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes em sua cidade natal durante 20 anos com impecável dedicação e zelo. Aposentou-se premiada pela moléstia que a vitimou em 12 de agosto de 1960.
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A vida de Áurea Moreira da Costa é aquilo que podemos chamar de símbolo e exemplo de professor primário.
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O povo de Indaiatuba, numa expressão de reconhecimento e gratidão a sua emérita conterrânea, através da Câmara Municipal aprovou por unanimidade dos seus vereadores a indicação do nome da professora Áurea Moreira da Costa como patrona do Grupo Escolar do Bairro de Santo Antonio, naquela cidade (...).
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* Jornal cedido por Oscar França

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cinemas de Indaiatuba

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texto de Paulo Antonio Lui*
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Houve o francês Le Prince – o primeiríssimo, o americano Edson – o inventor empresário, o também francês Reynaud e ainda o americano Eastman – o dono do filme; mas o pontapé inicial da história (invenção) do cinema foi no ano de 1895, precisamente no dia 28 de dezembro, com uma exibição pública no centro de Paris (Salão Indiano), feita pelos Irmãos Lumière (Auguste e Louis - franceses), considerados os inventores oficiais do cinema.
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Já no Brasil, a primeira sessão de cinema realizada foi em 8 de Julho de 1896, na Rua do Ouvidor no Rio de Janeiro, menos de um ano após a sua invenção.
.Em nossa querida Indaiatuba, o cinema chegou por volta de 1910.
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O pioneiro foi o Sr. Domingos Gazignatto, cujo cinema foi chamado de Cine Progredior (proximidades do atual Banco Bradesco) (1).
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Como na época não havia luz elétrica, o cinema possuía um gerador a óleo para iluminação do ambiente e projeção dos filmes, que funcionava com ajuda manual (feita por trás da tela, que permanecia sempre umedecida). Os filmes eram mudos. Um grupo de músicos acompanhava as diversas cenas dos filmes. Posteriormente, a sala foi usada também para teatro, passando a chamar Cine Teatro Íris.
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Na mesma época, instalou-se do outro lado da Praça Prudente de Moraes, na Rua 15 de Novembro, um novo cinema, o segundo da cidade, com o nome de Cine Recreio, propriedade do Sr. Miguel João e que era administrado por seus filhos José e Maria.
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Diante da concorrência criada entre os dois cinemas, o Sr. Domingos Gazignatto encerrou as atividades de sua casa de espetáculos, vendendo os equipamentos para um grupo de pessoas: Luiz Laurenciano, Ernesto Laurenciano, Alziro Pires de Camargo (Miloca), Família Lizoni e Francisco Carlos Bento (Chico sapateiro). Surgiu assim o terceiro cinema, ou seja, o Cine Teatro Internacional no local onde atualmente é a lanchonete Pastelão (2), provavelmente entre os anos de 1918 e 1920.
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Após estes três pioneiros, outros cinemas foram instalados em Indaiatuba: Cine República, de José Godoy; Cine Indaiatuba, do Sr. Almeida; Cine Variedades, da Empresa A. Marcondes.
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Para alguns pesquisadores, consta que o cinema falado só chegou a Indaiatuba no ano de 1933. Para outros, Indaiatuba testemunhou a primeira projeção com som no Cine Teatro Guarani, da Empresa Kalaf - administrada pelos irmãos Nassib, Nagib e Alexandre em dezembro de 1937. Esta sala, sonorizada com apenas um projetor, parava a exibição de tempos em tempos para que fosse trocado o rolo.
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Em 1939 foi inaugurado o Cine Santo Antonio, sucessor do Cine Guarani, de propriedade do padre-vigário Vicente de Paula Rizzo, que posteriormente foi adquirido pela Empresa Magnusson & Amaral (Christiano Magnusson – Lauro Magnusson – Odilon Amaral) em Dezembro de 1943, que manteve o nome de Cine Santo Antonio. A empresa construiu o primeiro prédio exclusivo para cinema e em 27 de Janeiro de 1945 inaugurava com toda pompa, o Cine Teatro Rex (localizado onde atualmente está o estacionamento do Banco Bradesco).
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Fonte da imagem: Facebook - Imagens de Indaiatuba

