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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O PADRE SUSTENTÁVEL NA TERRA DO IMPERADOR MENINO

texto de Charles Fernandes*

Chegava em uma canoa pelo y[1] dos jundiás[2], uma pessoa muito importante, que desembarcou no povoado[3] da ycy[4] de ita[5]. Dali tinha, ainda, que continuar viagem para o outro povoado que tinha tuba inda que a gente a casca. 

Para!  Esquecemos de ligar nosso tradutor da língua tupi-guarani! Teremos que começar novamente, pois não sabemos falar a língua desses índios, ainda porque eles parecem norte-americanos, que colocam o adjetivo na frente do substantivo. Que difícil!

Vamos lá, para a segunda tentativa.

Chegava em uma canoa pelo rio dos bagres[6], uma pessoa muito importante, que desembarcou no povoado da nascente da pedra[7], pois tinha, ainda, que continuar viagem para outro povoado que tinha bastante fruta de rachar a casca.

Para de novo! Como é que saberemos onde é que ficam esses lugares se ficarmos traduzindo tudo?  

Bom, teremos que tentar mais uma vez, mas acho que agora, conseguiremos:

Chegava em uma canoa pelo Jundiaí, uma pessoa muito importante, que desembarcou no povoado de Itaici[8], pois tinha, ainda, que continuar viagem para o outro povoado chamado de Indaiatuba[9]. Ufa!

Mas porque essa importante pessoa veio de canoa por Itaici? Que lugar era esse, no qual um dia havia se falado a língua usada pelos Tupis e pelos Guaranis?

Muito antes de nosso personagem chegar, tanto Indaiatuba como Itaici[10], eram bairros de Itu. Só que Indaiatuba, em lugar mais alto e plano, acabou recebendo mais gente. De uma pequena pousada de tropeiros, foi crescendo, até que ficou maior, e de tão grande, o imperador finalmente concedeu a esta comunidade a categoria de Freguesia[11], quando fazia apenas oito anos que ele governava[12].

Este foi o primeiro Imperador do Brasil, por isso foi chamado de Pedro Primeiro. E Indaiatuba virou uma das freguesias de uma das Vilas mais importantes do interior de São Paulo, freguesia da grande e populosa Itu.  Nessa época, a cidade de São Paulo era muito distante de tudo e São Carlos, que depois foi chamada de Campinas, mais ainda. Quem ficava no caminho era Itu, mas nosso personagem vai explicar isso melhor.

Em 1831, um ano após Indaiatuba ter recebido o título de Freguesia, esse imperador voltou para o país onde nasceu, mas deixou seu filho em seu lugar. Um menino de cinco anos de idade, não era o mais velho, era o sétimo filho e terceiro varão, mas tinha perdido seus dois irmãos mais velhos. Veja como era dura a vida desta época, até filho de rei morria de qualquer coisa.  Esse foi o Imperador Menino, o segundo do Brasil, e chamaram ele de Pedro Segundo.  Pouco criativo, né!

Quando esse imperador completou 15 anos, foi coroado, pois acharam que o menino já podia governar... O imperador já era quase um moço, mas vou continuar a chamar este país de Terra do Imperador Menino, porque ao que sabemos, esse tal Pedro filho de Pedro, apesar de muito estudioso e sabido das máquinas e da modernidade, sempre teve uma queda para criancices. Um ano depois, quando ele tinha 16 anos, mais precisamente em 1841, nossa história começa...

Nosso personagem principal chega na terra da fruta de partir, que vinha da palmeira Indaiá, que ali abundava. Ele era um padre, e veio substituir outro Pedro, o Padre Pedro[13] que tinha terminado a igreja da vila, que era dedicada a Nossa Senhora da Candelária. Essa igreja[14] tinha uma das maiores naves das cercanias, cerca de 10 passos de largura, por 23 passos de comprimento.

A igreja da terra das palmeiras de indaiá tinha uma característica curiosa: a antiga capelinha que existia no lugar fora demolida ou reformada, e passou a ter o que chamamos de nave, a parte central da igreja, onde se sentam os fiéis; porque a igreja é o barco do apóstolo Pedro, que vai pescando almas para o Senhor. Nessa época, em Portugal, de onde quase tudo vinha, as naves das igrejas eram construídas pelos mesmos carpinteiros que faziam as naus, ou naves, de se navegar os mares. O teto das igrejas eram barcos de ponta cabeça. E curiosamente, em Indaiatuba, o barco de Pedro, feito em nome da Senhora da Candelária, foi terminado por um Pedro, o Padre Pedro, que estava deixando sua paróquia para nosso personagem, o novo padre da terra dos Indaiás.

