BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Os Dinos do Patrick


Jovem acumula mais de 400 fotos de jovens indaiatubanos que "agitaram" as décadas de 80 e 90 em álbum no Facebook




 
No início era apenas uma brincadeira de amigos onde alguns levavam fotos "antigas" em encontros, até que Patrick Novacek Ribeiro decidiu criar um álbum no Facebook e postar algumas fotos engraçadas da época em que o grupo saia em clubes, bares ou mesmo nas casas de um ou de outro aqui em Indaiatuba.

O idealizador (e agora moderador) do grupo Dinossauros: Patrick Ribeiro e sua irmã Priscila.


A brincadeira, que começou com 20 membros, cresceu rapidamente e hoje o acervo possui aproximadamente 400 fotos com cerca de 200 membros que participam e curtem a formação do álbum, chamado de  Fotos de Indaiá - Dinossauros.

Patrick Novacek Ribeiro nasceu em 1973 em São Paulo e veio para Indaiatuba com 5 anos. Aqui cresceu, estudou e passou grande parte da adolescência e juventude; atualmente mora em São Paulo, onde é proprietário de uma agência de turismo, com foco em atendimento corporativo. "São Paulo é uma cidade onde se trabalha muito, mas se vive pouco", diz ele, que sempre vem para Indaiatuba, local que considera "seu porto seguro, sempre".

Dinossauros? Quem são eles?

Patrick os define como "os bons e velhos amigos". Para uma definição menos subjetiva, eu diria (...que atrevimento o meu, definir essa galera... mas vamos lá...) que são jovens da classe média e classe média alta de Indaiatuba que nasceram na segunda metade dos anos 60 (ou menos ou bem menos, em alguns casos) até o final da primeira metade dos anos 70 (ou mais, em alguns outros casos). Se tomarmos como referência "cronológica-histórica para assuntos de boemia" o livro recém publicado por Antônio da Cunha Penna, "Nos Tempos do Bar Rex", uma outra tentativa de definição dos dinos seria aquele grupo seleto de estrelas rodeados por vários satélites que Penna passou para Marcos Kimura continuar sua narrativa, em outro livro, algo como "Nos Tempos do Bar da Pepis". Patrick completa essa tentativa de definição indicando que muitos estudaram nas escolas Alavanca ou Monteiro Lobato, onde os laços de amizade se fortaleceram e sobreviveram até hoje.

Pois são justamente esses laços de amizade que facilitaram o garimpo das imagens, como por exemplo a da colação da faixa de judo, quando Patrick tinha sete ou oito anos: "pelo menos 70% das pessoas que ali estão, permanecem até hoje no nosso meio".

O grupo do Facebook não é aberto, mas foi crescendo na medida em que cada amigo convidava outro amigo por causa de alguma referência em comum e Patrick, que obviamente assume o papel de moderador, procura administrar os participantes usando o que chama de bom senso. Tenta parametrizar os períodos e os temas publicados para que não fujam da ideia* principal. A maioria colabora, mandando fotos eletrônicas para ele ou ainda emprestando imagens em papel para que possam ser escaneadas.

"Na maioria dos casos as pessoas do grupo circularam indiscriminadamente por praticamente todas as "turmas" e "galeras" de Indaiatuba, então, em um ou outro momento, a história de todos se cruza", diz Patrick, então ele tenta manter a brincadeira dentro o objetivo inicial, com fotos "antigas", boas memórias... e não fotos de pessoas que estão buscando auto-promoção ou algo que o valha.

"Deixo aqui, aproveitando, o convite para que as pessoas entrem em contato conosco, participem da brincadeira e compartilhem suas lembranças" disse ele, quando eu disse que escreveria este post, "como eu disse antes, em algum momento a história de todos se cruza, e este tipo de iniciatriva traz muita coisa boa, principalmente a reaproximação de pessoas que, por um motivo ou outro, se afastaram e perderam o contato. Isto é sensacional, não tem preço", completa.

O maior objetivo é levantar a história dessa juventude, manter viva suas melhores lembranças através do arquivo e compartilhamento das imagens, de maneira respeitosa, sempre considerando o direito de quem quer ou não compartilhar. Para isso, ainda como moderador, aceita sugestões e até reclamações dos dinossauros, procurando conciliar e até excluindo imagens quando é o caso.
Patrick termina dizendo que...

"Acabei de postar uma do Baile da Maria Cebola de 1991, e ali está um pessoal que, desde sempre, fez parte da minha vida. Difícil falar em algumas, pois as imagens são minha memória mais viva, cada uma delas teve seu brilho em algum momento. As campeãs de acesso são as mais engraçadas, como por exemplo uma da Constanzia Fernandes com o Alexandre Frota, em 1985, outra de uma festa Junina no Objetivo, muito tempo atrás, onde o Fernandinho Dourado Costa está de menininha, junto com Humberto Panzetti e mais alguns.... Enfim, de imediato me vem umas 15 ou 20, pelo teor de comédia. Mas as que mais me marcam são as mais antigas, justamente pela questão de serem pessoas ali com quem mantenho vínculos até hoje, o que é um privilégio enorme, no mundo individualista em que vivemos.

Esta brincadeira, que começou como uma piada, se mostrou uma ferramente poderosíssima de agregação a reaproximação das pessoas. Uma consequência muito nobre, que me trouxe muita, muita satisfação e muita gente boa de volta pra perto."


Baile da Maria Cebola, 1991


 
Dinossauro Marcos Kimura (!): parte do trabalho que Penna te incumbiu, de escrever as memórias da juventude à qual você pertence,  já está facilitado, com essa ideia super legal do Patrick. Pelo menos parte das imagens de publicação você já terá.

Patrick querido, obrigada pelas informações,

De sua "prófis",
Eliana Belo Silva.


Festival de Skate (um dos) na Praça da Estação (fim dos anos 70 início dos 80)
No centro da foto: Silvio Dominges e Luizão do Som



Os irmãos Mauro, Márcia (em pé) e Marcel Zerbini (ajoelhado)
em frente à antiga sede social do Clube 9 de Julho - início dos anos 1970.


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* escrever "ideia" sem acento é o "ó".

Colaborou:  Patrick Ribeiro e Marcel Zerbini.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Padre Bento Pacheco

Eliana Belo Silva
Originalmente publicada na revista Imediata Opinião de dezembro/2010


O nome completo do patrono de uma das ruas muito movimentadas de Indaiatuba é Padre Bento Dias Pacheco, que nasceu na Fazenda da Ponte – também chamada de fazenda dos Ferraz - em 17 de setembro de 1819, filho do fazendeiro Inácio Dias Ferraz e dona Ana Antônia Camargo.

Era neto do Capitão Bento Dias Pacheco, que sonhava que o neto fosse “doutor”. Mas como escreveu o historiador Francisco Nardy Filho, “Deus, no entanto, tinha outros desígnios. Desde toda eternidade, o escolhera para seu ministro. O “Bentinho” da Fazenda da Ponte seria Padre,” o que aconteceu em 28 de outubro de 1843, quando foi ordenado.

