BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Moças de Indaiatuba - Imagens urbanas da década de 1940


Praça da Matriz Nossa Senhora da Candelária
Busto de Dom José
Início da década de 1940
 
 

Hospital Augusto de Oliveira Camargo Início da década de 1940
 
Carminha Camilo
Filomena
Lourdinha
Donária
Anaida
Amélia

Imagens do acervo pessoal de Amélia, cedidas para o Blog.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Registro sobre velórios e sepultamentos de antigamente

texto de  Glória Dinorah Quinteiro Belo*

As pessoas geralmente faleciam em casa - não existia o que hoje se chama de "morte assistida" em hospitais - e os velórios eram realizados ali mesmo, na própria residência, onde o falecido era preparado pelos próprios parentes e solidários vizinhos. Não havia serviço funerário para esse fim.

Na mesa era acomodado o caixão, comprado em lojas do tipo "Secos & Molhados".

Era feita uma mortalha branca para as crianças e jovens, roxa ou preta para as senhoras e senhores, de tecido comprado na Loja do Nicolau ou na Loja Feres. Uma costureira era procurada rapidamente, para costurar em volta da mortalha uma renda.

O povo tomava conhecimento do falecimento e do sepultamento através de folhetos, que eram distribuídos geralmente por crianças em pontos importantes - que não eram muitos - na cidade inteira. Em pouto tempo todos já sabiam da morte, e todos conheciam o falecido, de uma maneira ou de outra. Era um conhecido próximo ou um conhecido de um conhecido próximo, isso quando não era um parente ou vizinho.

Vizinhos e parentes colhiam as flores do jardim de suas casas e levavam para enfeitar o caixão.

Durante o velório, era servido lanche para as pessoas que velavam o corpo, as vezes com café, as vezes com pinga ou os dois. Obviamente o excesso de bebida alcoólica gerava brigas e há fatos onde até o caixão entrou no empurra-empurra de quem se excedeu e caiu no chão. Quando não gerava violência, a bebida relaxava quem estava ali e as piadas também começavam.

Para levar o caixão até o cemitério não tinha carro funerário. Formava-se uma fila com as crianças na frente, com flores na mão, seguida pelas mulheres e depois pelos homens, que se revezavam em carregar o caixão até a Igreja Nossa Senhora da Candelária.

Quando o cortejo alí chegava, encontrava já pronto, no centro da igreja, uma mesa com candelabros com velas acesas, na cabeceira um pano bordado com a Santa Cruz. O padre então encomendava o corpo, benzia com água benta e realizava a ritual católico sempre da mesma forma, acompanhado com as preces dos acompanhantes.

Quando o caixão saia da Igreja, novamente forma-se o cortejo da mesma forma, para subir a Candelária para o cemitério de Taipa ou de Pedras. Esse momento era sempre muito triste, pois o cortejo era acompanhado pelo tocar do sino, que ecoava tristemente, acompanhando o silencioso enterro.

Todo o comércio ao longo da Rua Candelária fechava suas portas em respeito a memória do falecido e sua família e amigos.

Chegando ao cemitério, o caixão era novamente aberto e colocado em cavaletes específicos. As pessoas faziam longas filas para a última despedida. O caixão era, então, fechado e levado até o túmulo. Na época as carneiras não eram revestidas, enterrava-se em valas comuns de terra.

Todas as pessoas pegavam três montinhos de terras e jogavam na cova. Jogavam também as flores que levavam durante o caminho.

Após 7 dias, tinha a Missa de Sétimo Dia. Os parentes usavam luto fechado, ou seja, roupas, meias, sapatos, tudo preto, as vezes até por um ano. Na Igreja montava-se um caixão, com candelabros e velas acesas, relembrando o velório.

Após a missa, os parentes e amigos mais próximos iam até o local e o padre fazia o benzimento, com as pessoas ao redor quase sempre chorando muito a lembrança da perda.

Em seguida eram distribuídos aos presentes uma lembrança que tinha a foto da pessoa com a data do nascimento e a da morte, seguida de uma oração. Era muito comum que, por um tempo, os parentes mais próximos privarem-se de eventos, em sinal de luto.

Mandava-se rezar missa de 7 dias de falecimento, 1 mês, seis meses, 1 ano e assim por diante.

.....oooooOooooo.....


* memórias referentes ás décadas de 1940 e 1950

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Penna aceita depoimentos para próximo livro sobre "Tipos Populares"

O escritor Antônio da Cunha Penna está solicitando aos leitores do blog que gostam e conhecem parte da história da nossa cidade, que colaborem com a construção de seu novo livro sobre tipos populares de nossa comunidade.

Penna já tomou, através de entrevistas, o depoimento de mais de 50 colaboradores e espera os depoimentos de mais participantes. "Trabalho em novo livro com o título "Tipos Notáveis da Popularidade", onde, com a ajuda de entrevistados, traço perfis de personalidades que "desde sempre" fazem parte do dia-a-dia de nossa cidade. O indaiatubano Eutimiro José Lisoni (década de 1930) e vários outros cronistas espalhados por nossa imprensa já fizeram o trabalho que no momento tento ampliar."

