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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Progresso é Positivo

Texto de Cynthia Santos (1), feito com base em depoimento de Antônio Reginaldo Geiss (2)


Sempre digo que moro em Indaiatuba há [mais] de 170 anos, porque foi nesta época que meu tataravô chegou aqui.

Minha bisavó, avó, mãe e eu, todos nascemos aqui.

Nasci em 1929, quando Indaiatuba tinha apenas 8 mil habitantes, sendo que 2 mil trabalhavam na zona urbana.

Guardo boas lembranças de nossa cidade de antigamente. Na época em que nasci, como havia poucos habitantes em Indaiatuba, todo mundo se conhecia. 

Uma mas minhas lembranças é a morte do João Bomba, o voluntário João dos Santos, que tem um busto na praça.Ele morreu na Revolução de 32, como soldado constitucionalista, e eu participei do enterro dele.

Na infância, meu mundo girava entre a Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária e a estação ferroviária, já que eu morei aproximadamente sete anos na Rua Augusto de Oliveira Camargo. Depois, me mudei para a Rua 7 de setembro até o dia do meu casamento, em 1957.

A grande diferença entre a Indaiatuba de antigamente e a de hoje é que no passado a cidade era muito tranquila, a gente não se preocupava em fechar a porta da casa, a minha mãe passava um barbante e colocava do lado de fora. Quando eu chegava, era só puxar o barbante que a porta abria. Naquele tempo eram registradas pouquíssimas ocorrências policiais.

A vida social de Indaiatuba, até 1957, se resumia em bailes em um salão no Centro, onde hoje é o banco Itaú, na Rua Candelária. No ano seguinte, foi fundado o Indaiatuba Clube - até então não havia clube social na cidade onde as pessoas podiam se reunir. O Centro era a Praça Prudente de Moraes, onde havia um serviço de alto-falante e os homens ofereciam músicas para as mulheres e vive-versa.

A política sempre movimentou muito a cidade, mesmo no passado. Mas as eleições eram diferentes, a disputa era diferente. Tivemos uma eleição em 1963, que foi decidida por um voto.

A comunicação também era diferente. Até 1950, as pessoas se informavam através da imprensa escrita. Depois, a cidade ficou um período sem jornal e em 1955 foi fundada a Gazeta de Indaiá, que hoje é a Tribuna. Quando morria alguém, a tipografia imprimia panfletos para avisar os moradores da cidade.

O crescimento de Indaiatuba é positivo. Há aquele ditado que diz "Tudo tem que crescer, o que não cresce, começa a morrer."

Seria impossível imaginar Indaiatuba com apenas 20 mil habitantes. Até a Segunda Guerra Mundial, a cidade era pobre, vivia essencialmente da agricultura. A industrialização só aconteceu depois; antes só havia a fábrica de cabos de guarda-chuva.

A partir de 1980, o crescimento da cidade foi vertiginoso, muito acima até do crescimento de outras cidades. Pode-se dizer que Indaiatuba foi "descoberta" na década de 1980. Antes ela era apenas uma cidade-dormitório: quando a Singer abriu nas proximidades de Viracopos saíam 30 a 40 ônibus de Indaiatuba para lá.

O crescimento da cidade criou muitas oportunidades de emprego, que antigamente eram pequenas. Mas para o poder público acompanhar este crescimento é complicado, embora hoje não tenhamos muito do que reclamar.

A cidade se desenvolve, se embelezou.

O Parque Ecológico é algo muito importante, só espero que não o estraguem.

Indaiatuba evoluiu e hoje dá condições, perspetivas para os jovens. Desejo que ainda aconteçam muitas coisas boas para Indaiatuba. O ritmo de crescimento tem sido alucinante, mas espero que a cidade sempre tenha bons governantes, não só no Poder Executivo, como também no Legislativo, e que todos tenham preocupação com o desenvolvimento sustentável.


.....oooooOooooo.....



(1) A jornalista Cynthia Santos fez este texto no aniversário de Indaiatuba, em dezembro de 2009 para o Jornal Tribuna de Indaiá. Hoje, dia em que ela anunciou que está deixando esse jornal, este blog publica este texto histórico com admiração ao trabalho que ela fez nesse Jornal.

(2) Antônio Reginaldo Geiss é empresário, fundador e presidente do Conselho Administrativo da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba. 2014 sai o livro que estou escrevendo com as memórias dele. De 2014 não passa!

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