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domingo, 22 de abril de 2012

Minúsculo tratado sobre a evolução da comunicação e a cidadania

Os nossos mais antigos ancestrais, aqueles muito parecidos com macacos - mas que não era macacos - e sim, primatas peludos (para alívio de alguns, há diferença entre eles!), provavelmente já se comunicavam com seus semelhantes em uma linguagem rudimentar, mesmo que através de uma linguagem corporal ou grunhidos e gritos.

Aos poucos, essas formas de comunicação evoluíram para a palavras mais articuladas relacionadas à objetos do cotidiano – comida, principalmente; até que culminou com a linguagem escrita, ou melhor desenhada, obviamente usada para relatar como que se pegava ela, a comida novamente.

De pictórica, essa linguagem escrita passou a ser ideográfica, passando a representar não mais apenas coisas, mas ideias. E assim surgiram as primeiras pedras de argila e mais tarde os pergaminhos para registrar as leis de regras sociais, inicialmente para contabilizar o quê? A comida.

Mas como há pessoas que são diferentes de mim, que não pensam privilegiadamente na comida, surgiram também poemas, leis, regras, tratados, contos e tudo o mais. A grande dificuldade dessa época era a reprodução de tudo isso, feita de maneira artesanal. Na Idade Média, por exemplo, houve uma evolução nesse sentido: nos grandes mosteiros haviam os monges que ficavam horas à fio escrevendo cópias de manuscritos e miniaturas de gravuras. Obviamente apenas de textos relacionados à ideologia católica; mas mesmo censurada, a prática trouxe bons resultados do ponto de vista da divulgação.

Até que ele – que adorava comer – Gutenberg inventou a tipografia em 1445, ou seja há pouco tempo atrás se considerarmos que aquele primata peludo do começo do texto já vivia há 40.000 mil anos antes. Lá no passado os decretos, as leis, as notícias e outros textos eram difundidos por um correio rudimentar, basicamente monopolizado pela classe dominante: cavaleiros galopavam por estradas quase sempre poeirentas – se existentes!, levando os documentos para serem conhecidos a longa distância.

Mas com Gutenberg isso mudou: documentos começaram a ser copiados e geraram as valorosas bibliotecas do Renascimento, os jornais que insuflaram a Revolução Francesa, os panfletos que fizeram eclodir a Reforma Religiosa e muito mais que não se pode mensurar, tamanha a grandeza do impacto. Depois surgiu a Internet, e principalmente as redes sócias. Inicialmente a comunicação pela web gerou uma discussão sobre o fim dos jornais, revistas e livros em papel.

Profetizou-se o fim deles, assim como aconteceu com o cinema, na época do advento do videocassete. Embora isso não tenha acontecido, pois o prazer de se ler com o “papel” na mão não foi e nem será substituído por um tablet, o fato é que a internet mudou o modo de divulgação da informação. Antes, precisávamos esperar o horário do Jornal Nacional para ouvir as notícias do dia, precisávamos esperar a revista semanal para estar por dentro das análises.

Agora não: todos os cidadãos plugados são repórteres e a profissionalização da divulgação da notícia não existe mais. Qualquer um, mas qualquer um mesmo, anda com seu celular, com sua máquina fotográfica digital e na hora do seu almoço, entra na rede e espalha notícias como bem entende.

Claro que se espalha muito lixo, muita gente exagera na exposição vulgar ou desnecessária de sua – ou do vizinho – vida privada. Mas a Cidadania, essa sim, ganhou e pode ganhar muito mais. E esse ganho tem sido mundial, sendo que o maior exemplo é a Primavera Árabe, uma sucessão de acontecimentos que têm derrubado ditaduras seculares através de movimentos sociais organizados no Facebook.

Em nossa Indaiatuba, na mesma plataforma, temos vários grupos cidadãos. Inicialmente foi o grupo Dinossauros de Indaiá, que começou com uma brincadeira entre amigos para relembrar o passado, e hoje é o principal acervo iconográfico da História de Indaiatuba, com mais de 6000 fotos identificadas e o que é mais importante: compartilhadas.

Há o grupo que se organiza para discutir sobre o Pedágio, há grupo que se organiza para discutir sobre o Trânsito. Há também o Indaiatuba Ativa, que possui um foco mais amplo, debatendo, denunciando, questionando e fiscalizando vários focos diferentes, todos relacionados à Indaiatuba e suas dimensões diversas como Educação, Saúde, Segurança, Política.

Com isso, surge um novo conceito de analfabetismo: o analfabeto digital. Se você é um daqueles que ainda não entrou na rede e por motivos vários ainda não quis enfrentar um computador, lembre-se que esse meio de informação e divulgação está fazendo História, está legitimando o nosso direito de exercermos nossa liberdade de falar, de ser ouvido, de ser comentado.

De mudar de pensamento após conhecermos a opinião do outros, de sermos mais flexíveis e mais próximos, mesmo na correria dessa vida. Ali tudo mundo vê e é visto, e essa liberdade, se bem empregada, é um importante meio para que possamos exercer nossa cidadania. V

enha para a rede também e surpreenda-se com o dinamismo, o nível de criticidade e comprometimento de nossa gente indaiatubana. Ou, simplesmente...divirta-se!


Alguns dos grupos de Indaiatuba:
http://www.facebook.com/#!/groups/indaiatubaativa/ http://www.facebook.com/#!/groups/dinossaurosdeindaia/
http://www.facebook.com/#!/groups/antipedagio/

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Indaiatuba - A cidade que tinha um urubu de estimação

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