Padre Bento Pacheco foi vigário  da então freguesia de Nossa Senhora da Candelária substituindo em algumas ocasiões – interinamente - o Padre Casemiro da Costa Roris: primeiro durante aproximadamente 6 meses em 1844 e depois em mais duas ocasiões, em 1847 e 1848.


A fazenda dos Ferraz era uma das grandes produtoras de açúcar da região e possuía um grande número de escravos. Quando recebeu oficialmente parte da herança de sua mãe, que muito jovem ficou viúva, Padre Bentinho teve uma atitude que o fez entrar para a história pela sua benevolência: libertou todos os seus escravos, transferiu as terras que lhe pertenciam para seu irmão e doou para os pobres o dinheiro recebido.


Foi então que, ainda segundo o historiador Nardy, ele veio despedir-se definitivamente de sua padroeira e madrinha Nossa Senhora da Candelária e foi para a Chácara da Piedade trabalhar como capelão no Hospital dos Lázaros. Ali passou a viver junto dos leprosos durante 42 anos, convivendo com uma doença que ele tinha medo desde criança. “Indiferente ao cansaço, ao perigo de contágio, procurava acender, em cada coração sofredor, a lâmpada da esperança num mundo melhor, sem as vicissitudes deste vale de lágrimas.”

Apesar de seu contato permanente com os enfermos nesse longo espaço de tempo, morreu sem contrair moléstia. Faleceu em 6 de março de 1911. Seu corpo foi sepultado na Igreja do Senhor do Horto e São Lázaro, no bairro que hoje leva o seu nome.

Em reconhecimento ao seu trabalho realizado em prol da caridade, sendo também que seu túmulo passou a ser visitado por inúmeros fiéis, que lhe reconhecem graças e favores alcançados em seu nome, em março de 2003 a Cúria Diocesana de Jundiaí instalou o Tribunal Eclesiástico Diocesano para a Causa de Beatificação e Canonização de Padre Bento Dias Pacheco, cujo processo tramita atualmente na Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. A canonização de Padre Bento é aguardada ansiosamente por muitos fiéis ituanos.

Consta que parte da fazenda “dos Ferraz” ficava no antigo “Bairro dos Cocais”, um dos bairros de Itu que mais tarde viria a ser Indaiatuba. Assim, fica a questão: teria sido Padre Bento indaiatubano ou ituano?

Não importa. Importa sim seu desprendimento e elevado espírito humanitário, que o fez renunciar do conforto material para servir aos mais necessitados, conforme ditou o cristianismo primitivo, complexa filosofia deixada pelo nobre aniversariante de 25 de dezembro: Jesus Cristo.


"Padre Bento Dias Pacheco"
Escultura em bronze 1,50m x 1,05m x 1,06m com pedestal em granito (0,95m x 1,05m x 1,06m)
Praça Padre Bento, Bairro Pari, em São Paulo.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um Excelente 2011!



No discurso feito quando Indaiatuba completou seu primeiro centenário como Freguesia, em 1930, Manuel Arruda de Camargo disse: "a chronica de nossa terra, relativamente pobre de fatos, é das mais ricas em valores humanos".

São esses valores humanos que fazem de Indaiatuba a melhor cidade do mundo.

Na pessoa do fotógrafo da prefeitura, Eliandro Figueira, que se contorceu todo (praticamente serpenteando no meu pé)  para ajustar sua máquina fotográfica em um cantinho, num banco improvisado, discreta mais firmemente - para capturar as belíssimas imagens desse post - comprimento todos os indaiatubanos que fazem o melhor de si para termos Indaiatuba como ela é, repleta de preciosos "valores humanos".

Para todos os colaboradores, seguidores e leitores deste blog, eu desejo um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações.


 


Indaiatuba, 12 de dezembro de 2010
Encerramento das festividades da comemoração do 180o. aniversário da elevação à Freguesia.
Largo da Matriz

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Permanências, Mudanças e Desafios

por Eliana Belo Silva
publicado originalmente no Jornal Exemplo de 9 de dezembro de 2010

Aniversário é uma data muito significativa para reflexões, e neste 9 de dezembro que Indaiatuba comemora o 180º ano em que foi elevada à freguesia, penso não ser diferente; e para isso obviamente recorro ao seu passado. Afinal, uma das funções da História é explicar nosso presente através da análise desse citado passado para, talvez – com muita atitude política e cidadã - construir um futuro melhor em vários aspectos.

Quando foi elevada à freguesia, Indaiatuba tinha quatro ruas com algumas tão poucas travessas, a paróquia de Cocaes com sua pequena capela e seu respectivo pátio, que também era um cemitério, vastos campos de indaiás e canaviais abastecendo engenhos da região na fabricação de aguardente e açúcar. Já quando foi elevada a município (Villa), quase trinta anos após (24/03/1859), as ruas já eram em número de oito, onde habitavam cerca de 200 casas (fogos).

Nessa época, a Prefeitura Municipal (então chamada de Câmara), tinha basicamente cinco processos a serem geridos: o primeiro correspondia ao que hoje fazem os vereadores: fazer leis, ofícios, atas, editais, basicamente para impor as regras de convívio e subsequente controle social; era exercido por um Secretário.

O segundo era incumbido de proceder a arrecadação de impostos, algo como a Secretaria da Fazenda de hoje em dia, exercido na época apenas por um Procurador.

O terceiro, exercido por um Fiscal, era responsável por providenciar a limpeza da cidade, principalmente a varredura das ruas de terra batida antes das festas religiosas, fiscalizar os mascates que apareciam de outras bandas para vender coisas de porta em porta e dar as multas, isso quando o dito cujo não tinha arredado o pé antes da abordagem, no lombo das mulas e mais tarde via maria fumaça.

O quarto era exercido pelo Porteiro da Câmara, uma espécie de zelador do patrimônio que cuidava do próprio prédio e tinha também como função bater o sino da matriz para marcar abstratamente as horas, controlando com isso o tempo das pacatas pessoas: hora de trabalhar, hora de descansar, hora de ir à missa.

Mas sobre o quinto processo é que chamo atenção para uma reflexão mais profunda: trata-se da gestão do alinhamento das casas e das ruas, exercida pelo Arruador. Seria o que hoje chamaríamos de planejamento urbano, ação definitivamente relacionada à contenção do crescimento desordenado. Tarefa difícil desde aquela época: o primeiro arruador nomeado – Luiz Antonio de Campos Bicudo - foi exonerado porque preferiu ficar trabalhando em seu sítio; cauteloso, ele. O segundo - Antonio Paes – disse simples e decididamente: “_ Não quero”, o que deixou a Câmara irada com sua topetuda “desobediência”. Finalmente aceitou a incumbência o Sr. Antonio Francisco de Oliveira, ganhando para exercer suas funções 500 réis por cada nova casa alinhada, e com a previsão de pagar uma multa de 4 mil réis se não alinhasse ou se alinhasse “mal”. Já o cidadão, se edificasse, reedificasse ou mesmo cercasse seu “fogo” sem sua autorização, poderia pagar uma multa prevista em até 10 mil réis.

