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domingo, 11 de abril de 2010

Cine Rex


Esta imagem rara é uma cópia eletrônica de uma foto feita no final da década de 1950. O prédio central é o CINE REX, do seu lado direito está a casa que era do sr. Scyllas Sampaio (onde hoje é o Santander) e a esquerda  está o Bar Rex (onde hoje é o Bradesco). O cinema ficava exatamente onde hoje é o estacionamento do Bradesco.




Este registro  de 1950 (doado por Marcel Zerbini) desvenda um pouco da história desse cinema: a proprietária Albertina Magnusson é quem assina a  "carteirinha" do Indaiatubano Hormínio Zerbini, permitindo que o mesmo pagasse "MEIA ENTRADA" durante o ano de 1950, por ter apresentado atestado de estudante.


O Cine REX passou por uma reforma na década de 1950.

 A indaiatubana Cândida Maria Estevam de Araújo Engelmann conta que, durante a reforma, o cinema funcionava normalmente, mas com um detalhe: cheio de tapumes.

Apenas a área onde estava a tela ficava livre da presença deles, todos feitos de madeira de eucalipto. Cândida ainda se lembra que, durante a época de reforma foi exibido o filme O Monstro da Lagoa Negra, " (...) tendo um engracadinho assistido à sessão previamente, e sabendo a hora em que o pavoroso monstro ia aparecer previamente... O que ele fez? Soltou uma bomba dentro do cinema bem na hora do "tcham!". Foi um susto só, seguido de uma algazarra e até de gente saindo correndo, desviando dos tapumes".

D. Olívia Pinto (80 anos), que havia mudado com a família para Indaiatuba no início da década de 1950, também lembra-se de duas informações sobre a época. A primeira é que foi ela que vendeu a máquina que o Cine REX passou a usar depois da reforma citada. Ela e o marido eram proprietários de um cinema em Campinas, que se chamava Cine Paraíso. Quando resolveram mudar com os filhos para Indaiatuba, a máquina foi adquirida pela família Magnusson, então proprietária do Cine REX. E foi bem alí, na frente do próprio cinema que o marido dela , Alcides Pinto e o saudoso Balabem começaram a fazer a feira livre. 

A segunda história de D. Olívia foi sobre o Bar REX, que era como se fosse a "PEPIS" da juventude daquela época: todos frequentavam. Ela, o marido e os filhos foram certa feita comer lanche no bar com uma carroça. Após ranger pelas pacatas ruas da cidade, com a criançada em alvoroço, pararam na praça e a condução foi amarrada numa árvore. Papo vai... papo vem... a criançada se esbaldando com lanche e doces até que... Opa! A polícia da cidade levou a carroça com burro e tudo para o pátio da delegacia pois estava atrapalhando o trânsito.

Muitos outros cinemas dessa época foram reformados. Reformas estruturais, como a que aconteceu no Cine REX, onde todo o madeiramento do teto foi refeito.

O motivo foi uma triste tragédia que aconteceu em Campinas, no Cine RINK em 16 de setembro de 1951.

Essa triste tragédia matou muitos campineiros, muitas crianças.

Depois do fato, muitos cinemas da região fizeram a perícia em seus prédios e reformaram.

(recortes de jornais sobre o Cine RINK cedidos por João Marcos Fantinatti)

Para ler, clique para ampliar.













Colaboraram:
Antonio Reginaldo Geiss
Cândida Maria Estevam de Araújo Engelmann
João Marcos Fantinatti
Marcel Zerbini
Olívia Pinto


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