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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Crônicas de ANTON AMBIEL - 2a. parte: Da fundação da Colônia Helvetia em 1888 até fatos de 1899


A 1a. parte desta crônica você pode ler aqui.


A abolição da escravatura e a consequente falta de trabalhadores, a crise econômica, a mudança de sistema de governo pela deposição do imperador D. Pedro II, tiveram também como consequencia a desvalorização das terras. Assim, vários colonos, que com amargo suor tinham conseguido economizar algum dinheiro, tiveram oportunidade de comprar terras, ter o seu próprio lar. Graças também a uma disposição que veio do alto, as quatro famílias, Ambiel, Bannwart, Amstalden e Peter Wolf, ao todo 34 pessoas. Juntando o pouco dinheiro disponível, pois parte da cmpra seria paga a vista e a parte maior, a crédito, puderam comprar o Sítio Capivary Mirim e uma parte da Serra D´Água, num total de 468,5 alqueires. No dia 14 de abril de 1888 [data considerada como a de fundação da Colônia Hlevetia, nota de EBS] , a compra foi registrada em Itu, sendo vendedores a viúva Dona Gertrudes Sampaio Goes e os descendentes do falecido Vicente Sampaio. [Vicente Sampaio Goes, nota  de EBS.]

O preço da compra foi de 23:000$000 (vinte e três contos de réis); a metade do preço deveria ser paga à vista e o restante no prazo de um ano sob hipoteca, obrigações essas que, felizmente, puderam ser cumpridas. Conforme levantamento topográfico feito em 1894 pelo Engenheiro Capitão Gonçalves Pimenta de Campinas e divisão, feito pelo Engenheiro Hans Ravache, de Itu, no ano de 1895, a área total comprada foi de 468,5 alqueires.

O preço da primeira medição judicial foi de 6:486$000 e da segunda, amigável, de 4:445$000. Na área comprada havia 4500 pés de café, sendo que a primeira colheita, feita depois de 6 meses apresentou um resultado de 7:350$000. A colheita de milho deu 79 carroças (770 Kg por carroça). Havia ainda uma reserva de milho e feijão da colheita anterior. Incluídos na compra estavam: 65 cabeças de gado, 16 cavalos e burros, 25 porcos, 22 carneiros, um trole equipado, 2 carros de bois e 3 carroças. A velha casa do fazendeiro ficou para Pedro Wolf. Havia ainda a máquina de beneficiar café, num velho engenho da Serra D´Água, em péssimas condições, duas casas de moradia, também em mau estado de conservação, um moinho de fubá, um monjolo, alguns paióis e uma senzala coberta de sapé. Tudo estava em péssimo estado.

Não havia cercas e o gado dos vários sítios vizinhos se misturava. Os pastos, já há muitos anos não tinham sido renovados. Estando tudo em deterioração, só com muito esforço, trabalho e grandes gastos foi possível, aos poucos, dar à paisagem um aspecto melhor.

Em 1891 foi comprado o Sítio Prado, de Antônio Dias de Oliveira Cruz, pelo preço de 29:000$000. Lá havia 20.000 pés de café em más condições, muita terra para o pasto, café e outras culturas e algumas construções. Os compradores foram os irmãos Ambiel, Benedicto Amstalden e Pedro Wolf. Neste ano de 1891, depois de uma permanência de 10 anos no Brasil, foi possível a Anton Ambiel e Benedikto Amstalden fazer, pela primeira vez, uma visita à velha Pátria. Depois de três meses voltara à pacífica Colônia Helvetia, trazendo mais 18 imigrantes solteiros.

Em 1892 foi comprada pelos Irmãos Ambiel, José Gut e Irmãos Bannwart a Fazenda Santa Maria, pelo preço de 110:000$000.

Vendedores foram Dr. João Sampaio Ferraz e os herdeiros do falecido Joaquim Sampaio Goes. Lá estavam plantados 58.000 pés de café e havia muitas construções mal conservadas.

Em 1893 os irmãos Bannwart compraram de Porfírio de Amaral Campos o sítio chamado Schwand, pelo preço de 27:000$000, com aproximadamente 4.000 pés de café de um ano.