Após tantos anos, salvaguardadas as devidas proporções, o desafio é o mesmo. Autoridades instituídas pelo nosso voto ou por seus designados técnicos, devem agir casa vez mais rigorosamente para conter e disciplinar o crescimento urbano de nossa Indaiatuba.

Crescimento não é sinônimo de desenvolvimento, muito pelo contrário: quanto mais gente, mais necessidades de infraestrutura.

Quanto mais empresas, mas impactos ambientais.

Quanto mais condomínios e bairros, menos água.

E quanto menos eficiência para acolher todo mundo com uma Educação que possibilite a inclusão social, mais violência.

Que os “arruadores” do século XXI pensem na disciplina do crescimento urbano. E que tenham atitudes eficazes para conter a expansão desenfreada!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Maria Fumaça em Itaici (3) - a Locomotiva #111 da Sorocabana



Imagem 1 - Locomotiva 111 da Sorocabana, estacionada em Itaici, em 1960 (clique para ampliar)

A lenha que ela transporta no "tender" é o seu combustível.
Essa série de 2-8-0 da EFS tinha a caldeira e caixa de fumaça na cor prata, cabine e tender verde escuro, com logo EFS de fundo preto.  O número na cabine era dourado.
Características:

Fabricante: Baldwin Locomotives Works
Tipo: Consolidation
Procedência: Estados Unidos
Data da entrada em serviço: 1903
Bitola: 1 metro
Configuração das rodas: 2-8-0
Diâmetro dos cilindros: 406 mm
Curso dos pistões: 508 mm
Comprimento: 15 340 mm

Na década de 1950 ela foi identificada no "Inventário das Locomotivas da Estrada de Ferro Sorocabana" que estavam em operação.

A locomotiva não existe mais, infelizmente foi sucateada


Imagem 2 - Planta da Locomotiva 111 da Sorocabana com dados técnicos completos
(clique para ampliar)





Imagem 3 - Capa do relatório final do inventário das locomotivas em operação da
Estrada de Ferro Sorocabana no ano de 1950.



Imagem 4 - A mesma locomotiva #111 estacionada em Piracicaba no depósito/oficina, com ferroviários (sem data)



Imagem 5 - Anuncio feito em 26 março de 1944 no jormal "A Tribuna"

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Colaboraram para este post:

Jorge Hereth
Thomas Corrêa
Wanderley Duck

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Farmácia Candelária



Na edição de sábado passado (11/12/2010) do Jornal Tribuna de Indaiá foi publicado um texto sobre a Farmácia Candelária, escrito pela jornalista Emily Mendes, com o propósito de anunciar que empresários retomarão o projeto do primeiro comércio do ramo na cidade, a Pharmácia Candelária, que foi conduzida  gloriosamente pelo respeitado Francisco Xavier da Costa, o "Chiquinho Boticário"  e seus descendentes por muitos anos.

É muito gratificante ver o esforço de alguns jornalistas em colocar em pauta informações sobre a História de Indaiatuba. Mesmo com a dificuldade que muitos possuem em fazer o texto rapidamente para atender a periodicidade da publicação, a maior parte têm feito um esforço importante para atender com rigor a necessidade da veracidade dos fatos narrados. Isso muitas vezes é difícil por causa das fontes, que na maior parte das vezes são orais, o que pode causar subjetividade em excesso. Mas o esforço continua sendo imprescindível e louvável e com o texto de Emily não é diferente. Leia (ou releia) abaixo.


HISTÓRIA DA FARMACIA CANDELÁRIA SERA REVIVIDA COM INAUGURAÇÃO
Empresários retomam projeto do primeiro comércio do ramo na cidade

Emily Mendes


Nas prateleiras frascos de vidro continham as substâncias que curavam as doenças e epidemias de épocas difíceis. O balcão de madeira colonial separava o atendente e o cliente, que como amigos dividiam as dificuldades e acontecimentos do dia-a-dia. Caixinhas de perfumarias, dadas como presentes a muitos que procuram os primitivos cosméticos, eram vistos como relíquias.

Essas descrições são apenas pequenos detalhes de um cenário comum por quase um centenário da Farmácia Candelária. A história do primeiro estabelecimento do ramo em Indaiatuba, localizado na Rua Candelária, será resgatado pelos farmacêuticos Fernanda Benedetti Soriano, de 24 anos, e Jean Carlo Pereira, de 33 anos, que com a ajuda do herdeiro da farmácia, o aposentado José de Oliveira, de 85 anos, reabrirão o comércio com o nome de Vivência Pharma. O novo prédio, que ainda passa por reformas, deve ser inaugurado em janeiro de 2011 e fica no mesmo endereço, na esquina das ruas Candelária e Siqueira Campos.

O novo estabelecimento, como o próprio nome diz, vai relembrar o histórico de atuação da tradicional farmácia indaiatubana. Objetos antigos que serviram de decoração e quadros de fotos da antiga farmácia serão usados na nova estrutura. Mesmo com a drástica mudança nas leis que regulamentam o setor, os idealizadores do projeto procuram manter as características da estrutura, como a disposição das prateleiras, a localização de medicamentos, salas de aplicação e escritório. “Fizemos todo um histórico a partir de fotos, documentos e com ajuda do se o José, que deu todo o apoio para resgatarmos detalhes dessa história”, explica Fernanda.

Atenção
Mas não é somente a parte física que os idealizadores querem reafirmar à nova e antiga clientela da Farmácia Candelária. A intenção é que o atendimento também seja feito nos moldes de antigamente. “Sempre tive vontade de ter uma farmácia com atuação de como era feito naquela época, em que o farmacêutico chamava o cliente pelo nome, e dava-se uma atenção maior, diferente de como é feito hoje”, explica a profissional, que foi gerente de uma grande rede de farmácias, o que fez aumentar o sonho de montar um estabelecimento com o foco na proximidade com o cliente. “O objetivo é ter proximidade maior com o cliente, principalmente com os idosos, que mais necessitam da atenção farmacêutica”, comenta Fernanda.



Estabelecimento foi fundado em 1893
A Farmácia Candelária foi fundada em 1893 por Francisco Xavier da Costa, mais conhecido como Chiquinho. De acordo com arquivos, a princípio a farmácia funcionava em um prédio na Rua 15 de Novembro, esquina com a Rua 7 de Setembro. De lá, mudou-se para vários prédios na área central da cidade, até ser transferida definitivamente para a esquina da Rua Candelária com a Siqueira Campos.

Um dos mais importantes fatos ligados à Farmácia Candelária e que rendeu ao estabelecimento o título de utilidade pública em 17 de julho de 1943 (ano em que farmácia completara 50 anos) foi a atuação junto aos flagelados da epidemia de febre amarela que assolou a cidade em 1899.

Consta em arquivos, que devido ao implacável surto na época, que o governo estadual mandou à cidade uma comissão de médicos notáveis, como Emílio Ribas, Paulo Bourroul, Evaristo Bacelar, Luiz de França, Assis Brasil, entre outros, esquecendo-se da remessa de medicamento para tratar os enfermos. Chiquinho foi responsável pela manipulação de milhares de fórmulas em um trabalho ininterrupto por dois meses com os enfermos, sem que ele fosse remunerado pelos serviços prestados e a medicação fornecida.

