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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

1a. Parada Gay de Indaiatuba

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é."
(Caetano Veloso)




O dia 12 de setembro de 2010 entrará para a História de nossa Indaiatuba como o dia em que aconteceu a primeira Parada Gay, também chamada de Parada dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e transexuais) ou ainda parada dos LGS (lésbicas, gays e simpatizantes) - após 13 anos do primeiro evento do gênero ter ocorrido no Brasil, em São Paulo, no ano de 1997.

O evento que reuniu pessoas de toda a região e que teve início em uma concetração após o almoço na Praça Prudente de Moraes, desfilou pelo Centro da cidade e foi até o Parque Ecológico, onde terminou no final da noite de domingo com falas de protesto e conscientização, com muita música e dança acompanhadas por um público enorme, não só de Indaiatuba, mas de outras cidades do Estado, inclusive São Paulo.

O público presente caracteriza o evento realmente como uma grande festa e essa é, sim, a melhor definição, mas seria simplista demais caso ficasse reduzida à apenas o conceito de praticamente um Carnaval, com fantasias, cores, flores e arco-íris. Então falar exclusivamente sobre toda a irreverência do evento é armadilha que não quero cair. O foco é outro. Além de uma festa social,  cultural, artística, de entretenimento, o objetivo é mesmo político.

Vejamos: o cidadão que se acha normal - e quase sempre "superior" por isso, em sua agorrância baseada em sua suposta condição de heterossexual pensa, quase sempre, assim: se é gay, é promíscuo; se é promíscuo, tem AIDS e se tem AIDS, é do "mal" e  oferece riscos.

E é contra essa cadeia de suposições tidas como Verdades Absolutas que o movimento deve ser citado.

Afinal, nem todo gay é promíscuo. Há casais fiéis que baseiam sua relação no amor. E se for promíscuo, não é problema dele? Não. É problema de todos os cidadãos, de toda a sociedade, que tem carência de meios eficazes de propagação e aderência de valores morais. É um problema político.

Bom, nem todo promíscuo tem AIDS, ou qualquer outra DST que seja. Ora, se for aidético, o problema não é dele? Não. É problema de todos os cidadãos, de toda a sociedade, que tem carência de políticas públicas eficazes de prevenção de doenças, problemas na distribuição e disponibilização de remédios, de hospitais públicos rápidos, geridos com base no resultado eficaz. É um problema político.

E para finalizar, nem todo aidético oferece riscos. Puxa, se estiver doente, não é problema dele? Não. É problema de todos os cidadãos, de toda a sociedade, que carece também de políticas públicas educativas que propaguem insistentemente  os meios de contaminação e decorrente prevenção e principalmente contra o preconceito, discriminação e homofobia. É um problema político.

Quanto à opção sexual de cada um, isso é o de menos, isso sim é assunto privado e não público. Afinal, a individualidade de cada um com seu parceiro escolhido é assunto íntimo, a ser vivenciado entre quatro paredes, dentro de suas preferências e diferenças.
Que além da festa, o evento possa servir para que todos façam reflexões sobre as diferenças.

Pertencer ao grupo LGBT não é ser uma pessoa pior. Nem melhor. É ser simplesmente diferente.

E no desafio de convivermos com os diferentes  (afinal, onde estão os "iguais"?) é que está o grande foco não só dessa Parada, mas de nossas vidas.

Afinal a visão que temos de nós mesmos não é que somos pessoas do "Bem"?

Pois é... então passe a colocar valores como o amor e respeito sobre a ótica de todas as suas definições e conceitos, conviva pacificamente com todos os seus "diferentes" e... VOTE CERTO!


Qualquer maneira de amor vale a pena, qualquer maneira de amor valerá.
(Geraldo Azevedo)

























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A prefeitura, através da Guarda Municipal e do Departamento de Trânsito, de apoio ao  pacífico movimento, assim como a Polícia Militar.

.....oooooOooooo.....

(Desculpem as fotos, elas estão um pouco escuras, minha máquina estava sem bateria e eu tirei fotos do meu celular que eu não sei inserir os parâmetros direito para melhorar a imagem. Um dia talvez eu não deixe de cometer esses erros na hora de planejar um post)

Um comentário:

  1. sem falar na promiscuidade, desvios de conduta, agressão a mulher, criminosos passionais ... daqueles que se acham normais, os que se dizem heteros.

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