Nesse mesmo ano João Bannwart, Ignaz Ambiel e Pius Amstalden viajaram para a Suíça, regressando em outubro, trazendo mais 11 imigrantes, entre os quais Joseph Bannwart e Johann Deschwanden, professor. Em 1895 Benedikto Amstalden e sua esposa Josefa também visitaram a Suíça. Regressaram depois de 4 meses e, em sua companhia vieram, entre outros imigrantes, duas irmãs de Benedito Amstaldem e seu irmão Fraz Amstalden, mestre carpinteiro. Nessa ocasião, Benedikto Amstalden trouxe de presente para a Sociedade de Tiro ao Alvo, a bela bandeira e também valiosa taça, presentes dignos de ser lembrados.

Em 1892 Luiz Amstalden Adquiriu de Manoel Leite, junto à Serra D´Água, dois alqueires de terra com casa, pelo preço de 2:000$000. Em 1894, o mesmo comprou o sítio vizinho, de Carlos Sandera, por 7:000$000. Theodoro Bannwart comprou de Christian From e João Sigrist dois sítios que ele vendeu em 1894 para Antônio Ming e Joseph Amgarten. Em 1895 Melk Linder comprou de João Rohweter um sítio em Vira-Copos e, em 1896, Johann Fanger comprou dos Irmãos Bannwart um sítio em Morro Torto. Luiz Britschgi, na Serra D´Água, comprou de Dona Anna Rosa, cerca de dois alqueires. Os Irmãos Bannwart venderam para Peter Zobrist e Filhos um sítio, perto do já mencionado Schwand. Também no ano de 1897 os irmãos João, Sebastião e Pius Müller adquiriram um sítio dos Irmãos Bannwart, o "Schwand".

A área descrita e todas as áreas limítrofes somam um total de 1.150 alqueires, constituídos de 1/4 de terras de boa cultura de 3/4 para criação de gado e matas. São ao todo aproximadamente 220.000 pés de café, dos quais, 150.000 em produção, dando, em média, nestes últimos anos, 5.300 arrobas. Além disso, planta-se mais milho, feijão e batatas do que o necessário para o consumo. A mandioca, plantada em grande quantidade, se usa também como complementação do milho.


Mapa que destaca a área que ocupava as terras da Colônia Helvetia, na ocasião da implantação da  rede ferroviária (ver mais em http://www.estacoesferroviarias.com.br/h/helvetia.htm)


Os moradores possuem agora 500 cabeças de gado, 120 cavalos e burros, inúmeros porcos e galinhas. Muitos ovos e muita manteiga são levados todos os sábados para Campinas onde têm boa aceitação. Aproximadamente 1.000 colméias também dão um bom rendimento.

As vezes se sonha com a implantação de uma pequena indústria nessa região, para aproveitamento da energia das quedas de água existentes, mas só Deus sabe quando isso vai acontecer.

A Colônia já possui (na década de 1890) 70 casas de moradia, inúmeros paióis de milho, muito gado, porcos e aves, duas olarias, quatro moinhos de fubá, duas máquinas para beneficiar café e uma escola, construída em 1894.

Em 1895, por ocasião da medição de terras, o terreno da escola, medindo um alqueire, foi reservado, em comum acordo com todos os proprietários, para a escola e uma capela, a ser ainda construída. Cada proprietário só poderia vender sua fração de propriedade nesse terreno da escola e capela para outro proprietário e nenhum teria o direito de construir sobre esse terreno ou ter vantagens pessoais, sem a concordância dos proprietários. Foi combinado entre os proprietários que essas condições seriam registradas em cartório.



Técnica Mista, por Silvana Amstalden, 2009
Acervo Silvana Amstalden  - disponibilizado em http://www.suicosdobrasil.com.br


De 1890 a 1894 se casaram quatro irmãos Ambiel e três irmãos Bannwart, que contam juntos 22 filhos.