Um trecho de um folhetim publicado pela própria farmácia no aniversário de 50 anos, reforça a atuação do boticário. “Este é o maior galardão de glórias da sua longa jornada tão cheia de nobrezas e de desprendimentos. Com risco da própria vida, sem olhar recompensas materiais, com o ânimo de verdadeiro sacerdócio, o senhor Francisco Xavier da Costa, naqueles dias lutuosos e apavorantes, robusteceu a norma rígida que sempre foi o apanágio do seu lema de trabalho”.

Para a historiadora Eliana Belo, a palavra que representa bem a Farmácia Candelária é “confiança”. A imagem de Chiquinho era de extrema importância à população, visto que na época a cidade ainda não possuía hospital. “A figura dele era de um curador. Qualquer problema que as pessoas tinham recorriam a esse boticário, que acolhia seus clientes e passava essa confiança”, destaca.

Após a morte de Chiquinho, quem assumiu foi João Walsh Costa, mais conhecido como Jango, que por sua vez casou-se com Geni Wolf Costa.

Biotônico Fontoura era o carro-chefe
Nem analgésicos e muito menos antibióticos. O que mais as pessoas procuravam na Farmácia Candelária, na época do comerciante José de Oliveira era Biotônico Fountoura. O líquido fortificante, à base de ferro e outras vitaminas, era o mais recomendado por conta das comuns anemias da época, causadas por parasitoses. O que também era bastante visado pelos clientes eram os perfumes, que chamavam bastante a atenção das moças da época.

Outro fato peculiar contado por “seo” José era o constrangimento que acabava acontecendo quando os homens da cidade procuravam por preservativos. O aposentado conta que certa vez um cliente pediu abertamente uma camisinha e acabou gerando constrangimento. “Não se falava abertamente, como é hoje, quanto mais na frente das mulheres. Geralmente, era conversado em particular”, conta.

Relembrar histórias importantes do tempo da antiga farmácia e ver o estabelecimento tomar forma novamente é “ter um sonho realizado”, confessa “seo” José. Ele é viúvo de Geni Wolf Costa de Oliveira, falecida em 1998, e principal herdeira da família, e que também foi casada com João Walsh Costa, neto do boticário e fundador da Farmácia Candelária, Francisco Xavier da Costa. Entre outras administrações da farmácia, o prédio já deu lugar a estabelecimentos como bancos e investidoras. “Estou na maior alegria do mundo em ver aqui ser farmácia de novo, e a Geni está ganhando um presente lá no céu”, comenta.

Valores
Do tempo em que atuou na farmácia ao lado da esposa em 1982, José guarda valores importantes, que de acordo com ele, foram o segredo do sucesso e confiança dos clientes ao longo dos anos. “Com dinheiro ou sem dinheiro aqui o cliente levava o medicamento. Geni deu continuidade à honestidade da família. Ela era muito bondosa e vendia muito fiado”, conta José, que tocou a farmácia por dois anos com a esposa.

Além de uma caderneta com o nome de quem não tinha condições de pagar, outros registros e documentos importantes ajudam a contar a história da Farmácia Candelária. No cofre da família, ainda permanecem relíquias, como uma carta enviada por Dom Pedro II a Francisco Xavier da Costa, reconhecendo a sua autoridade e atuação. Também há cartas de clientes que enviavam agradecendo e parabenizando a ajuda do boticário.

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Reminiscências a propósito do Primeiro Centenário de Indaiatuba



A Fundação Pró-Memória de Indaiatuba publicou o fac-símile do livro "Reminiscências: a propósito do Primeiro Centenário de Indaiatuba", com referência a um livro que foi editado em 1930, quando Indaiatuba comemorou com muita festa o primeiro centenário de sua eleveção à Freguesia.

A edição foi organizada pelo presidente da Fundação, Antonio Reginaldo Geiss, e pelo superintendente, o historiador Marcelo Alves Cerdan, que apresenta a obra dizendo que "este fac-símile é mais uma obra, que se junta a tantas outras que a Fundação Pró-Memória vem editando, e que deverá também contribuir para aqueles que vêem no passado de Indaiatuba um motivo para suas pesquisas e paixões".

A obra reproduz o discurso feito por Manuel de Arruda Camargo no dia da comemoração do centenário e apresenta os "principaes habitantes de Indaiatuba" no período em que ele viveu, desde seu nascimento em 1870 até o ano de 1882.

Uma obra preciosa que a Fundação Pró-Memória distribui gratuitamente para nossa cidade! 

Nela há pequenas biografias de ilustres indaiatubanos (ou ituanos) que aqui viviam que já são conhecidos, como Dom José de Camargo Barros e Francisco de Paula Leite de Barros.  Mas há referências à pessoas desconhecidas da historiografia até agora divulgada.

E nas narrações do cotidiano dessas pessoas comuns, podemos desvendar um pouco do cotidiano de nossa Indaiatuba no final do século XIX.

Entre outras histórias, conheça a "pedagogia" aplicada pelo professor Randolfo Moreira Fernandes para conter a indisciplina da molecada que era sua aluna na época e a triste história da Maria Louca, a Nhá Maria.

Não deixe de pegar seu exemplar na Biblioteca do Casarão, a distruibuição é gratuíta.



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Programma" do Centenário de Indaiatuba (1930)

O arquivo eletrônico deste post é a cópia do "Programma" que foi executado na ocasião das comemorações do primeiro centenário da elevação e Indaiatuba `Freguesia', em 1930

O documento foi distribuído no dia 07 p.p. dia em que foi lançado o documentário "Terra Querida e Venturosa", de Alessandro Barros, para comemorar o 80o. ano do Hino de Indaiatuba e 180o ano da elevação de Indaiatuba à freguesia.


(clique para ampliar)


Nota: Na época, o "programma" refere-se à comemoração do centenário da "fundação" de Indaiatuba, mas o termo foi usado incorretamente. O correto é o centenário da "elevação de Indaiatuba à Freguesia", fato este bem diferente de "fundação".


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sobre o livro do Penna: "Nos Tempos do Bar Rex"

Eliana Belo Silva
Originalmente publicadona Revista Imediata Opinião de novembro de 2010


Apropriadamente Walter Nicolucci desabafou, ao comentar o livro lançado por Antônio da Cunha Penna: _ “Bom seria se no início e meados do século XVIII, em Vila de Cocais, houvesse também um Penna.” Acho que o desabafo até foi reducionista e, por essa ótica, eu expandiria-o, também inconsoladamente choramingando: _ “ Bom seria se desde o início, em meados do século XVIII até hoje, tivéssemos tido vários Pennas.”

