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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Recuperação das Matas Indaiatubanas


A vegetação nativa do planalto do Estado de São Paulo foi quase completamente destruída por ações antrópicas, especialmente pelo aumento da área agropecuária, utilização de produtos florestais, crescimento urbano e estabelecimento da malha rodoviária. Em Indaiatuba não foi diferente; nossa vegetação natural primária foi praticamente extinta. Estão quase extintos também os indaiás, que deram origem ao nome da cidade por serem abundantes na região.

A vegetação de fundos de vales (matas justapostas aos rios e ribeirões, brejos, matas de brejos, lagoas) é especialmente suscetível a essas ações, às quais se somam ainda: construção de lagoas de uso agrícola e piscícola e de reservatórios para geração de energia e suprimento de água, assoreamento, drenagem e aterragem e estabelecimento de plantas invasoras exóticas. Por vários motivos é necessária a recuperação de parte das florestas outrora existentes na bacia do rio Jundiaí, tributário do rio Tietê, em nossa cidade de Indaiatuba. Além de cumprir legislação estadual e federal, podemos citar os seguintes: 

1) preservar a diversidade florística (vegetal) própria da região;

2) oferecer abrigo e alimento à fauna silvestre: mamíferos, aves (incluindo migratórias), répteis, anfíbios, peixes e invertebrados; 

3) propiciar o aumento das populações das espécies nativas, vegetais e animais, reduzindo os riscos de extinção total ou regional; 

4) propiciar a manutenção dos processos hídricos naturais, aumentando a infiltração das águas pluviais (das chuvas) e reduzindo os escoamentos superficiais (enxurradas); 

5) estabilizar as margens do rio Jundiaí, reduzindo o desbarrancamento na ocorrência de torrentes; aumentar a produção de água, reduzindo as secas estivais (no inverno); 

6) aumentar a estabilidade das encostas e reduzir a erosão das terras nas encostas servidas pelos cursos-d’água; 

7) reduzir o assoreamento dos cursos-d’água e assim prolongar a vida útil das barragens a jusante; 

8) reduzir a poluição dos cursos-d’água por produtos utilizados na agricultura; 

9) propiciar a utilização das florestas como recursos pedagógicos para a prática da educação ambiental; 

10) interconectar áreas naturais ainda existentes, garantindo a circulação livre dos animais silvestres e o fluxo gênico vegetal (dispersão do pólen e das sementes); 

11) manter populações estáveis de plantas de interesse humano (medicinais, fornecedoras de madeira, fibrosas, ornamentais e outras) e de microrganismos de interesse industrial; 12) preservar a qualidade e o volume de água para abastecimento humano, agrícola e industrial; 

13) aumentar as áreas apropriadas para abrigo de predadores naturais de pragas agrícolas e; 

14) garantir recursos naturais apropriados para exploração do turismo ecológico. Celso do Lago Paiva (1) fez um levantamento botânico sistemático nas florestas ripárias nos municípios de Indaiatuba, Campinas e Itu. 

Constatou quais são as espécies arbóreas e arbustivas (pioneiras ou secundárias) que devem ser utilizadas para a recomposição da floresta ciliar em nossa cidade (e citada região). São elas:

  • Alecrim-de-campinas
  • Amendoim-do-campo
  • Angicos
  • Araribá-amarelo
  • Araticum-cagão
  • Aroeira-brava
  • Aroeira-pimenteira
  • Banana-de-macaco
  • Branquinho
  • Canafístula
  • Canelinha
  • Capixingüi
  • Chal-chal
  • Corticeira
  • Crindiúva
  • Embaúba
  • Embiruçu
  • Fruta-de-sabiá
  • Gameleira
  • Gerivá
  • Grão-de-galo
  • Guaçatonga
  • Guanandi
  • Ibirapuitá
  • Ingá
  • Jangada-brava
  • Jatobá
  • Jenipapo
  • Jequitibá
  • Lixeira
  • Louro-pardo
  • Louveira
  • Mamica-de-porca
  • Mutamba
  • Paineira
  • Pata-de-vaca
  • Pau-d´alho
  • Pau-d´óleo
  • Pau-jacaré
  • Pau-marfim
  • Pessegueiro-bravo
  • Pindaíba
  • Pombeiro
  • Primavera-arbórea
  • Saguaraji-amarelo
  • Sananduva
  • Taiúva
  • Tapiá-guaçu
  • Timboúva.


(1) Fonte: PAIVA, Celso do Lago, 2003. Projeto "Recomposição de florestas ciliares na bacia do rio Jundiaí no município de Indaiatuba, São Paulo". Parceria Fundação Pró-Memória de Indaiatuba/ Secretário Municipal de Serviços Urbanos da Prefeitura de Indaiatuba/ CPFL Geração de Energia S/A. Indaiatuba, Fundação Pró-Memória de Indaiatuba, 18 p., il.

2 comentários:

  1. Eliana Belo:
    Parabéns pelo blog.
    A respeito de nossas Indaiás (desaparecidas ou quase extintas) seria muito interessante o Governo executivo e legislativo criarem um grupo de pesquisa para a reprodução da espécie, solicitando os auspícios de centro de pesquisas específicos para tal (acadêmicos ou não) e fornercer como outras cidades incentivos governamentais (por exemplo: desconto no IPTU para quem cultivar Indaiá em sua propriedade).
    \o/ Gentil Gonçales Filho
    Professor

    ResponderExcluir
  2. Eliana parabéns pela iniciativa que só faz engrandecer nossa cidade e nosso meio. Sou do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura de Indaiatuba e colocamos nosso viveiro de mudas a disposição para doação destas (muitas nativas que constam em sua lista)Maiores informações pelo fone (19)3801-8834.
    Parabéns...
    ADRIANO MAYORAL

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