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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dia 11 de setembro - DIA DO CERRADO

Dia 11 de setembro é o DIA DO CERRADO.
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Longe de comemorações festivas, a data deve servir para informação e reflexão.
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Em nossa região, na divisa entre Indaiatuba e Campinas, perto do Aeroporto de Viracopos, Helvetia e Friburgo há um remanescente desse bioma que precisa de respeito e atitude para ser preservado.
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O Brasil possui a maior extensão de cerrado da América do Sul, mas por ser uma paisagem que não possui a exuberância de nossas florestas, pantanal ou mesmo o charme do pampa, ela não está muito presente na mídia e, por ser em grande parte rasteira, muitos a reduzem (ou confundem) com "mato".
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A verdade é que no cerrado há plantas que se adaptam e que não se reproduzem noutro lugar se deslocadas.
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Também há uma grande gama de passáros e mamíferos, tais como tamanduá-bandeira, tatu-gigante, onça-pintada e lobo-guará, que competem com a rápida expansão da fronteira agro-pecuária no Brasil e mais especificamente no "nosso" Cerrado Campineiro, estão ameaçados pela expansão do aeroporto.
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Abaixo, uma exposição* de flores típicas do cerrado. Conheça, delicie-se e divulgue essa riqueza!
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Cerrado é floresta de ponta cabeça




Árvores e arbustos do Cerrado vêm sendo, ano a ano, substituídos por soja. Já são mais de 100 milhões de hectares no chão. Acontece que grãos não cumprem a função ecológica da vegetação nativa do bioma, um dos mais antigos do mundo formado há pelo menos 40 milhões de anos, abrigando centenas de espécies de flora e fauna. Essa velha floresta de cabeça para baixo é que abastece a caixa d'água do Brasil. Suas raízes profundas recarregam os aquíferos que abastecem boa parte do país. 



Como destruição do Cerrado ameaça ‘floresta de cabeça para baixo’ e abastecimento de aquíferos



Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado tem papel central na distribuição das águas que abastecem boa parte do Brasil. É nele que nascem vários dos rios que integram seis das principais bacias hidrográficas brasileiras - Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica -, e mais de cem espécies diferentes de frutas, das quais apenas 40 são exploradas comercialmente.

O equilíbrio desse ecossistema, contudo, está ameaçado pelo avanço da agricultura em larga escala.


Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 20% das espécies de plantas e animais exclusivas ao bioma já foram extintas, e ao menos 137 espécies de animais da região correm o risco de desaparecer.
"A gente não tem mais aquele habitat natural, porque esse tipo de vegetação deu lugar às lavouras: à soja, ao milho, ao feijão, ao arroz - e eles não têm a mesma função ecológica do Cerrado", alerta Mauro Alves de Araujo, técnico agrícola especializado na identificação de espécies vegetais.
Boa parte das últimas áreas de Cerrado se encontra na região conhecida como Matopiba (que engloba trechos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) - considerada uma das últimas fronteiras agrícolas do país.
"A gente está trocando árvore por herbácea, e isso na matemática (da ecologia) é cruel", acrescenta Araujo.
O Cerrado é um dos biomas mais antigos e biodiversos do mundo. Começou a se formar há pelo menos 40 milhões de anos e abriga centenas de espécies de animais e plantas que só existem lá.
Para sobreviver às longas secas que ocorrem na região, muitas árvores locais desenvolveram sistemas de raízes extremamente profundas e ramificadas.
Graças a essas raízes, várias espécies do bioma jamais perdem as folhas, nem mesmo no auge da estiagem.
As raízes podem ser muito mais extensas que as copas das árvores, o que faz com que o Cerrado seja conhecido como "floresta de cabeça para baixo".
Árvores presentes no bioma - entre as quais buriti, pequi, jatobá e baru - garantem ainda uma dieta rica para os habitantes da região.
Vídeo: Davi Boarato disponível em:

"Como destruição do Cerrado ameaça ‘floresta de cabeça para baixo’ e abastecimento de aquíferos" - BBC, 08/02/2018: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42995360




* Crédito da pesquisa e imagens: Mario Capelutto e Ida Aranha.

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Um comentário:

  1. Oi Eliana,
    Muito importante lembrar-se do dia da serrado. É tão importante preservar-se o serrado quanto preservar a floresta!
    Infelizmente, veja o que o Ministro do meio ambiente comentou agora há pouco no "Terra":
    "Serrado desmata mais que Amazônia, diz Minc 10 de setembro de 2009 • 11h18 • atualizado às 11h43

    "No Brasil, desmata-se anualmente uma área de 20 mil km² de Cerrado a cada ano. Isso corresponde ao dobro do que é desmatado na Amazônia. A informação antecipada nesta quinta-feira pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, durante a abertura da Comissão Legislativa Participativa da Câmara dos Deputados será detalhada durante entrevista destinada a apresentar o primeiro monitoramento do desmatamento do Cerrado brasileiro.

    "Há 10 anos, segundo nossos dados, tanto a Amazônia como o Cerrado desmatavam 20 mil km² por ano. Felizmente conseguimos, por meio dos programas tocados pelo governo, reduzir pela metade o desmatamento no bioma amazônico. A má notícia é que ainda não conseguimos fazer isso pelo Cerrado", disse Minc.

    O ministro ressaltou a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/95, que torna patrimônios nacionais o Cerrado e a Caatinga. "Já faz 14 anos que essa PEC está tramitando. É importantíssimo que estendamos o monitoramento do desmatamento também a outros biomas, como a Caatinga, o Pantanal e o Pampa", afirmou o ministro.

    Segundo Minc, será possível apresentar metas concretas visando à redução do desmatamento de todos os biomas a partir de junho de 2010. "A base do plano será apresentada ainda hoje. O Cerrado é fonte da maior parte do manancial de águas do país e não pode ser prejudicado pelo agronegócio", acrescentou.

    Após participar da abertura da comissão, Minc seguiu para a sede do Ministério do Meio Ambiente para lançar o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento no Bioma Cerrado".
    Agência Brasil

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