Sim. Há uma carência de escritores que estudem, registrem, interpretem, publiquem, critiquem a História de nossa Indaiatuba, que está praticamente todinha aí, para ser desvendada, publicada, compartilhada. E também há demanda, percebo pela quantidade de pessoas que comentam os textos que escrevo ou divulgo de outros escritores. [neste blog]

A História não é uma ciência exata, onde o objeto estudado possa ser experimentado e analisado empiricamente como outras ciências; e escrever sobre o Homem no tempo exige, na maior parte das vezes, que o pesquisador decida sobre quais proposições são mais verdadeiras que outras. E Penna usou de critérios subjetivos para registrar a História de Indaiatuba, em determinada época, com o Bar Rex como cenário: ele escolheu a veracidade a partir de seus gostos e preferências individuais.

Assim temos um livro que descreve alguns homens e sua época, suas relações com os outros, com o trabalho, com o lazer, com a família, com a arte, com a manguaça... Tudo registrado com um humor e uma criticidade que beira o cinismo, características tão presentes em Penna.

Uma obra de História? Historiadores ortodoxos torceriam o nariz (ai, como a inveja dói), assim como o fazem para Eduardo Bueno e Laurentino Gomes, jornalistas que atrevidamente assumem o papel de historiadores produzindo obras deliciosíssimas. Uma obra Literária sobre vida social? Um apanhado de crônicas delimitadas por um determinado espaço-tempo? A classificação é um esforço inglório e o que importa mesmo é reconhecer a obra como um registro histórico sim, mesmo afastado (ainda bem!) daquele enfoque político-institucional que privilegia os denominados “fatos importantes” ou mesmo economicista que estamos acostumados, desde os bancos escolares, a classificar como “História”.

Compreender a História de nossa Indaiatuba é uma forma de adquirir conhecimento através da interação do sujeito com o meio. Quando nos reconhecemos nas narrações do Penna, reforçamos nossa identidade como indaiatubanos e por consequência – mais rapidamente para alguns do que para outros, fomentamos as bases de nossa cidadania e consciência individual.

Ler e aprender sobre nossa cidade é uma forma de atribuir novos significados para ela: é reconhecê-la como “nossa”.

É reconhecer-nos como “seus”.

É criar vínculos com o meio social em que vivemos e assim, compreendermos melhor seus valores, seus conflitos, sua gente.

E esse renascer onde já nascemos ou vivemos é base para a construção de uma vida melhor, afinal conhecimento quase sempre leva a prática. Ao lermos Penna, ao partilhar suas histórias, críticas, piadas e até deliciosas fofocas, estamos fortalecendo a comunicação com nossa identidade social e reforçando decisivamente nossas ações, saindo de nossas ostras para compartilhar o mundo exterior.

E como é bom fazer isso lendo uma obra que nostalgicamente nos faz rir!


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[1] Nos Tempos do Bar Rex é o nome do livro do escritor Antonio da Cunha Penna, editado pela Rumograf e lançado em 30 de setembro deste ano.  Foram mais de 80 pessoas entrevistas para a reconstrução de vários temas que giram em torno do eixo temático escolhido: o bar Rex, importante ponto de encontro indaiatubano das décadas de 1940 até 1960.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Terra Querida e Venturosa (2)


Foi lançado ontem, 6 de dezembro, no Cine Topázio, o documentário "Terra Querida e Venturosa" de Alessandro Barros, da C2 Produtora, feito com apoio da Prefeitura Municipal de Indaiatuba sob gestão de Reinaldo Nogueira e da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, sob gestão do presidente Antonio Reginaldo Geiss.

A obra, que é o resultado de uma pesquisa feita pelo produtor Alessandro principalmente com fontes orais, conta a história do Hino de Indaiatuba (originalmente grafado por Nabor Pires Camargo como Hino Indaiatubano) e dos três principais homens que viabilizaram essa belíssima música:

O Major Alfredo Camargo da Fonseca, então prefeito, que encomendou o hino para comemorar o centenário de Indaiatuba à elevação de Freguesia de Itu;

Nabor Pires Camargo, que compôs a melodia e;

Acrísio de Camargo que compôs o poema (letra).


O documentário foi produzido com tal maestria pelo Alessandro, que não precisou de narrador. São aproximadamente 60 minutos em que a história é perfeitamente contada com as falas dos colaboradores que foram entrevistados: os historiadores  Marcelo Alves Cerdan, Adriana Carvalho Koyama e eu, Eliana Belo Silva  foram editados de modo a assumirem os papéis de "narradores" e diversos outros importantes participantes deram sustentanção à narração, "ilustrando"-a com lembranças e referências. Participaram, entre outros: Padre Xico, Antonio Reginaldo Geiss, Reinaldo Nogueira, Rita Transferetti, familiares de Acrísio de Camargo.

Os atores que representaram Nabor e Acrísio foram excelentes e o Major foi impagável: per-fe-i-to (pelo menos para a ideia que eu faço dele). A interpretação do músico Derico dispensa comentários, aliás, eu não tenho competência para descrever sua interpretação - além de usar a palavra "arrepiante". Antonio da Cunha Penna cantou "Luar de Indaiatuba", música também do maestro Nabor, que eu considero nosso "segundo" hino.  Pena que cantou só um pedacinho... deu vontade de "quero mais". Sofia Belo Sanchez, de 2 anos e meio também cantou estrofes do hino. O filósofo e poeta Cláudio Guilherme Alves Salla interpretou
o poema de Acrisio magnificamente, estofe por estrofe, conseguindo - que façanha! dar ainda mais beleza e significado à obra.

Participaram também vários músicos de nossa cidade, na apresentação final do hino que ficou belíssima, lembrou-me o arranjo em que Michael Jackson and friends cantam "We Are the Word". Lindo, lindo, lindo. Emocionei-me e fiquei orgulhosa ao ver tantos artistas talentosíssimos de Indaiatuba participando com seus vozeirões de arrasar.


Atores, profissionais técnicos, patrocinadores e o imenso público que lotou o Cine Topázio novamente cedido grata e gentilmente  pela Família Lui abrilhantarem a noite que marcará para sempre o lançamento de mais esse meio de divulgar a História de nossa querida Indaiatuba, que está todinha aí... para ser desvendada, divulgada e admirada como aconteceu ontem, onde todos os presentes se emocionaram com esse belíssimo e privilegiado Hino de nossa cidade.


O DVD do documentário (veja a capa abaixo) está à venda por R$ 15,00.
(Perdoem-me os que eu não citei, os jornalistas têm razão: é difícil fazer referências.)






´

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Garotos no Esporte Clube Primavera em 1945



[clique para ampliar]

A maior parte destes pequenos meninos - que foram fotografados no antigo campo de futebol do Esporte Clube Primavera - atualmente  já é avô ou bisavô.

Neste dia da foto eles treinavam - em 1945 - na quadra do Primavera,  que ficava onde hoje é o Magazine Luiza, que por sua vez foi também o Cine Alvorada. O grupo também treinava em um campinho que existia onde hoje é a Delegacia central, que está sendo reformada. Mas queriam mesmo era jogar no campo do Primavera.

Naquela época, em que poucas opções de lazer existiam - pelo menos poucas no formato de "clubes" - o Primavera era uma verdadeira paixão de Indaiatuba. E desde cedo os garotos treinavam em seu campo sonhando, quem sabe um dia, ser um grande craque.