E esse novo padre, que era o Padre Toninho[15], foi logo atrás de um lugar pra morar, que fosse perto da igreja, que tivesse uma linda vista para a fonte de água da cidade, lá embaixo, no córrego junto da mata, atrás da igreja.

O Padre Pedro tinha deixado um barraco para ele, atrás da igreja, pequeno do tamanho de um quarto, aliás era só um quarto, quadradinho feito de barro socado, que chamavam de taipa, a mesma taipa de pilão que fora usada na igreja que ele ajudou a construir.  Apesar de muito pequena, a vista da casinha era ótima, na pontinha da planície, onde a cidade se instalava, debruçada para um vale com vista para um belo campo com árvores esparsas que se estendia até chegar na mata do córrego[16].

O lugar era perfeito. De madrugada dava para ouvir os jacus acordando lá na mata, barulhentos na primavera, mas bem preguiçosos no inverno:

_ Cacaamm uuuó, cacaamm uuuó!  

Era um despertador natural, uma vez que relógio mesmo, não havia por lá!

Nessa época, Indaiatuba tinha oito quarteirões todos juntinhos da igreja. Até o cemitério ficava por ali, os mortos eram sepultados ali mesmo, na frente da igreja, que naquela época não era praça, era só um largo, um lugar sem casas, de chão batido, próprio para todas as pessoas se reunirem sem nada para atrapalhar.  E tudo era feito de carroça, porque os carros só apareceriam mais de 100 anos depois por essas terras, e não havia máquina alguma que não pudesse ser carregada por uma mula, desde o porto de Santos, até Itu, que era a porta do sertão e caminho para Indaiatuba.

Aliás a história desse padre, o padre Toninho, não é de modernidade ou de máquinas, é de como ele usou a natureza para se virar, e construir uma casa sustentável. E veja bem... 200 anos antes dessa palavra virar moda, o nosso personagem já praticava ecologia. Que cara visionário!

E Padre Toninho, analisou seu barraco, de taipa de pilão, onde quase não cabia sua cama, de paredes que tinham mais de um braço de largura. E percebeu que a noite, todas as paredes ficavam quentes, porque eram grossas demais e tinham a capacidade de acumular o calor do sol, e ir esfriando aos poucos, durante a noite. Era quente mesmo, no verão até era chato, mas era uma delícia no inverno.  

Bom mesmo seria achar um meio termo, e o padre já foi pensando em reformar o pequeno cômodo, mesmo porque a cidade crescia com a lavoura de “assucar” e com a venda de rapadura para Itu. Os fiéis aumentavam e precisavam de um lugar para organizar as atividades da igreja. Curiosamente, ainda hoje, há mais de 200 anos depois, o que muito se tem na lavoura de Indaiatuba ainda é cana.

E o pároco decidiu aumentar essa casinha quente.

O Padre Toninho colocou-se a observar o nascer e o por do sol todos os dias do ano, sempre olhando para um mesmo local, para o córrego lá embaixo, que ficava a norte de sua casinha quente. Chegou a pensar até que um dia esse córrego poderia ser um belo parque.  

Percebeu que o sol se inclinava diferente a cada estação do ano, no inverno, nascia mais para nordeste, bem para o lado da fonte de água da cidade, a biquinha. E no verão, nascia em direção das ruas da cidade, mais para trás, para sudeste. Mas ao meio dia, o sol sempre se inclinava para o córrego, e sempre a parede que era voltada para este lado, pegava sol durante todo o dia, e era essa a parede que esquentava sua casa. As outras eram bem agradáveis.

E o padre então criou para sua casa, uma proteção para essa parede, que era quente porque recebia esse sol durante todo o dia - um equipamento de tecnologia avançada para a época- chamado varanda. Foi simples, o padre aumentou o telhado e criou um espaço sem paredes que protegia sua casa do sol durante o horário mais quente, no meio dia.

