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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Resistência ao projeto de ampliação de Viracopos pode contar com pequena vitória - MAS A LUTA CONTINUA

Este post é composto por um texto publicado no dia 10 p.p. É a evidência de que as pessoas, entidades, ONG´s, comunidades de bairro, moradores, etc. que estão envolvidas na questão da ampliação de Viracopos foram ouvidas. O projeto de ampliação da pista ainda pode ser considerado como megalomaníaco, mas já avançamos com nossas ações de resistência, reduzindo o mesmo a fim de preservar a comunidade histórica de Friburgo, em Campinas. Não somos contra a ampliação, mas somos a favor de um projeto que preserve os manaciais, o cerrado e as comunidades históricas de Friburgo e Helvetia.

NOVO TRAÇADO PRESERVA O PATRIMÔNIO
Alteração em obra de pista do aeroporto salva igreja e escola de Friburgo, além de nascentes



texto de Maria Teresa Costa, da Agência Anhanguera

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não vai mais desviar a ferrovia que integra o corredor de exportação para poder construir a segunda pista do Aeroporto Internacional de Viracopos. Em vez de fazer um desvio de 6,5 quilômetros, a empresa optou por passar os trilhos, em túnel, embaixo da futura pista do aeroporto. A estatal obteve o aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para essa solução que, segundo a Infraero, reduzirá o impacto sobre as nascentes existentes no sítio aeroportuário. Serão atingidas com o novo projeto duas, de nove nascentes que deveriam estar no traçado. O projeto irá reduzir a área a ser desapropriada em um milhão de metros quadrados, no bairro Friburgo, na região Sudoeste de Campinas, preservando a igreja e a escola locais. Parte do bairro, que é considerado patrimônio histórico, porém, segue nos planos de desapropriação da Infraero.

A solução encontrada para a ferrovia é mais uma mudança na proposta original visando obter o licenciamento ambiental. Anteriormente, a Infraero havia decidido deslocar a futura pista em 400 metros na direção da Rodovia Santos Dumont e em 200 metros na direção da pista atual. Com isso, a terceira pista, cuja construção está prevista na segunda fase de ampliação, em 2025, também será deslocada em 200 metros. A segunda pista terá 3,6 mil metros de comprimento por 60 metros de largura, com a correspondente pista de rolamento paralela. Esta pista de rolamento deverá possuir uma largura de 25 metros e acostamentos de 17,5 metros.

A ferrovia integra o corredor de exportação que atravessa Campinas no sentido Norte/Sul, passando por áreas urbanizadas da região do Campo Grande, entre loteamentos ocupados como o Jardim Florence e Satélite Íris, seccionando também o aterro Complexo Delta.

O prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) acredita que os impasses que impediam o licenciamento ambiental da obra estarão superados com as novas soluções encontradas e a construção da segunda pista poderá ter início.

O prefeito disse que já pediu uma audiência com o governador Alberto Goldman (PSDB) para, junto com a Infraero, pedir a aceleração da liberação da licença ambiental prévia. “As soluções apontadas irão minimizar os impactos ambientais. Estamos com a Copa do Mundo às nossas portas e as obras precisam iniciar rapidamente”, afirmou Hélio.

Em reunião realizada entre técnicos da Prefeitura e da Infraero, na última quarta-feira, foi informado que na próxima semana seguirá para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) as respostas aos questionamentos feitos pela agência ambiental e todos os estudos pedidos na requisição de informações complementares (RIC).

O processo de licenciamento tem, até o momento, 15 volumes com mais de 3,2 mil páginas que serão acrescidos da requisição de informações complementares (RIC). Com o envio desse material, que entre outras coisas propõe o deslocamento da segunda pista em relação ao plano original, o prefeito acredita na concessão da licença prévia.

O secretário municipal de Planejamento, Alair Godoy, avaliou que as alternativas encontradas vão permitir a expansão do aeroporto sem agressões severas ao meio ambiente. Ele considerou também importante a decisão de tirar a igreja luterana, a escola de Friburgo e o centro social de Friburgo da desapropriação. “Com isso a história e cultura da comunidade será preservada”, afirmou.

Nas mudanças que serão realizadas, um dos nós continua sendo os bairros situados do outro lado da Rodovia Santos Dumont, que estão dentro da área da curva de ruído e que a Infraero desejava ver desapropriada. O prefeito, no entanto, se recusa a desapropriar os bairros, dos quais muitas das áreas foram invadidas, e optou por alterar o zoneamento da região, para uso industrial. A decisão, que foi anunciada no ano passado, se mantém e está entre as propostas que a Cetesb vai analisar antes de emitir o licenciamento ambiental prévio.

O NÚMERO

12 QUILÔMETROS
É a distância entre o bairro Friburgo, ameaçado por obras da Infraero, e o Centro

Moradores de Friburgo continuam temerosos

Comunidade aguarda comunicado oficial da Infraero para definir futuro

Apesar de a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) dizer que a Igreja Luterana e a Sociedade Escolar do bairro de Friburgo não serão mais desapropriadas, os moradores estão temerosos quanto ao destino da área. Eles alegam não terem recebido comunicado formal sobre a decisão e ainda temem sobre o que pode acontecer.

Gerson Schafer, de 56 anos, membro da Igreja Luterana e um dos tesoureiros da Sociedade Escolar de Friburgo, não sabe se pode comemorar. “Até o momento, nós só temos ouvido boatos. Ninguém ainda veio fazer um comunicado oficial. Mesmo assim, temos um pouco de esperança de que essa área será preservada, principalmente porque, em 2009, foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) como patrimônio histórico da cidade”, afirmou. Além de ser membro da Igreja e da Sociedade Escolar, Schafer mora em Friburgo e sabe que sua residência não será salva.

Outros moradores da região ainda têm esperança de continuar em suas casas. O aposentado Luiz Ribeiro da Silva, de 70 anos, mora em Friburgo há cinco anos e não quer deixar o espaço ao qual se apegou. “Eu não sei como está o andamento das coisas, mas não queria sair do meu cantinho e nem me separar das minhas plantas” , lamenta Luiz Ribeiro. O espaço onde mora foi cedido por amigos. “Se eu tiver que sair daqui, não tenho o direito de pedir nada para os donos, mas vou tentar pedir para Infraero me conseguir uma casinha, nem que seja na beira da favela”, disse o aposentado. (Inaê Miranda/AAN)



Balcão do aeroporto de Viracopos - Década de 1980

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