O proprietário que cedeu a foto, Álvaro Estevam de Araújo (o Berro) conta que ninguém tinha chuteira e consequentemente todos jogavam descalços.  Isso por dois motivos que se completavam, traçando o cenário da época para o grupo: ou não tinham dinheiro para comprar, ou não tinham acesso para comprar... ou uma mistura dois dois. Alguns poucos até chegavam no campo com chinelos, que ficavam amontoados  em um canto da grama mal cuidada, mas a maioria já chegava de pé no chão mesmo.

O uniforme para a foto foi mandado fazer especialmente para um campeonato da época. Mas nem todos os garotos tiveram recursos para comprá-lo e esses, embora presentes nesse momento, não saíram na foto. Foram colocados fora do campo visual do fotógrafo. Não foram registrados.

Os garotos que não tinham uniforme esperavam sua hora de jogar depois dos uniformizados, e como se já não bastasse essa espera, angustiante para qualquer garoto, quando eram chamados, ainda tinham que esperar que alguém - geralmente o que estava saindo - lhes emprestassem a farda.

São eles,  da esquerda para a direita, primeiro os que estão em pé:

1- Eduardo Martins (Mandioca) - (adulto);
2- Flávio Quinteiro (Doutor);
3- João Pecht;
4- Rubens Martinez;
5- [?];
7- Lázaro dos Santos (Batatina);
8- Benedito Vacilotto (Ferrugem);
9- Aldo Ribeiro - (adulto);
10- Geraldo de Almeida (Malaica);
11- Bráulio Leite de Godoy;
12 - Ademer;
13- Waldeley Ferigatto;
14- Moisés Brollo;
15- Nenê Camilo.


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Caso você tenha informações adicionais sobre esse post, compartilhe através do e-mail elianabelo@terra.com.br

sábado, 27 de novembro de 2010

180 anos de Indaiatuba - Programação

colaborou: Lincoln Franco, da assessoria de imprensa da Prefeitura de Indaiatuba


PROGRAMAÇÃO DAS COMEMORAÇÕES DOS 180 DE ELEVAÇÃO DE INDAIATUBA À FREGUESIA E DOS 80 ANOS DO HINO


 06/12 – Casarão Cultural Pau Preto  a partir das 9 h
Mostra com quadros e objetos de Acrísio de Camargo.
(O período da mostra é de 06/12/2010 a 28/02/2011).


06/12 – 20h – Cine Topazio - Sala 1 – Shopping Jaraguá
 Documentário Terra Querida e Venturosa

07/12 - 20h – Ciaei 
 Apresentação do Projeto Guri


08/12 – 19h30 – Câmara Municipal
Sessão Solene para entrega do título de Cidadão Indaiatubano
Agraciados:
Daisy Laurino,
Isamu Murakami,
João José Mendes,
Magdalena Santa Lúcia Gadiani Wolf e
 Rubens Pantano Filho.

Título de Benemérito Dr. Caio da Costa Sampaio
Agraciados:
Gentil Pacioni Júnior,
Hélio Roberto Castro e 
 Waldemar Muller


09/12 – 9h30 – Auditório Prefeitura 
 Solene para entrega da Medalha João Tibiriçá Piratininga e Funcionário Padrão 
 Lançamento do Selo comemorativo dos 180 anos com obliteração pelos Correios com entrega de réplica do carimbo ao Pró-Memória.


09/12 – 19h – no Ciaei
Apresentação do vídeo Olimpíadas da Língua Portuguesa
Eentrega do Prêmio Literário Acrísio de Camargo
Lançamento do livro Um Olhar Infantil Sobre Indaiatuba (que será vendido à R$ 30,00)
Coral Infantil da Secretaria de Educação - entoação do Hino Indaiatubano


09/12 - 19h30
Missa em Ação de Graças pelos 180 anos de Indaiatuba presidida pelo arcebispo D. Bruno Gamberini


11/12 – 10h30
Inauguração do Campo do Belo Horizonte - Rua Emílio Lopes Cruz, Jardim Belo Horizonte e
Praça do Jardim Tropical- Rua Alzira Barnabé.


12/12 – 8h – Parque Ecológico
 17ª Prova Pedestre Cidade de Indaiatuba.


12/12 – 18h30– Praça da Igreja Candelária 
 Missa Comemorativa dos 180 anos da Freguesia e da Paróquia de Nossa Senhora Candelária
Apresentação da Corporação Musical Vila Lobos
Ato Solene
Show Pirotécnico


 
A Fundação Pró-Memória de Indaiatuba também preparou uma publicação especial para a data, trata-se do livro “Reminiscências: a propósito do Primeiro Centenário de Indaiatuba”, que reproduz o discurso de Manuel de Arruda de Camargo, proferido em 9 de dezembro de 1930, por ocasião dos festejos promovidos pelo então prefeito, Major Alfredo de Camargo Fonseca, para celebrar os100 anos da elevação à Freguesia. A distribuição deste exemplar será gratuita e em alguns casos serão direcionados para escolas, bibliotecas, entre outros locais públicos.

"Há 80 anos, Indaiatuba realizou uma grande festa no seu Centenário, oficializou o Hino de Indaiatuba e destacou que poucas cidades têm um hino e onde existe ele é recente. "Por muito tempo, o Hino ficou esquecido e somente nos últimos 14 anos começou a ser cantado em todas as festividades e também nas escolas. Indaiatuba tem registro de como nasceu o hino e lançaremos um documentário chamado “Terra Querida e Venturosa” que conta a sua história e o cenário político da época”.

                         palavras de Antônio Reginaldo Geiss, presidente da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba

O Centenário da elevação de Indaiatuba à Freguesia de Itu*


Crear se hão Freguezia as Capellas de [...] Indaiatuba no [distrito] da Villa de Itu [...]. Palácio do Rio de Janeiro em nove de Dezembro de mil e  oitocentos e trinta. Nono da Independência e do Império.

Assim se lê na transcrição do decreto imperial, feita no primeiro Livro Tombo da Igreja de Nossa Senhora da Candelária de Indaiatuba (1), a lei que tem simbolizado o “nascimento” político de Indaiatuba, ao criar seu primeiro estatuto jurídico, apenas nove anos após a criação do Estado brasileiro. Época de renovação política, de reordenamentos jurídicos e de fundação de muitos núcleos político-administrativos no interior de São Paulo, até então modesto em Villas e aglomerados urbanos. O poder político do novo Estado Nacional estava se estruturando.

Um século depois, em 1930, no centenário desse decreto, um golpe militar havia acabado de fazer mover novamente o poder político em suas ramificações mais próximas ao nosso cotidiano: na vida política local. O Major Alfredo de Camargo Fonseca, prefeito de Indaiatuba durante toda a Primeira República, que quase coincide com a sua própria vida adulta, viu-se em meio à maior disputa política de todos os seus sucessivos mandatos. A oposição queria substituí-lo, em nome da Revolução de 1930.

Mas seu grupo de apoio político aparentava ser substancialmente mais extenso.