A População de Helvetia (em 1894) é de 412 pessoas, respectivamente 228 suíços e 184 de nacionalidades diversas, ao todo 52 famílias. São 26 suíços do Catão de Berna; todos os restantes são do Cantão de Obwalden e católicos romanos. Conforme declaração do Revmo. Pe. Bernardino, provincial da Ordem dos Capuchinos, pode-se falar satisfatoriamente sobre costumes e religião na Colônia, pela fidelidade à fé dos antepassados, à verdadeira religião católica. Desde o início pensava-se em conseguir para a Colônia, por períodos de 3 a 4 meses, um sacerdote de língua alemã, o que foi conseguido, primeiramente, através do Revmo. Pe. Andreas Bigioni, jesuíta e, mais tarde, pelos Capuchinos de Piracicaba e, finalmente, pela presença quase constante do Revmo. Pe. Bernardino, muito estimado por todos.

Com muita honra deve ser mencionado que, no decorrer de 7 anos, sete jovens e um rapaz, das Fams. Amstalden, Ambiel, Wolf e Bannwart ingressaram na vida religiosa; as primeiras pertencem à Congregação das irmãs de São José, onde trabalham como professoras, ou como irmãs de caridade. Nicolau Bannwart tornou-se irmão Jesuíta. Também é de costume que, todos os anos, 10 a 15 pessoas façam uma romaria ao Santuário do Bom Jesus de Pirapora, para implorar graças e bençãos para a Colônia, para as colheitas e pedir a Deus que livre a todos das tempestades e que afaste das pessoas e do gado, as pestes e as doenças.


Sobre o clima pode-se dizer que, com exceção de alguns períodos, o tempo foi mais seco do que chuvoso, tendo faltado chuva muitas vezes. Durante 10 anos, a geada chegou a duas vezes a prejudicar fortemente.

A vida comunitária, seguindo a tradição, vai progredindo, o que é de grande valor para o desenvolvimento da Colônia. Por meio de muitos encontros, reuniões e palestras, todos vão sendo acostumados à tolerância, ao amor fraterno, ao reconhecimento e à harmonia, disso depende o progresso, pois é sobre essa base que a comunidade, como um ramo verde, vai se desenvolvendo com honestidade e muito trabalho.

Já existe uma sociedade de tiro e uma de música. A primeira conta com 23 membros e a segunda, com 14. Com exceção do ano de 1892 (por causa de muitas doenças) foi celebrada todos os anos a festa do tiro ao alvo, a qual atraiu muitos atiradores de São Paulo, Campinas e outras localidades.




Grupo de Música em Helvetia - 1899
Crédito:http://www.suicosdobrasil.com.br


Em 1897 o total de donativos atingiu seu ponto máximo de 1:000$000 (contos de réis).

De 1893 a 1896 existiram também uma escola e uma associação de canto, sob direção do Prof. Johannes von Deschwanden; mas essas instituições tiveram infelizmente de ser suspensas, por falta de profissionais competentes.

Com pesar lembramos sempre dos nossos queridos mortos, pais e parentes falecidos. Assim, faleceram: em março de 1890, Franz Jospeh Bannwart; em março de 1892, Franz Zurgilgen de 34 anos e a Sra. Josepha Imfeld Bieler, de 28 anos, estes dois com febre tifóide; Alois von Ah, de 43 anos, de câncer no estômago; em 1893 Alois Degelo, de 67 anos; junho de 1894, a Sra. Maria Wolf Langensand, que deixou 12 filhos; em novembro de 1894, Walter Joseph Ambiel de 63 anos; em 1895, Afonso, de 8 anos, filho de Alois Ambiel, afogado no tanque; Melk Linder, de 65 anos, de cólera; Fritz Luginbühl, de 21 anos, vindo de Campinas e falecido aqui de febre amarela, em março de 1897 a jovem Hermina Degelo, de 18 anos, de febre tifóide; em setembro de 1897, o jovem Michael Amstalden, cardíaco, de 18 anos e Franz Müller, antigo membro do conselho de Giswil, com 64 anos; em 21 de novembro de 1897, a Mãe Anna Maria Ambiel Schäly, com 69 anos. Ela deixou 7 filhos e 17 netos. Também faleceu algumas crianças inocentes. Deus dê a todos os falecidos o descanso eterno e que a luz perpétua os ilumine.

