BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hidrografia de Indaiatuba


A Região Metropolitana de Campinas (RMC) está situada nas bacias dos rios Tietê, Piracicaba e Pardo, afluentes do Rio Paraná. O município de Indaiatuba localiza-se nas bacias de dois afluentes do Rio Tietê: o Rio Jundiaí e o Rio Capivari.

Pode-se dividir o município em três bacias:
(1) Bacia do Ribeirão do Buru,
(2) Bacia do Rio Jundiaí e
(3) Bacia do Rio Capivari - Mirim.

1) Bacia do Ribeirão do Buru

1.1. O Ribeirão do Buru é o divisor dos municípios de Indaiatuba e Elias Fausto e deságua no Rio Tietê;
1.2. O Córrego do Garcia ou Buruzinho localiza-se na região noroeste do município, entre as bacias do Córrego Barnabé e o limite dos municípios de Indaiatuba e Elias Fausto. Abrange uma área de drenagem de 39,8km2.

2) Bacia do Rio Jundiaí

2.1. O Rio Jundiaí adentra à leste do município de Indaiatuba e a seguir faz uma deflexão à esquerda, tomando depois a direção sudoeste até a divisa com o município de Salto. Nesta confluência faz nova deflexão à esquerda, acompanhando a divisa com o município de Salto com a direção sudeste, até a foz de seu afluente “Água do Barreiro”. A partir deste ponto, adentra o município de Salto. Atravessa Indaiatuba num leito com grandes quantidades de pedras e domintas quedas d´água, conforme imagem abaixo:




O Rio Jundiaí nasce na Serra da Pedra Vermelha, no município de Mairiporã, na região da grande São Paulo, percorrendo 123 quilômetros até desaguar na margem direita do Rio Tietê, na represa da Usina Porto Goes, no município de Salto. Seus principais afluentes são:

MARGEM DIREITA
2.2. O Córrego do Barnabé, que já se chamou Ribeirão Votura no passado, tem um papel relevante para a cidade de Indaiatuba por atravessá-la, com uma extensão de 11 km. Segunda a tradiçao, foi junto à sua foz, quando ele deságua no Rio Jundiaí, no Bairro Caldeira, que Indaiatuba surgiu em meados do século XVIII. O Corrego serviu como diretriz para o projeto e implantação do Parque Ecológico de Indaiatuba, de grande importância para a expansão urbana. Seus principais afluentes são os córregos do Belchior e Bela Vista. Sua nascente está localizada na Lagoa Preta, Bairro Mato Dentro.



(cópia da imagem do folheto lançado pelo SAAE no Dia Mundial da Água, em março de 2009)

2.3. O Córrego do Cupini com área de drenagem de 7,9 km2;
2.4. O Córrego da Cachoeira com área de drenagem de 8,0 km2.

MARGEM ESQUERDA
2.5. O Córrego da Fonte ou Santa Rita é o divisor dos municípios de Indaiatuba e Itupeva;
2.6. Córrego da Fazenda Santa Cândida;
2.7. O Córrego da Barrinha é o afluente de porte mais significativo da margem esquerda do rio Jundiaí, com uma área de drenagem de 24,5 km2, seu afluente principal pela margem esquerda é o Córrego da Grama Velha;
2.8. O Córrego Água do Barreiro;
2.9. O Ribeirão da Grama possui a nascente em Indaiatuba e a foz em Salto.
Na área indaiatubana sua área de drenagem é de 24,7 km2. Em sua margem esquerda possui dois tributários: Ribeirão da Ponte Alta e Córrego do Valério.

3) Bacia do Rio Capivari – Mirim


3.1. O Rio Capivari - Mirim localiza-se ao norte de Indaiatuba, desenvolvendo-se de nordeste para noroeste. Define a divisa de Indaiatuba com Monte Mor e Campinas. Os principais tributários da margem esquerda desse rio são:
3.2. Ribeirão do Campo Grande ou Monjolo Grande, que tem sua área de drenagem com 30,2 km2. Seu principal afluente é o Córrego do Brejão;
3.3. Córrego do Jacaré, que tem com afluente o Córrego do Mato Dentro;
3.4. Córrego da Fazenda Santa Irma;
3.5. Córrego do Morro Torto;
3.6. Córrego Próximo ao Jardim Brasil.
Segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (1), as águas de Indaiatuba (exceto o Rio Jundiaí) são destinadas para:
a) ao abastecimento doméstico após tratamento;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário;
d) à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas e a;
e) criação natural e/ou intensiva (agricultura) de espécies destinadas à alimentação humana.
Já o Rio Jundiaí é de classe diferente de todos os demais, e deve ser destinado para uso menos exigentes e para a harmonia paisagística.
Cada cidadão pode contribuir - e muito – com a qualidade das águas de nossa Indaiatuba. Não jogar o óleo de cozinha usado pelo ralo já é uma grande ação: guarde os restos em uma garrafa pet!

Para saber mais, visite: http://www.saae.sp.gov.br/

(1) Resolução do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente de 18 de junho de 1986, que classifica as águas doces do território nacional, segundo seus usos preponderantes.

Para criticar, sugerir ou corrigir: elianabelo@terra.com.br

4 comentários:

  1. Este é um blog de grande importância para nossos cidadãos.
    Na medida do possível estarei publicando no meu, para ajudar na divulgação.. quanto ás sugestões... certamente farei alguma.
    Sou muito "palpiteira".
    Bj

    ResponderExcluir
  2. História de Indaiatuba já está no ESPELHO SEM AÇO.