No calor desse embate, deu-se a comemoração do Centenário, que então se tornou um momento de forte expressão de apoio e reconhecimento de boa parte da elite de Indaiatuba à vida pública do Major Fonseca, então com mais de 60 anos. Foi uma grande comemoração, que começou às 04h30min da manhã, com a Banda e uma salva de tiros, seguiu por todo o dia, com missa e sessão solene da Câmara, e só terminou bem à noite, com um baile ao som de uma Jazz Band, no salão do Cine Internacional.

A primeira audição do Hino Indaiatubano, que havia sido encomendado à Nabor Pires Camargo no ano anterior, para o evento do Centenário, foi feita às 12 horas, no Largo da Matriz, com o hino cantado por um coro de senhoritas. Nessa hora houve também uma missa campal e a inauguração de um monolito comemorativo. Esse monolito foi depois arrancado da praça, jogado em um depósito, reinstalado anos depois na Praça Dom Pedro II, e finalmente removido em definitivo. O único símbolo que, naquela ocasião tão apaixonada, uniu as forças políticas locais foi o Hino, elogiado por ambos, situação e oposição.

Os artigos publicados na Gazeta do Povo desse dia 09 de dezembro de 1930 refletem essa disputa entre projetos de futuro para a cidade, e seus respectivos grupos políticos. Os textos tomam o ponto de vista do grupo liderado pelo Major Fonseca, e fazem um balanço de sua vida pública, imbricada com muitas das reflexões sobre a história de Indaiatuba, escritas nesse exemplar comemorativo.

Ao lermos os textos escritos na ocasião, tendo essa disputa como contexto, as palavras ganham vida e paixão, descolando-se do cerimonial frio, e indicando as questões políticas candentes a que se referem. Poucos dias depois, o Major seria substituído por Francisco Xavier da Costa, por ordem do interventor federal em São Paulo, até 1934, quando volta à prefeitura.

Dois projetos distintos de desenvolvimento futuro para a cidade se enfrentavam naquele momento: um ligado à burguesia agrária, e ao Major, que defendia uma ação do poder público nos moldes do liberalismo, outro vinculado às classes médias urbanas, que reivindicava um poder público forte, que impulsionasse o crescimento urbano e industrial e se fizesse presente em toda a vida cotidiana da população.

Com o governo Vargas esse grupo de oposição ao Major ganhou força, e acabou por ver seu projeto implantado. Sua visão de mundo se impôs a tal ponto que, ainda hoje, vemos suas palavras refletidas em fragmentos de artigos atuais sobre a história de Indaiatuba, que muitas vezes é vista como “pouco desenvolvida” nas primeiras décadas do século vinte. Nessa edição da Gazeta do Povo, de 9 de dezembro de 1930, podemos ver, 80 anos depois, as palavras já esquecidas desse outro forte grupo político local, que governou Indaiatuba desde a Proclamação da República, até o Estado Novo.

“E a festa vai ganhando vida e corpo, deixando entrever o envolvimento da cidade na comemoração. Programa das festividades em comemoração do Centenário da elevação de Indaiatuba a Freguesia de Itu, em 1930.”


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(1) Anotações de pesquisa, Coleção Nilson Cardoso de Carvalho, Arquivo Público de Indaiatuba (SPAI) - Fundação Pró-Memória de Indaiatuba.
(*) Adriana Carvalho Koyama e Marcelo Alves Cerdan.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

D. Antonietta Milani do Amaral Gurgel

texto de Isney Isabel Gurgel Zoppi e
Eliana Belo Silva


Antonietta Milani nasceu em Indaiatuba no dia 17 de março de 1914, filha de Humberto Milani e Clofas Mosca Milani. (Minha avó dizia "Cléufe" ao referir-se à ela).

O casal teve oito filhos: Isolina Milani (Cordeiro), Marcos Milani, Adele Milani (Pucinelli), Walda Maria Milani (Ibraim), Hélio Milani, Maria Inês Milani (Domingues) e Laércio José Milani, formando uma família grande, mas humilde.

Hélio e Maria Inês residem em Indaiatuba e os outros irmãos - infelizmente - já faleceram.

Antonietta estudou até o segundo ano primário no grupo escolar local. Não era incomum, na época, as mulheres estudarem pouco. Pelo contrário. Muitas vezes bastava aprender ler, escrever e fazer contas, para que não fossem mais na escola.

As irmãs também receberam uma educação tradicional, ou seja, foram treinadas para serem donas de casa: aprenderam a cozinhar, bordar, costurar, tricotar, crochetar e fazer as demais atribuições domésticas, tudo para serem boas esposas.

Já os irmãos, logo cedo foram incentivados a trabalhar. Hélio foi trabalhar no Banco Mercantil aqui de Indaiatuba, Marcos, trabalhava no cartório do "Seu" Lita e Láercio, ficou famoso como profissional do esporte: ele jogava futebol. Começou a jogar pela Portuguesa Santista, depois pelo Palmeiras e por último, onde encerrou a carreira, no Santos Futebol Clube, na época do Rei Pelé.

O goleiro Laércio Milani, irmão de D. Antonietta, no time do Santos


A menina Antonietta, de todas as irmãs, foi premiada com uma atenção maior em sua educação e foi privilegiada com aulas de piano, que tomava com Dona Maria José Pimentel e com o professor Acylino Amaral Gurgel, que viria a ser seu sogro.
.
Ela soube aproveitar a  oportunidade e unia seu talento com disciplina. Esforçava-se para aprender, inclusive ia treinar na casa dos professores, pois não tinha piano em casa.

Por tornar-se uma musicista de reconhecido talento, foi convidada para tocar piano do Cine Rex, na época onde os filmes ainda eram sem som (cinema mudo). Ela dividia o palco com o Sr. Rêmulo Zoppi, que tocava saxofone.
.
Diariamente ele se preparava  com muito esmero para sua apresentação. Era jovem, bonita e tinha um gosto muito apurado. Dona Cleofas cuidava pessoalmente do guarda-roupas das filhas, e elas andavam sempre elegantemente vestidas, sempre na moda.
.
Com sua jovialidade, beleza e talento logo arrebatou o coração do jovem Ayr, filho de seu professor Acylino do Amaral Gurgel, então diretor do Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes.

O enlace aconteceu no dia 20 de dezembro de 1933, quando então a indaiatubana Antonietta passou a residir em São Paulo, acompanhando o marido que para lá se transferia, e onde nasceu sua única filha:  Isney.



Com apenas 29 anos ficou viúva. Mas esse golpe do destino apenas demonstrou ainda mais a mulher forte e guerreira que era. Embora o marido Ayr fosse um homem honrosamente trabalhador - ele era Caixa Geral de transporte durante o dia e Maestro durante a noite - não lhe deixou grandes legados. O casal ainda era jovem, tinham a pequena Isney para criar, estavam apenas começando a vida quando Ayr se foi, deixando Antonietta viúva.

Ela corajosamente recomeçou sua vida. Mesmo com a pequena Isney para cuidar, passou a costurar para fora, e voltou  a estudar com o auxílio de uma amiga, a professora Linda Tonon. Aprendeu Matemática, Português e Conhecimentos Gerais. Foi aprender datilografia.