_ E sabe que ficou ótimo?[17]

 Agora as outras paredes mantinham o calor do dia sem exageros, e sua casa ficou a casa mais confortável da cidade.  Naquela época, muitas casas eram altas por dentro, e as janelas eram muito grandes também, porque quando era necessário, deveriam ventilar todo o ambiente. A varanda do padre, e as janelas altas da casa, eram uma ótima solução para essa terra quente. E posso dizer que os ventiladores domésticos não haviam sido inventados, e mesmo que existissem, a energia elétrica só chegou mais de 70 anos depois na Vila do padre.

Essa varanda quebrava um galhão, porque nesse tempo, tudo era feito de barro ou de madeira, então, ou a água levava embora, ou podia pegar fogo; e a varanda, que não tinha paredes, podia receber algumas atividades que não combinavam com a casa de barro, por exemplo - cozinhar ou lavar coisas.

E sabem onde ficava o banheiro do padre Toninho?

Não ficava, pois não tinha água encanada.

Ela só chegaria nas casas de Indaiatuba 95 anos depois dessa época, em 1936, e tudo que o padre tinha era seu pinico, que ele guardava embaixo da cama, pra limpar de manhã, lá no mato. Também não havia canos, que na época eram chamados de manilhas, também feitos de barro, porque não se podia transportar na Genoveva, que era a mula que o padre comprou.

Curioso, não é? Indaiatuba recebeu energia elétrica antes da água encanada!

Nesse momento, a casa do padre passou a ter um limitador de recursos para a reforma: ou cabia no jacá da Genoveva, ou não dava para usar.

As ampliações que pretendia fazer na casa teriam que ser feitas com os recursos que tinha, com ferramentas simples, porque serras e máquinas somente chegariam de trem, e o trem ainda demoraria 35 anos para passar ali. A Genoveva era o “caminhão” do padre.

Para continuar a ampliar sua casa, padre Toninho optou por uma nova maneira de se construir, que veio com artesãos que migraram das minas do centro do país, onde o ouro já não fluía, e estavam sem emprego por lá. Eles faziam um esqueleto de casa, com madeira, serrada e falquejada a mão, depois tampavam os vãos com uma tela de galhos queimados e aplicavam barro, dando sopapos uns nos outros, um de cada lado da parede. A técnica era conhecida como taipa de sopapo, mas o nome que pegou mesmo foi pau-a-pique. Difícil escolher qual nome é o mais engraçado!

E o padre fez mais um cômodo na casa, maior e mais amplo, e levou a varanda para toda a parede até a lateral da casa, que ficava voltada para a igreja, para receber as visitas dos fiéis. Este espaço lateral da casa era chamado de alpendre, que era uma varanda que servia para receber as pessoas: numa época onde  tudo  era  de terra, ninguém queria todos entrando em casa com o pé sujo. O alpendre e a varanda eram os ambientes onde se recebia as pessoas, fora de casa, até o oratório do padre ficava na varanda, do lado de fora, bem atrás do quarto dele.

Durante 40 anos esse foi o padre da terra dos Indaiás, o Padre Toninho, e tornou-se tão... mas tão querido da população que quando ele voltou para o lado do Senhor, sepultaram seu corpo, escondido, debaixo do altar da igreja. Acho que hoje o padre reza a missa lá, bem em cima.

Essa esplêndida casa sustentável foi vendida para uma fazenda, pois eles queriam uma nova sede perto da cidade, e a fazenda do Pau Preto agora tinha uma casa, que foi novamente ampliada e tornou-se um dos maiores casarões da cidade. O Casarão Pau Preto.

                E sempre que você visitar o Casarão, que ainda está lá, vai ver o quarto de barro, que o Padre Toninho recebeu do Padre Pedro, do lado da Tulha, o de parede mais grossa, que era quente, mas que depois ficou bem gostoso.