Para quem quiser colaborar, Penna pede para os possíveis colaboradores que o procurem no Foto Silva & Penna, ou pelo telefone 3875.3567, ou ainda pelo e-mail info@silvaepenna.com.br
Personalidades como: Gravatinha - Dito Geró - Mario Bobo - Antonio Laranjeiro - Zabé - Mila - Paulo Borges - Chico Preto - Archimedes - Dinho - Leoneza - Eduardo Curador - Fera - Gabriela - Ricamar - Brigitti e outros mais que encantaram a população com seus carismas; cada um em seu tempo, merecem perfis o mais completo possivel, segundo o escritor. "Conto com a ajuda de todos no projeto".
Fatos acontecidos, por menores que sejam, bem como fotografias dos focalizados, também são bem vindas.

domingo, 17 de novembro de 2013

20 DE NOVEMBRO – DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA: NÓS APENAS COMEÇAMOS! *

Reconhecer e valorizar a luta do povo negro 
é avançar na luta contra a discriminação e o preconceito.



 Mais de um século se passou e a única garantia que a população negra obteve com o fim da escravidão foi a mais completa exclusão. Os negros ainda apresentam menor grau de escolaridade, por isso são os que amargam o maior desemprego e, quando empregados, trabalham mais, recebem menos, têm maior dificuldade de ascensão funcional, e levam mais tempo para se aposentar. O mesmo acontece de forma bastante acentuada com as mulheres negras, que se encontram em condições de trabalho ainda mais precárias. Já entre os jovens é a violência que assola: 75% dos jovens que sofrem ou sofreram algum tipo de violência são negros. Diante este quadro, o Mandato do Vereador Derci de Lima (PT) realiza uma série de atividades políticas e culturais, em Indaiatuba, nos dias 20, 22 e 23 de novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra.
Na abertura das atividades, no dia 20 de novembro acontece o debate “Construindo o 20 de novembro – Dia da Consciência Negra”, a partir das 19hs30, na Câmara Municipal de Indaiatuba. 
No dia 22 de novembro, às 19hs00, haverá muita música na Praça do Cato (CECAP) com apresentações do Bloco Afro Indaiá; shows de Rap com os grupos Maalik MC, OMega Rap e DK Deiwis Fernando; Roda de Samba com o professor Rodrigo; Velha Guarda do Pq. Das Nações; Samba Meu & Seu; Grupo Primaz; Toninho do Cavaco e muito mais! 
No dia 23 de novembro, às 09hs00, as comemorações se encerram com a Marcha da Consciência Negra. A concentração começará no Sindicato dos Servidores Públicos, que fica na Rua 05 de Julho, nº 1552 (em frente ao Colégio Áurea), onde os participantes caminharão até a Praça Prudente de Moraes, onde haverá uma grande Roda de Capoeira, apresentação de Jongo e do Grupo Afro Indaiá.
Muitos debates e muitas lutas terão que ser feitas para superarmos o racismo e o preconceito enraizado, e alimentado, em nossa sociedade, sobretudo pelo sistema capitalista. Nós apenas começamos!
EM DEFESA DO FERIADO
O Poder Público tem a obrigação de se engajar na causa da população afrodescendente no Brasil. Nesse sentido, a instituição do feriado municipal de 20 de novembro – Dia da Consciência Negra –, transforma-se num importante momento para reconhecer e valorizar a luta do povo negro contra a opressão; intensificar o debate contra toda e qualquer forma de discriminação, inclusive contra a exploração capitalista.
O PROJETO DE LEI 02/2013
No dia 30 de janeiro, o Mandato do Vereador Derci de Lima (PT) apresentou à Câmara Municipal de Indaiatuba o Projeto de Lei 02/13, o qual determina que o dia 20 de novembro – data da morte do líder quilombola Zumbi dos Palmares e Dia da Consciência Negra –, seja instituído como feriado municipal.
A maior parte dos feriados de Indaiatuba foi decretada pelos governos federal e estadual, mas é direito de todas as cidades decretarem até quatro feriados anuais. O 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – já foi instituído em aproximadamente 800 municípios brasileiros. No Estado de São Paulo, cidades como Campinas, Amparo, Itú, Hortolândia, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Sumaré e Valinhos transformaram o 20 de novembro no Dia da Consciência Negra. Em Indaiatuba temos apenas três feriados municipais.
VÁRIOS MUNICÍPIOS JÁ ADOTARAM: AGORA É A VEZ DE INDAIATUBA APROVAR!
Homenagear o líder negro Zumbi dos Palmares significa rememorar a sua resistência e luta contra a escravidão e a exploração do povo negro. Não há nada que impeça a declaração do feriado e a valorização da vida e da luta, que é um símbolo nacional da resistência contra a exploração.
QUEM FOI ZUMBI DOS PALMARES
Zumbi nasceu no ano de 1655 na Serra da Barriga, que fica na Capitania de Pernambuco, atual União dos Palmares (Estado de Alagoas). Foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Como forma de opressão à cultura africana, Zumbi foi batizado com o nome de ‘Francisco’, recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das inúmeras tentativas de assimilação cultural, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou à Serra da Barriga. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte anos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos que fugiram se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa. A proposta foi aceita pelo líder, mas Zumbi a rejeitou e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do Quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do Quilombo de Palmares. Em 06 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto em 20 de novembro de 1695. Zumbi teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.
Fonte: FONSECA Júnior, Eduardo. Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988. 
465 p.

*Cortesia do texto: Gabinete do vereador Derci de Lima


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Rodovia Santos Dumont - 1947


Foto da estrada que ligava Campinas a Indaiatuba em 1947,
onde hoje é a Rodovia Santos Dumont, altura do Jardim São José.
 
Colaboração de Lucas Camargo
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Indaiatuba - A cidade que tinha um urubu de estimação

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