Não passados 3 meses completos, prestou um exame para ser Escriturária do Banco Indústria e Comércio Santa Catarina  (hoje Bradesco).

Passou então de Costureira à Bancária, tendo sido promovida várias vezes até chegar a ser  Secretária da Gerência.
Antonieta como Secretária da Gerência do "antigo" Bradesco


Lutou sempre e  fez sua filha chegar à Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, curso Educador de Saúde Publica; só depois de formada permitiu que ela trabalhasse...

Agora, com seus 96 anos e meio, e a cabecinha  um tanto quanto "esquecida", pode com orgulho olhar para trás e ter a grata satisfação de dever cumprido.


Antonieta no aniversário de 96 anos.


Antonietta não foi uma política importante, não foi rica.

Mas foi uma boa filha, boa esposa, boa mãe, uma artista reconhecida, uma batalhadora, que viveu praticamente um século para o BEM.

Mas justamente por ser uma vencedora em situações muitas vezes adversas é que merece ser orgulhosamente  incluída na história da cidade de Indaiatuba, que com certeza, orgulha-se de tantas mulheres - filhas suas, ou por si adotadas -  (quase) anônimas como ela. São elas que fazem a nossa história, que engrandeceram e engrandecem nossa cidade.

Bravas mulheres!

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Crédito das imagens: Acervo pessoal de Isney Isabel Gurgel Zoppi

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Faça como Isney: ajude a registrar a história de Indaiatuba e de sua gente!

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Curiosidade: Imagem de aviso de óbito de Cleopha Mosca Milani:

sábado, 20 de novembro de 2010

Carros Antigos


Acontece neste domingo, dia 21 de novembro, o I Encontro de Carros Antigos de Indaiatuba, das 8:00 às 17:00 hs., no estacionamento do Parque Ecológico.
O Diretor da Secretaria de Esportes, Silvio Domingues, informou que os três clubes de carros antigos de nossa Indaiatuba confirmaram presença, e que a expectativa é que mais de 400 carros participem da exposição.

Para entrar no clima da mostra, faço esse post com imagens que fotografei no
Museu de Carros Antigos de Las Vegas, EUA em julho de 2010.
Todas as  imagens são de peças do museu, e algumas estão com os preços de venda.


CLIQUE PARA AMPLIAR








(O museu de Las Vegas autoriza fotografar e divulgar seu acervo)




terça-feira, 16 de novembro de 2010

Maria Fumaça em Itaici (2) - a Locomotiva #303 da Sorocabana





Imagem 1 - Locomotiva 303 da Sorocabana, estacionada em Itaici, em 1958
(clique para ampliar, ela é linda!)


Características:

Fabricante: American Locomotives. Company - ALCO-
Tipo: Pacific
.Procedência: Estados Unidos
Data da entrada em serviço: 1918
.Bitola: 1 metro
.Configuração das rodas: 4-6-2
Diâmetro dos cilindros: 445 mm
.Curso dos pistões: 508 mm
Comprimento: 17 409 mm

Na década de 1950 ela estava em operação, prova disso é o desenho abaixo, feito em 1950, como parte de um Inventário das Locomotivas da Estrada de Ferro Sorocabana que estavam em operação.

A locomotiva não existe mais, infelizmente foi sucateada


Imagem 2 - Planta da Locomotiva 303 da Sorocabana com dados técnicos completos
(clique para ampliar)







Imagem 3 - Capa do relatório final do inventário das locomotivas em operação da
Estrada de Ferro Sorocabana no ano de 1950.


Colaboraram: Jorge Héreth, Wanderley Duck e
Leandro Guidini do Trenzinho da Aurora e do Vapor Mínimo

sábado, 13 de novembro de 2010

Na ausência do IDEAL, o REAL é imprescindível



Não posso fazer este post com outro título, pois o que quero registrar e destacar aqui, é exatamente isso que acima anuncio: que na ausência de condições IDEAIS de trabalho, temos que utilizar o que é possivel, ou melhor, o que é REAL para que muitos projetos se concretizem no nosso dia-a-dia.

Caso contrário, passamos a vida sonhando em ter o MELHOR, idealizando um resultado ou um meio IDEAL, e quando ele não vêm, quando não tempos aqueles recursos todos que são necessários para um trabalho "perfeito", a vida passa... e o que realizamos? NADA ou quase NADA. Olhamos para trás e temos aquela sensação de "_Puxa... apenas isso eu realizei a minha vida toda?"  E o vazio que se pode estabelecer com certeza trás consigo uma imensa tristeza, quando não um arrependimento deprimente e revoltante.

Não estou - de forma alguma - elogiando a gambiarra, o improviso ou o amadorismo, nem tão pouco a falta ou ausência de Qualidade uma vez que, além de ser historiadora e amante incorrigivel de nossa querida Indaiatuba, sou uma especialista justamente nisso: na Qualidade.

Pois é justamente a Qualidade "possível" que quero aqui divulgar e também elogiar. A Qualidade do "compromisso", a Qualidade da "atitude" e por que não dizer? A Qualidade da "inovação".

Trata-se especificamente da cartilha que hoje recebi intitulada "Bicudinho - História e Atividades"


A cartilha é bem modesta: são 16 páginas de sulfite simples, com imagens preto-e-branco, contando um pouco da história do Casarão em formato de história em quadrinhos.

É um recurso didático idealizado por duas funcionárias públicas da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, que trabalham na Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, mas especificamente no Museu do Casarão: Cláudia Kreidloro, a cooordenadora do projeto, e Priscila Toledo, a autora do texto. Participou também Márcio Eda, que foi estagiar no Casarão e desenhou os personagens, dando vida "animada" a história escrita por Priscila.

A cartilha foi elaborada, é impressa no escritório das funcionárias citadas e depois de conferida, é montada e grampeada por Patrícia, que não por acaso é da família do pessoal da Tribuna de Indaiá, ou seja, parece que já tem esse negócio de produzir encartes na veia. Sorte nossa.

Perguntei para Patrícia se todas as crianças que visitam o Casarão recebem a cartilhinha. Ela disse que não, que é distribuída apenas para algumas pessoas e para os professores, com a esperança que esses a reproduzam para outras pessoas, e que assim se forme uma "corrente do bem".

Na ausência de um livro sobre o Casarão, que possa ser impresso no melhor papel, com as melhores ilustrações, com a distribuição na melhor gráfica e outros "mais" e "melhores" temos a cartilhinha  que Priscila escreveu e que Márcio ilustrou. O IDEAL seria que tudo o que fosse de melhor estivesse à disposição de uma publicação sobre nosso Casarão e que pudesse ser distribuído para todas as crianças visitantes.

Mas não é isso que a vida REAL possibilita e essas pessoas fizeram, então, tudo o que cada um de nós deveríamos ter ou fazer na execução cotidiana de nossas funções:  compromisso, atitude e inovação.

E quem ganha é o nosso Casarão, que na medida em que é mais conhecido, é mais respeitado!
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Indaiatuba - A cidade que tinha um urubu de estimação

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