Em 1955, durante uma reforma pela qual passou o prédio do Rex, interrompendo temporariamente suas funções, surgiu na cidade o Cine Candelária, na Rua Candelária, nos fundos do conhecido Bar do Mome (Jerônymo Perucci), com exibições de filmes em 16 mm., cujo proprietário era o Sr. Geraldo Ferreira, aposentado da Estrada de Ferro Sorocabana. Posteriormente esse cinema mudou de local (Rua 11 de Junho esquina com a Rua 5 de Julho) e fechou logo depois.
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Reformado, o Cine Teatro Rex voltou a funcionar em 22 de Setembro de 1956, encerrando suas atividades em 25 de Novembro de 1979.
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Ainda com o Cine Teatro Rex em funcionamento, a cidade ganhava um novo cinema, o Cine Alvorada, inaugurado em 14 de Novembro de 1963, na Praça D. Pedro II (Rua 11 de Junho, esquina da Rua Pedro de Toledo), propriedade da Empresa de Cinemas Indaiatuba Ltda. (Guerino Lui – Christiano Magnusson – Henrique Schulz). Em 24 de Agosto de 1966 sofreu um pavoroso incêndio, ficando parado por 280 dias, sendo reconstruído e reinaugurado em 31 de Maio de 1967. Encerrou suas atividades em 1º. de Fevereiro de 1989.
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Após o fechamento do Cine Alvorada, a cidade ficou sem cinema por um período de 4 anos e 8 meses.
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Em 29 de Setembro de 1993, com a inauguração do Shopping Center Indaiatuba, a cidade ganhava o Cine Topázio, sala com 160 lugares, propriedade da Lui Cinematográfica Ltda. (Família Lui). Em 2001 as instalações foram ampliadas para 4 novas salas no piso superior do mesmo Shopping, sendo inauguradas em 23 de Novembro de 2001 as salas 1 e 2 e em 30 de Novembro de 2001 as salas 3 e 4, no moderno conceito multiplex. Consequentemente, a primeira (antiga) sala do Cine Topázio, no piso inferior, foi fechada.
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Em 29 de Dezembro de 1998 surgia o Cine Center, propriedade também da Lui Cinematográfica Ltda., no Shopping Center Jeans (Jardim Morada do Sol), permanecendo aberto até 26 de Janeiro de 2004. Com a reestruturação daquele Shopping, reabriu suas portas em 8 de Maio de 2004, com equipamentos e programação por conta da Lui Cinematográfica Ltda. e administração a cargo dos proprietários do próprio Shopping.
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Ao escrever este artigo faço uma homenagem a um querido e saudoso amigo, Rubens Bonito (3), cuja sabedoria e conhecimento foram importantes por grande parte das informações aqui contidas, pois antes de seu falecimento, estávamos compilando dados para escrevermos um livro bem detalhado e ilustrado com inúmeras fotos, sobre a história da 7a arte em Indaiatuba.


CINE REX
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* Originalmente publicado no livro "Um Olhar sobre Indaiatuba", da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.
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.(1) O autor refere-se à unidade do Banco Bradesco situada na Rua Candelária, entre a Rua Bernardino de Campos e Rua Cerqueira César. Mas o cinema citado não ficava no local onde (mais tarde) seria instalado o Cine Rex, mas sim próximo de onde atualmente é a Óptica Ipanema, no terreno do Estacionamento Dois Irmãos.
(2) A lanchonete citada fica na Rua Cerqueira César, entre a Rua XV de Novembro e Rua Pedro de Toledo.
(3) Rubens Bonito nasceu em 20 de agosto de 1935 e faleceu em 02 de janeiro de 2006, tendo uma vida marcada pela paixão aos assuntos relacionados ao cinema, principalmente por filmes de Far-West. Foi um cineasta que produziu filmes, utilizando desde a técnica Super-8 até os recursos dos vídeos atuais. Registrou importantes passagens da vida social e cultural de Indaiatuba, gerando uma coleção que constitui o maior acervo particular do município.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

1a. Turma de Formandos SENAC - INDAIATUBA - 1949

Professora Helena de Campos Camargo - PARANINFA


Professor Luis Teixeira de Camargo Júnior - PARANINFO

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Professor Oscar França - HOMENAGEADO .



