BEM-VINDO AO BLOG DE ELIANA BELO
Arquivo virtual de História, Memória e Patrimônio de Indaiatuba (SP) e região.*

Este blog só é viável com o auxílio de vários colaboradores; seja um também, divulgando seu (s) texto (s) ou imagem (ns).

CITE A FONTE ao fazer uso de textos ou imagens publicados neste blog; grande parte do material foi cedido generosamente por colaboradores.

sábado, 25 de junho de 2011

Rodoviária de Indaiatuba


O Terminal Rodoviário de nossa cidade foi projetado pelo arquiteto Shinobu Kuze, a pedido da Prefeitura Municipal, durante a administração do prefeito Clain Ferrari.

A obra foi iniciada em agosto de 1982, na Praça do Rotary, em uma área de aproximadamente 6.800 metros quadrados, tendo sido concluída em dezembro de 1983.

Logo após a construção, a Prefeitura contratou uma empresa que passou a se responsabilizar pela administração do terminal rodoviário: a Socicam, grupo que tomava conta também de outras rodoviárias, que passou a ter como atribuições como disciplinar os horários de trânsito em conjunto com a principal transportadora que prestava serviço em Indaiatuba, a Viação Bonavita, que inclusive começou sua história transportando pessoas do Descampado (atual Viracopos) para Campinas.

Até então, a Viação Bonavita era a única operadora que fazia viagens de Indaiatuba para os arredores, fundamentalmente para São Paulo, Viracopos, Salto, Itu e Campinas, esta última de onde os indaiatubanos faziam baldeação para outras cidades.




Charge que eu ganhei de um aluno - Messias Marcelo - em 1987, quando dava aulas na FIEC


Assim que a nova rodoviária foi inaugurada, outras transportadoras começaram a prestar serviço aqui, mas sem concorrer com os trajetos da Viação Bonavita, o que acontece até hoje. Esse monopólio acaba muitas vezes sendo criticado pelos usuários correntes, aqueles que precisam dos serviços de transportes todos os dias; que entedem que uma concorrência melhoraria a qualidade dos serviços prestados, cujo maior problema é a supelotação, principalmente para que faz uso em horários de pico para se deslocar para cidades vizinhas para trabalhar.

Entre os novos itinerários disponibilizados após a inauguração, houve uma inovação: a implementação de transportadoras que passaram a fazer a rota Indaiatuba- Paraná , Paraná- Indaiatuba. Isso foi um reflexo do grande surto migratório de paranaenses que vieram para Indaiatuba desde a década de 1970, pessoas essas que praticamente foram os pioneiros de um populoso bairro de trabalhadores de nossa cidade: o Jardim Morada do Sol.


Imagem cedida por Willian Gubel, originalmente disponibilizada no grupo Dinossauros de Indaiá


O projeto original da Rodoviária, que até hoje não foi estruturalmente modificado, conta com uma área construída de 2.475 m2, dividida em 3 blocos.

O primeiro contém as salas e fica praticamente no centro do terminal. Na época de sua inauguração, duas delas eram de transportadoras: uma para a Viação Bonavita e outra para a que fazia o trajeto Indaiatuba- Paraná , Paraná- Indaiatuba; uma sala era um posto telefônico, outra era um centro de operações da polícia e outra era para informações.

O segundo bloco possui salas para lojas. Desde sua inauguração, os comércios ali implementados pouco mudaram: uma banca de jornal, lanchonete, souvenirs, confecções, cabeleireiro.

O último bloco foi planejado para funcionar a sala da administração e controle, almoxarifado, sanitários feminino e masculino.

O projetista teve a percepção de integrar o transporte público de ônibus com o de taxi e também fez conter no projeto uma área de estacionamento onde os taxistas ficam estacionados dentro do complexo, integrando assim, de forma completa, estes dois meios de transportes. Isso facilita - muito - a vida dos passageiros, que mudam de um meio para o outro abrigados de intempéries.

No entorno de tudo isso e também de forma abrigada, ficam as áreas de espera e circulação, embelezadas por um jardim, que com suas árvores acolhem um pequeno estacionamento, onde passageiros entram e saem de automóveis de forma ligeira e segura.

Finalmente há as plataformas de embarque e desembarque. Somam-se oito no total, que na ocasião de sua inauguração, estavam cravadas em um excelente e estratégico local, de fácil acesso à Avenida Presidente Vargas e à Avenida Visconde de Indaiatuba - também na época recém construída pelo prefeito Clain Ferrari -, sendo que ambas facilmente ligavam-se à Rodovia Santos Dumont. Hoje, após 27 anos da festiva inauguração, o trânsito no entorno ficou complicado e com o crescimento da cidade do lado Sul, já existe há vários anos uma demanda de construção para um outro terminal, que acolha as necessidades dos usuários que moram nessa “nova” região da cidade, que possui, inclusive, um maior índice habitacional.