As pessoas mais idosas da colônia são Johann Britschgi, de Sanen, de 78 anos, ainda forte e em condições de trabalhar e Franz Zumstein, de Giswil, de 75 anos.Ambos, na Suíça, foram soldados da Corporação de Voluntários e da Federação Separatista nos anos de 1845 e 1847 e, sobre suas atividades sabem contar muita coisa interessante. O mais jovem da colônia é Franz, filho de Alois Ambiel, nascido há dez dias (1898).

Quanto às condições de saúde (na década de 1890), de maneira geral não há motivo para queixa, embora em 1892, duas pessoas da Colônia tenham sido vítimas de febre tifóide; além disso, houve alguns casos de malária.

Em 1889, pela primeira vez em Campinas, deu -se o surto de febre amarela e o surto foi bastante forte. Desde então a epidemia se repetiu 3 ou 4 vezes, mas não tão intensamente. Em 1897 a febre amarela grassou terrivelmente em Itu, provocando quase um período de fome. Também na Colonia e nas imediações foram feitas coletas de dinheiro e alimentos, os quais foram enviados ao Colégio São Luiz e ao Colégio Patrocínio, para serem distribuídos aos flagelados.

Em 1895 deu-se, pela primeira vez, o aparecimento da febre aftosa, que atingiu também o gado dos colonos. Foi uma e´poca de muita seca, de modo que, em muitos lugares, o gado sucumbia, não só por causa da doença, mas também por causa da fome. Como medicamento mais eficaz contra a febre aftosa foi usada a Creolina Pearson misturada à água. Com esta solução eram lavados o focinho o os cascos dos animais, por vários dias seguidos. Entre as aves, a peste também se manifestava de tempos em tempos e, mais uma vez, a creolina, misturada à água, apresentou bons resultados.

Dos imigrantes de Obwalden, alguns se encontraram na Fazenda Capela, em Rocinha (hoje Vinhedo). Esta fazenda foi comprada em 1888 por Antonio e Nicolau Von Zuben e para lá mudou-se também o Revmo. Capelão Amstalden. Logo ele dirigiu a construção de uma capela trabalhando como dedicado guia espiritual entre seus compatriotas.

Encontram-se lá 17 famílias de Obwladen: von Zuben, Amstalden, Gut, Ifanger, Fanger, Degelo, Burch, Zumstein, von Ah, Britschgi e Roher.

A principal cultura é a do café, seguida da uva e de outras plantações.

Lá faleceu, em 1895, aos 73 anos, a viúva Ana Maria von Zuben Amstalden e, em 1897, aos 45 anos, a Sra. Josepha von Zuben Fanger. Na mencionada fazenda vivem 4 imãos Ifanger que juntos, somam a muita rara idade de 208 anos.

A Fazenda Samambaia e Pedro Alves, junto à estrada para Campinas, são propriedade de Johann e Alois Sigrist e ai moram 7 famílias de Obwalden: Hofstetter, Imfeld, Amstalden, Zumstein, Jakober, Enz e o professor Deschwanden. Lá faleceu, em 1897, Arnold Imfeld, aos 25 anos, 8 dias após o seu casamento. Em Terra Roxa mora o fazendeiro José Maria Sigrist e muitas famílias. É o mais rico dos imigrantes de Obwalden e, no dia de seu casamento, em Campinas, contraiu febre amarela.