Professora Carolina de Oliveira - HOMENAGEADA .


Adjalmas A. Leite


Alberto E. Pucci


Amélia Packer


Antonio Packer


Aureo D. Ambiel


Autília Bernardinetti


Avelino Martinuzzo


Climene Civolani


Filomena Pínfari


Idalina Denny


Iria Zerbini


Irlanda Civolani


José Tasca


Julieta Sisci
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Luís de Castro


Maria de Lourdes Campos Penteado


Maria L. Trivelatto .


Nair Wülk


Nilza Candello
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Norma L. Silva


Odersio Martinhão


Romeu Zerbini


Rubens de Campos Penteado
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Terezinha Bernardinetti

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Terezinha D` Alessandro


Terezinha Zocolan


Vera C. Bueno



. Waldomiro de Souza


Wilma Firigatti
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Zélia Stocco

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Imagens do acervo pessoal de Oscar França cedidas para esse blog.

P.S.N. - Partido da Salvação Nacional

Oscar França*

Venho por este meio
Solicitar ao caro amigo
Que venha, sem rodeio,
Fundar um partido comigo.

Do jeito que as coisas estão,
Não pode continuar,
Pois a nossa Nação
Não pára de afundar.

Enquanto há fartura para poucos,
Existe miséria em abundância
É lamentável que o nosso povo
Passe fome desde a infância.

Justiça e combate à violência,
Só se combate realmente,
Com menos leis em vigência
E mais trabalho pra gente.

De nada adianta tanta gente
Que nada entende da vida.
Assim não há quem aguente
Tanta capacidade fingida.

A meta do povo partido
É eleger capacitados
Que forme um grupo unido,
Para eliminar apadrinhados.

O voto deve ser livre,
E não se obrigatório.
De que adianta esse alvitre
Para vivermos num purgatório.

Vamos diminuir a quantidade
Dos componentes dos legislativos
Para facilitar a governabilidade,
Diminuindo os facultativos.

Espero contar com seu apoio;
O meu nome é Oscar França.
Vamos pegar um novo comboio,
Este é o caminho da nossa esperança.

Felizmente, nem tudo está perdido.
Conto com sua colaboração cordial.
Vamos juntos fundar um novo partido.
O Partido da Salvação Nacional.

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* O indaiatubano Oscar França (nascido em 11/08/1926) foi vereador na década de 1940.Escrevia com frequencia no jornal Tribuna de Indaiá na década de 1960, principalmente sobre a política da nossa cidade. Contador, professor, escritor e poeta filho do indaiatubano Gennaro França (* 17/09/1898 e + em 21/10/1960) e Helena Quinteiro França (tia-avó desta blogueira).
Esse poema foi originalmente publicado no citado jornal, no dia 03 de outubro de 1968.
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Reminiscências do primeiro centenário de Indaiatuba (grafia original)

texto de "Mirto"

. publicado originalmente no jornal indaiatubano Gazeta do Povo em dezembro de 1930, nas comemorações do 1. centenário de Indaiatuba.
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.Nunca me senti tão poeta como hoje e no entanto nunca me senti tão ao contrário. .. 
que o Centenário de Indaiatuba veio bulir cá pelo amago d´alma para que eu me expandisse em phrases evocatórias. . 
Mas decepção. . 

Sou um pobre visionário e de letrados e litteratura eu entendo como todos daqui entendem porque o Vieira velho fuma em pito de barro.
 Não ria meu leitor amigo, porque é isso mesmo.