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[1] Y, yg ou ty significa água e/ou rio em tupi-guarani.
[2] Jundiá significa bagre em tupi-guarani.
[3] O povoado de Itaici foi um dos 4 bairros que, juntos, formaram Indaiatuba (Piraí, Buru, Mato Dentro e Jundiaí, que era o antigo nome de Itaici).
[4] Fila, fileira, conjunto ou sequencia em tupi-guarani
[5] Itá ou ita significa pedra em tupi-guarani.
[6] Atual Rio Jundiaí, onde parte dele pertencia à vila de Itu (desde a foz do córrego da fazenda Itatuba até início do antigo bairro Piraí (ao Sul da atual Fazenda Pimenta).
[7] As pedras das nascentes às margens do Rio Jundiaí foram, em considerável quantidade, utilizadas para aplicação na construção civil na região de Indaiatuba.
[8] A palavra itaici pode ser separada de duas formas: Itá-y-cy ou Itá-ycy. A primeira é composta por “mãe”, “nascente” ou “fonte” (cy) do rio (y) de pedra (ita ou itá). A segunda é composta por fila, fileira ou conjunto (ycy) de pedra (ita ou itá). Optei pela tradução “nascente das pedras” (nota do autor).
[9] A palavra indaiatuba pode ser separada de duas formas: Inda-yá-tuba ou Indaia-tuba. A primeira é composta por “fruta” (inda), “partir, dividir, quebrar” (yá) e “tuba” (muito, abundância de sítio/local ou pomar). A segunda é composta por “palmeira” (indaiá) e (tuba). Optei pela tradução “local de muitas frutas de rachar a casca”, frutas essas que seriam o indaiá, da palmeira de indaiá (nota do autor).
[10] Que se chamava Jundiaí e se limitava com o território da Vila de Jundiaí, ou mais precisamente, com o bairro de Itupeva, que em 1795 já existia com esse nome. A divisa, ao norte, era com terras da freguesia de Campinas (que se chamava São Carlos) e a oeste, com o bairro de Mato Dentro.
[11] Indaiatuba foi elevada à condição de Freguesia do Distrito da Vila Itu, em 9 de dezembro de 1830 e seu território for formado por áreas dos bairros Piraí, Mato Dentro, Buru, Jundiaí (na verdade, Itaici) e Indaiatuba. Outros bairros rurais de Itu eram Caiacatinga, Itahim. Itahim-Guaçu, Pirapitingui e Potribu.
[12] D Pedro I passou a ser o imperador do Brasil em 1822, na Proclamação da Independência, feita por ele mesmo.  Essa manobra política foi feita após o pai dele, D. João VI ter sido obrigado a voltar para Portugal para não perder seus domínios na Europa. A historiografia aponta que pai e filho estavam em comum acordo quando a independência foi proclamada, mas tinham como oponentes à essa atitude a mãe de D. Pedro – Carlota Joaquina - e seu irmão mais velho, Miguel. Durante março e maio de 1826, D. Pedro fica simultaneamente imperador do Brasil e de Portugal e opta por enviar sua filha mais velha que se tornará Maria II de Portugal, ficando ele no Brasil. Em 1831 ele abdica do trono a favor de seu filho para voltar para Portugal e lutar contra o seu irmão Miguel, que no seu entendimento, havia usurpado o trono de sua filha Maria II. É vitorioso em 1832 e morre de tuberculose em 1834.
[13] O primeiro pároco da freguesia de Indaiatuba foi o vigário encomendado Pedro Dias Paes Leme, que assumiu a função em 15 de agosto de 1832 até 14 de fevereiro de 1841. Segundo relatos a candelária já possuía suas paredes de Taipa em 1839 o que indicaria que esse primeiro padre foi o responsável pela finalização da primeira fase de construção da igreja “nesse local”. Mas o encamisamento de tijolos que criou a fachada atual é muito posterior, naquela época a igreja tinha linguagem muito mais simples e os beirais de telhas ainda eram aparentes.
[14] A planta original da igreja da Candelária é comum a quase todas as igrejas construídas no Brasil colônia, sua organização vem de uma Bula Papal, instituída na Contra-Reforma da igreja católica, no início do século XVI - que indica como as igrejas deveriam ser construídas para que melhorassem a percepção dos fiéis durante a missa. O altar, seguido de cadeiril e nave principal, criam uma espécie de CORNETA, que faz com que a voz do Padre, se projete para os fiéis. Esta disposição é na verdade, um projeto acústico.
[15] Padre Antônio Cassemiro da Costa Roris, que veio de Porto Feliz para Indaiatuba com apenas 24 anos de idade e que ficaria como pároco até quando faleceu, em 19 de outubro de 1884, quando foi substituído pelo Padre Bento Pacheco. O apelido de Padre Toninho é uma licença literária. Padre Roriz, ao falecer foi enterrado dentro da Igreja da Candelária, na frente do altar, mesmo depois desta prática ter sido proibida. Isso pode indicar o respeito da população com essa figura histórica da cidade.
[16] Ribeirão Votura ou Córrego Votura – atual Córrego Barnabé, do Parque Ecológico.
[17] Sobre essa ampliação da casinha inicial que mais tarde, após várias intervenções se formaria no atual Casarão Pau Preto, leia mais no Anexo 1.