    ResponderExcluir
  3. Respostas
    1. De Wanderley Peres, que foi meu professor e mais tarde meu colega de profissão na mesma escola na qual havia me dado aulas. Ele foi superintendente do SAAE.

      Excluir

Sobre Indaiatuba

O município de Indaiatuba situa-se na região sudeste do Estado do São Paulo, pertencendo à região administrativa de Campinas está localizado entre as coordenadas geográficas de: 23° 05' 24" de Latitude Sul e 47° 13' 04" de Longitude Oeste a uma altitude média de 624 m.

O relevo do município é uma depressão relativa, pois é mais baixo que as áreas adjacentes. Dominam as formas de planície aluvial, colinas, morros e morrotes.

A média anual de seu Índice Pluviométrico fica entre 1.110 e 1.300 mm; sendo 30 mm no mês mais seco e 300 mm no mais chuvoso.

O clima é Tropical, aproximando-se do tipo temperado, temperatura média anual: 22°C, de inverno seco e verão chuvoso.

Os ventos predominantes são sul, seco e frio, e o noroeste, portador de chuvas.

A área total calculada para o município de Indaiatuba é de 312,049 km2, com uma população de 201.619 habitantes, Densidade Demográfica 646,11 Hab./km2.

A Taxa Geométrica de Crescimento Anual da População em 2000/2010 foi de 3,22 % a.a. e o Grau de Urbanização 98,99 %. (IBGE censo 2010).

Faz limites ao norte com Monte Mor e Campinas; ao Sul, com Salto e Itu; ao leste, com Itupeva e a oeste, com Elias Fausto.

Principais elementos de sua hidrografia: rios Jundiaí, Piraí e Capivari-Mirim; Córrego Barnabé, Córrego Barrinha, Ribeirão Santa Rita, Ribeirão da Grama, Córrego Cachoeira, Córrego Brejão, Ribeirão Buru e Córrego Mato Dentro.

A área urbana do município de Indaiatuba está dividida em 203 bairros, apresentando 133.606 m2 de áreas verdes públicas, 335.667 m2 de praças.

três Áreas de Preservação Ambiental (APP’s) com 5.504.665 m2 sendo o Parque Ecológico a mais importante por cruzar a cidade tendo aproximadamente 10 km lineares e 2 milhões de metros quadrados.

De forma geral, todas estas áreas têm sido utilizadas amplamente pela população regional ao longo de sua História, tornando a cidade muito aprazível ao visitante.

Fonte: Imprensa Oficial do Município n. 873 de 27.05.2015

O Crime do Poço - Leia todos os capítulos nos links abaixo

O Crime do Poço - Leia todos os capítulos nos links abaixo
Uma história que comoveu Indaiatuba em 1907 e foi desvendada por motivo que a razão não explica!

Museu Ferroviário de Indaiatuba

Museu do Casarão Pau-Preto

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Lista Oficial de Heróis do Brasil

Os heróis e heroínas oficiais da História do Brasil estão com seus nomes gravados no “Livro dos Heróis e das heroínas da Pátria”, guardado no Panteão da Pátria Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes em Brasília. Quarenta brasileiros já tiveram seus nomes inscritos no livro, sendo apenas duas mulheres. Para que um novo nome seja incluído na lista Heróis da Pátria, o Senado e a Câmara dos Deputados precisam aprovar uma lei. Veja a seguir os nomes que estão inscritos no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria, na ordem em que foram incluídos:

  • - Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes
  • - Zumbi dos Palmares, líder quilombola
  • - Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil
  • - Dom Pedro I, imperador
  • - Duque de Caxias, comandante da Guerra do Paraguai
  • - José Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana
  • - Marquês de Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil
  • - Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva, herói da Batalha do Riachuelo
  • - Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação
  • - José Bonifácio de Andrada, Patrono da Independência
  • - Chico Mendes, ambientalista
  • - Joaquim da Silva Rabelo, o Frei Caneca, um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Marechal Osório, herói da Guerra do Paraguai
  • - Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, herói da Revolução Federalista
  • - Brigadeiro Antônio Sampaio, herói da Guerra do Paraguai
  • - Sepé Tiaraju, líder indígena nas Guerras Guaraníticas
  • - Anna Nery, enfermeira que atuou na Guerra do Paraguai
  • - Hipólito José da Costa, Patrono da Imprensa, fundou o primeiro jornal brasileiro
  • - Padre José de Anchieta, jesuíta que iniciou a catequização dos índios brasileiros
  • - Getúlio Vargas, presidente do Brasil
  • - João de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Luís Gonzaga das Virges e Veiga, heróis da Revolta dos Búzios (ou Conjuração Baiana)
  • - Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, heróis paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932
  • - Heitor Villa-Lobos, maestro e compositor
  • - Júlio César Ribeiro de Souza, pioneiro da dirigibilidade aérea
  • - Seringueiros Soldados da Borracha
  • - Domingos Martins, herói da Revolução Pernambucana de 1817
  • - Barão do Rio Branco, diplomata
  • - Padre Roberto Landell de Moura, pioneiro da radiotransmissão
  • - Anita Garibaldi, heroína da Guerra dos Farrapos
  • - Francisco Barreto de Menezes, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, Antônio Filipe Camarão e Antônio Dias Cardoso, líderes da Insurreição Pernambucana de 1624-1654.

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