 Desde menino que eu penso em tal phenomeno e até agora não sahi do terreno das abstracções.
E por fallar em menino e como eu estava fallando sobre o Centenário (vejam como eu confundo as cousas), lembro-me quando tinha eu 6 annos e ia para a escola. . 
A escola daquele tempo não era Grupo Escolar como hoje; ostentava a designação de Escolas Reunidas. . 
Meus professores eram o Sr. Carlos (1) e o Sr. Galdino, estimados e hornados cidadãos, hoje, meus amigos dedicados.
Vejam como os tempos mudam. 
Naquelle tempo, meus meninos, a taboada era cantada e lia se salteado: fazia-se um furinho em qualquer papel, o sufficiente para caber uma palavra e o professor então, começava:
 _ “Menino, leia aqui”. 

Virava uma folha do livro e fazia o papelsinho furado correr e a certa altura parava em qualquer palavra, rematando:
 _ “É aqui, leia, vamos”.

E assim sequencialmente. 
Que recordações saudosas! . 
A noite, apesar da escuridão da cidade (naquelle tempo a iluminação de Indaiatuba era servida por lampeões á kerosene que o Nenê accendia todos os dias com um carrinho todo especial) brincava-se de pega-pega, cabra cega, barra manteiga, etc. .
Não raras veses o chá da noite era uma tamancada no alto do piolho que a mamãe muito acertadamente se propunha a dar. 
De manhã, com os outros meninos que hoje são homens e que têm filhos na escola, na mesma escola em que eles aprenderam, eu ia buscar água no chafariz com o carrinho de mão, esse mesmo que hoje constitue uma tradição desta querida terra. . 
Muitas vezes, o mais peralta convidava logo:
 _ “Vamo se lavá”.

 E então, ali no ribeirão do Bicudo, entregavamos ao prazer de nadar. 
Quão doce é recordar a meninice. . 
E os annos passaram, e Indaiatuba daquela época é a sombra do seu progresso atual. . 
As casinhas de então, deram lugar às casas modernas e aos bangalows, que enfeitam sobremodo a cidade. . 
O fumo que se desprende das fábricas enegrece o remotismo de um passado saudoso. . 
E a mocidade de hoje parece zombar das tradições e costumes da Indaiatuba alquebrada e carcomida!
Mas Indaiatuba, apesar de seus 100 anos que hoje festeja, parece mais moça, mais jovial. 
Efeito natural da evolução. . .. . .



Nota EBS: (1) professor Carlos Tanclér.

Aniversário de Indaiatuba
Fundação de Indaituba

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dia 11 de setembro - DIA DO CERRADO

Dia 11 de setembro é o DIA DO CERRADO.
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Longe de comemorações festivas, a data deve servir para informação e reflexão.
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Em nossa região, na divisa entre Indaiatuba e Campinas, perto do Aeroporto de Viracopos, Helvetia e Friburgo há um remanescente desse bioma que precisa de respeito e atitude para ser preservado.
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O Brasil possui a maior extensão de cerrado da América do Sul, mas por ser uma paisagem que não possui a exuberância de nossas florestas, pantanal ou mesmo o charme do pampa, ela não está muito presente na mídia e, por ser em grande parte rasteira, muitos a reduzem (ou confundem) com "mato".
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A verdade é que no cerrado há plantas que se adaptam e que não se reproduzem noutro lugar se deslocadas.
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Também há uma grande gama de passáros e mamíferos, tais como tamanduá-bandeira, tatu-gigante, onça-pintada e lobo-guará, que competem com a rápida expansão da fronteira agro-pecuária no Brasil e mais especificamente no "nosso" Cerrado Campineiro, estão ameaçados pela expansão do aeroporto.
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Abaixo, uma exposição* de flores típicas do cerrado. Conheça, delicie-se e divulgue essa riqueza!
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* Crédito da pesquisa e imagens: Mario Capelutto e Ida Aranha.
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Indaiatuba - A cidade que tinha um urubu de estimação

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