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ANEXO 1

Estudos preliminares sobre o Casarão 
em texto e ilustrações


O Casarão Pau Preto possui muitos materiais e diferentes tecnologias construtivas e estas características podem indicar diferentes momentos de construção. Trechos de parede desse casarão do pau preto, de taipa de pilão, do primeiro cômodo ao lado da Tulha, são similares aos da Igreja da Candelária, e relatos dizem que esta moradia já era do Padre Pedro Dias Paes Leme durante seu tempo como pároco em Indaiatuba. O formato da construção, encaixes de estruturas de madeira e posicionamento do piso, indicariam que este cômodo seria o mais antigo do casarão.




Imagem feita com base nos estudos (em andamento) sobre o Casarão Pau Preto, indicando os diferentes materiais empregados, demonstrando-os em diferentes cores. 
Cada cor indica uma diferente época de construção, ou uma diferente atividade para cada cômodo. As paredes em cor de rosa, são originalmente feitas exclusivamente em Taipa de Pilão.

Estudos preliminares sobre a estrutura do casarão do pau preto indicariam que a varanda poderia ter sido feita em momento posterior a parede de taipa. Hoje a varanda é um escritório e também uma ala do museu do Casarão, foram fechados por paredes de tijolos muito posteriormente, este fechamento da varanda seria uma das mais tardias reformas do casarão, devido ao tipo dos tijolos utilizados. Neste escritório fechado, onde hoje trabalha o Superintendente do Pró-Memória, o Dr. Gustavo, também está o oratório citado no texto, feito em pedra, encravado na taipa.


Formato proposto para a primeira Casa do Padre Antonio Roriz.



 Estes pilares soltos da varanda, ainda existem e não foram utilizados na estrutura de outras reformas, e ajudam a entender um possível formato desta fase de construção do Casarão.


A ideia de construção sustentável é o tema principal do texto, e o casarão é ótimo exemplo, sua implantação indicando a utilizar a disposição do sol durante o dia para proporcionar conforto térmico, a grande altura e dimensões das janelas e portas, mostra a preocupação dos construtores com o clima da região e o uso de materiais sustentáveis de construção.






 Ilustrações artísticas, baseadas em possível formato da casa do Padre Antonio Roriz.

Muitas peças ainda faltam no quebra cabeça, como a estrutura de madeira do alpendre, ou o formato do piso desta área, mas pode nos instigar a propor formatos para o prédio original. 
Com o tempo, novos relatos, documentos e textos aparecem e dão mais robustez à essas possibilidades aqui demonstradas.
Por isso é muito importante doar documentos, fotos e textos referentes a história da cidade para a Fundação Pró-Memória cujos fundos públicos e privados são solicitados para pesquisadores de todo o país.


Latitude de Indaiatuba - o Sol apresenta diferentes trajetos durante as épocas do ano. Os pontos que podem ser trabalhados com esse texto em sala de aula, são:
    • solstício de verão, onde o Sol nasce mais para sudeste e ao meio dia, temos a menor sombra do ano.
    • solstício de inverno quando o Sol nasce mais a Nordeste. e ao meio dia, temos a maior sombra do ano.
    • Os 2 dias do ano quando o Sol nasce exatamente no Leste, são os equinócios de primavera e outono.

Estes fenômenos são causados pela inclinação da Terra durante o movimento de translação. 
A cada latitude, mais para norte ou sul, o sol vai dispor trajetos diferentes.
Abaixo a carta de insolação da região, usada para determinar a insolação das edificações, utilizada por arquitetos e engenheiros.



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* Crônica Histórica com estudos e ilustrações
 sobre o Casarão Pau Preto.

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