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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Rochas estriadas pela passagem de geleiras em SALTO

PESQUISADORA DO INSTITUTO GEOLÓGICO DE SÃO PAULO
VISITA ROCHAS ESTRIADAS TESTEMUNHAS DE PASSAGEM DAS GELEIRAS, RECENTEMENTE DESCOBERTAS NO SÍTIO GUARAÚ, EM SALTO.







Dentro da programação do curso de Geografia Regional Aplicada ao Ensino, Turismo e Meio Ambiente, o INEVAT - Instituto de Estudos Vale do Tietê, em parceria com as entidades, Salto Ambiental e Instituto Aruanã, realizou no último sábado, dia 28 de novembro, excursão de cruzamento geográfico de Salto. A atividade de campo abrangeu as regiões do Planalto Cristalino Atlântico (parte da manhã) e da bacia sedimentar da Depressão Periférica Paulista (parte da tarde).

Cerca de 40 pessoas entre professores, profissionais do turismo e ambientalistas, participam do curso, que conta com o apoio da Prefeitura da Estância Turística de Salto.

A excursão de sábado teve o acompanhamento da geóloga Doutora Annabel Pérez-Aguilar, do Instituto Geológico (Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo), que trabalha na equipe que pesquisa o sítio geológico denominado “pavimento estriado do Guaraú”, localizado em Salto. Também participaram os professores Doutor Salvador Carpi Júnior e Iara Weissberg.

Nesse local, antiga cava abandonada de exploração de argila para fabricação de cerâmica, foram encontradas rochas graníticas que guardam vestígios de passagem das geleiras, relacionadas a glaciação neopaleozóica. Durante a sua exposição, Annabel explicou que entre 320 e 270 milhões de anos atrás (período neopaleozóico) o supercontinente Gondwana foi afetado por um evento glacial de grandes proporções que durou cerca de 100 milhões de anos.

A descoberta tem grande importância científica, uma vez que amplia a área já conhecida em Salto, onde ocorrem afloramentos de rochas do tipo “moutonnée”. Este conjunto de rochas, juntamente com os afloramentos de varvitos em Itu constituem ocorrências geológicas de grande importância para o conhecimento da Geologia.

No sítio geológico do Guaraú os “pavimentos estriados” aparecem sobrepostos por camadas de sedimentos antigos, identificados por Annabel como “diamictitos”. Segundo ela. tais ocorrências “testemunham a ocorrência de glaciação neopaleozóica na borda leste da Bacia do Paraná”.


O curso, que se destina a professores do ensino fundamental e médio e profissionais do turismo, terminará no dia 12 de dezembro com evento de mesa redonda, com início marcado para as 9h00, no Centro de Educação e Cultura de Salto. Na oportunidade serão debatidas questões relacionadas ao conhecimento do patrimônio geológico e geográfico regional e formas de preservação.


Colaborou: Claudia Kreidloro

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