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sábado, 18 de abril de 2015

Os antigos "trolys" de Indaiatuba [e o chafariz]

Texto de Ejotaele*
Ejotaele escreve sobre o início do século XX

Muitos dos velhos moradores de Indaiatuba deverão lembrar que, ainda por volta de 1914, não havia outro meio de condução, senão aquelas viaturas de quatro rodas e dois assentos que eram os "trolys", que os negociantes e viajantes deles se serviam para viagens aos sítios mais distantes da cidade e geralmente para Itaici, onde pela facilidade de horário havia trens com destino à Capital.

Esses "trolys" obtiveram grande aceitação popular, pois serviam para tudo e para todos.

Uma voltinha de "troly" naqueles tempos, adquiria o sabor de uma novidade!

Apenas três dessas viaturas davam conta do serviço e seus proprietários eram João Ciampi, Evaristo Delboni e Hemérito Rodrigues.



Trole fotografado perto da Estação Ferroviária de Helvetia, 
o meu bisavô Benedito Estevam de Araujo é um dos ocupantes 
(nota de Eliana Belo Silva)



Quantos episódios, quantos recantos da cidade poderiam reviver e  palpitar na tarefa de plasmação emotiva e histórica.

Aqueles que habitavam Indaiatuba nos primórdios deste século e buscavam hoje evocar lembranças daqueles tempos, hão de sentir, por certo, uma impressão de nostalgia e tristeza na visão restrospectiva das condições paupérrimas da cidade-vila, sem vida, tumularmente silenciosa, mas o seu povo exemplarmente bom e generoso, relembrando-lhe os costumes curiosos e "sui generis", especialmente a petizada dos tempos dos carrinhos d ´água "de uma lata" ou de "duas latas", fazendo ressurgir, em doces fluídos de imaginação, o velho chafariz de água boa e límpida, símbolo e relíquia da velha cidade, recanto quase sagrado, onde beberam amores e saudades as gerações passadas, que a força do tempo não consegui ofuscar...

A lembrá-lo é quase uma história toda, pois os velhos indaiatubanos tem-no como monumento do coração, ante a mágica sinfonia de sua fonte! 

Quem não se recorda daquela verdadeira procissão de carrinhos d´água que demandava o chafariz, numa comunhão de moços e moças, de velhos e crianças, de mulheres humildes que se dedicavam ao mister de lavar roupas e daqueles que iam dar o seu passeio à biquinha e ali beber a famosa água que deu personalidade à cidade dos indaiás?

Da Indaiatuba de antanho à Indaiatuba hodierna vai uma distância considerável.

Indaiatuba tem sabido de tal modo assimilar e adaptar-se às sucessivas transformações da vida moderna, numa renovação suave e perfeita, que o tempo por ela passa, vendo-a remoçar-se e consolidando-se cada vez mais suas funções.

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