Na citada festiva inauguração, o primeiro ônibus que chegou na rodoviária, foi recebido com pompa: representando os demais da categoria, o motorista que o conduziu recebeu um cartão de prata. No ano seguinte à inauguração, a média de embarques diários variava entre 2800 à 3000 pessoas.

Na época da construção, o número divulgado do investimento na obra foi de CR$ 109.268.000,00, ou seja, cento e nove milhões e duzentos e sessenta e oito mil cruzeiros.




Sr. Brunetti - um dos pioneiros do transporte público em nossa cidade


.....oooooOooooo.....

Atualmente, a Rodoviária de Indaiatuba tem um site. Visite-o aqui.

.....oooooOooooo.....



A imagem abaixo foi postada por Emil Geiss no grupo virtual do Facebook Dinossauros de Indaiá.

É o registro fotográfico da primeira "transportadora" urbana que tivemos em Indaiatuba, da família Brunetti.

O ponto era na rua Bernardino de Campos, em frente à praça do Centro da Cidade.


Achiles Brunetti e Zuleika Brunetti na "jardineira" que fazia translado de indaiatubanos.
Repare a identificação: Campinas - Indaiatuba - Itu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

POSTAGENS MAIS PROCURADAS - Última semana

Procura-se generosidade

A autora deste texto pediu para permanecer anônima.

SEJA UM DOADOR DE ÓRGÃOS E AVISE À SUA FAMÍLIA.

Tenho 34 anos, sou médica e natural de Salvador- BA. Com 28 anos recebi o diagnóstico de um raro tumor maligno em pâncreas que foi totalmente retirado em 2010 mas, alguns meses após a cirurgia, já existiam metástases no Fígado. Durante quase dois anos, após uma cirurgia bem sucedida de retirada de uma parte do fígado em 2014, fiquei livre de doença. Há alguns meses foram detectados novos nódulos hepáticos e A MINHA CHANCE DE CURA ESTÁ NA REALIZACAO DE UM TRANSPLANTE DE FÍGADO, já que não existem mais outras opções de tratamento viáveis. Acabo de entrar na lista de espera para o transplante, juntando-me a pelo menos mais 92 pacientes que aguardam receber um novo fígado aqui na Bahia. O grande problema é que o número de doações de órgãos vem diminuindo devido à grande recusa por parte das famílias (70 por cento) e também por questões estruturais como o mau estado de conservação dos órgãos que chegam para as equipes de transplante inviabilizando o processo. Neste ano de 2016, segundo um de meus médicos, foi realizado apenas um (1) transplante de fígado na Bahia ( sendo que estes já chegaram a 50 por ano e já estamos quase no meio do ano). Penso que se nos unirmos para tentar sensibilizar a população sobre a importância de ser um doador de órgãos e tecidos e avisar esse desejo aos familiares, assim como se conseguirmos uma boa adesão dos profissionais de saúde para informarem e sensibilizarem as famílias nos serviços em que trabalham, tentando diminuir o tempo entre o diagnóstico de morte encefálica e a doação, podemos fazer nossa parte para tentar melhorar esse quadro. Peço também apoio da mídia e dos governantes para que possamos melhorar os índices através de informação, por meio de campanhas educativas e melhorias estruturais. Enfim, que esse apelo possa chegar a todos que de alguma forma possam ajudar. Eu, e muitos outros, temos lutado durante muito tempo pela vida. Que ela possa continuar através da doação de alguém que já cumpriu sua missão e que agora oferecerá essa oportunidade a outros que ainda precisam cumpri-la. Que a Deus seja entregue essa decisão.

Muito OBRIGADA a todos!

UM DOADOR DE ÓRGÃOS PODE SALVAR ATÉ 7 VIDAS. Mas você também pode ser um doador em vida.

INFORME-SE. DOE ÓRGÃOS, DOE MEDULA ÓSSEA, DOE SANGUE, SALVE VIDAS.

"TUDO O QUE SE PERDE É O QUE NÃO SE DÁ"
Madre Teresa de Calcutá.

Indaiatuba - A cidade que tem um urubu de estimação

Indaiatuba - A cidade que tem um urubu de estimação
Ave silvestre foi domesticada e atualmente voa livremente pela cidade, pousando em logradouros públicos, tornando-se conhecida e querida pelos indaiatubanos. Ajude a preservar!

Pelo reconhecimento das diferenças que existem entre nós. Só assim teremos oportunidades iguais!

Pelo reconhecimento das diferenças que existem entre nós. Só assim teremos oportunidades iguais!
Datas alusivas despertam a consciência pois estimulam a reflexão. Não faça uso da borracha preconceituosa que tenta apagar as diferenças. Pelo contrário! Reconheça as diferenças e valorize cada diversidade. Parafraseando Boaventura de Sousa Santos: “temos direito a reivindicar a igualdade sempre que a diferença nos inferioriza e temos direito de reivindicar a diferença sempre que a igualdade nos descaracteriza.”

SEGUIDORES