Sobre os preços dos gêneros alimentícios e valor da moeda, poucas coisas agradáveis há para relatar. Em decorrência da atual guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, cujas consequencias são encaradas com temor, alguns artigos, embora já com seus preços previamente elevados, encarecem ainda mais. Assim, por exemplo, um saco de farinha de 45 Kg, custa de 35 a 40 mil réis;
uma caixa de querosene = 18$000;
um saco de arroz, de 28 a 30$000;
60 Kg de açúcar = 34$000;
açúcar mascavo = 27$000;
60 Kg de sal = 11 a 12$000;
banha americana = 3$000/Kg;
uma arroba de porco gordo= 20$000;
carne bovina = 1$000/Kg na cidade e 800 réis na zona rural;
1 Kg de queijo suíço = 7$000 e do queijo nacional = 3$000;
1 garrafa de cerveja nacional = 400 a 500 réis; cerveja Antártica e Bavária = 2$000/garrafa;
vinho importado = 1$500/garrafa;
1 Kg de fumo de corda nacional = 3 a 10$000;
as batatas são vendidas de 9 a 10$000 a medida de 50 litros;
feijão = 12$000;
milho = 2 a 2$500 por 50 litros.
No ano de 1896 a colheita não foi boa e veio muito milho da Argentina, custando de 8 a 11$000 o saco de 50 litros.
Em 1897 a colheita de feijão foi fraca e se pagava até 40$000 por 50 litros;
1/2 Kg de manteiga se vende por 2$000;
uma dúzia de ovos = 1$500;
1 lata de mel = 12 a 15$000;
1 Kg de cera = 2$600;
um bom cavalo de montaria = 300 a 400$000;
uma boa vaca leiteira nacional = 180 a 200$000.

O salário pago aos colonos é de 60 a 80$000 para a manutenção de 1.000 pés de café (5 carpas); por 50 litros de café em coco, como salário da colheita, o colono recebe 800 a 1$000. Um trabalhador ganha no campo de 35 a 40$000 por mês, com moradia gratuita, diaristas recebem de 1$500 a 2$000, incluindo alimentação; artífices recebem de 6 a 8$000 por dia, sem alimentação. No ano de 1889 o preço médio do café foi de 7$000 por 15 Kg e , a partir dessa data o preço foi subindo, até atingir o ponto máximo em 1895, na média de 22$500. Depois o preço oscilou entre 12$000 e 17$000.

Em 1899 a situação cambial era a seguinte: 8$890 = 2,85 francos suíços.

A partir dessa data, a moeda foi perdendo o valor e chegou em 1895 a 20$000 = 1,25 francos, continuando a baixar regularmente.

A constante elevação dos preços, a desvalorização da moeda são decorrentes da má administração e da falta de credibilidade do governo brasileiro. O atual presidente da República é o Dr. Prudente de Moraes, de Piracicaba. O futuro presidente, já eleito, será o Dr. Manoel de Campos Sales, de Campinas. Temos algumas esperanças de que, finalmente a situação melhore. Que Deus nos atenda!

O atual prefeito em nosso município de Indaiatuba é Antônio Almeida Sampaio e o pároco é um italiano. O Papa reinante é Leão XIII, de 87 anos, de sabedoria reconhecida mundialmente.


(continua na parte 3)


Fonte: Memórias - 150 anos de Anton Ambiel, livro cedido generosamente pela descendente Cléci Ildith Ambiel Noemberg.

O livro citado foi elaborado pela seguinte equipe de trabalho:
Antonio César Ferreira de Camargo Ambiel
Benta Célia Teixeira de Camargo
Cássia Veniti Ratti Zumstein
Célia Regina Wolf Antonioli
Clemes M.J. Ambiel Baptista Alves
Lisiane Maria Bannwart Ambiel
Luiz Antonio Ambiel
Luiz Tarcízio Zumstein
Maria de Lourdes Baraldi
Rubens Galdino Ferreira de Carvalho Filho

Com a colaboração de:

Arnold Albert Heuberger
Gabriel Ambiel Faccioli
Henrique Steve
Maria Alvina Krähenbühl
Sandra Zumstein.

Anton Ambiel nasceu em 1862 e faleceu m 1928. Consultando jornais da época em que viveu, achei referências à ele como sendo o "diretor e gerente" da colônia Helvetia, referindo-se ao importante papel que ele exerceu como líder político e comunitário. As crônicas que ele deixou (entre elas a que está acima) é de valor imensurável enquanto documento primário do período histórico da imigração ocorrida para o Brasil na segunda metade do século 19, representando também valioso testemunho da implementação da Colônia Helvetia em Indaiatuba, sem contar a emoção contida no sensível trato aos antepassados.



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