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domingo, 19 de setembro de 2010

A praça do Randolfo em tempos idos & o Plano Diretor



Esta imagem tratada e cedida para este blog por Marcos Barce é da praça onde funcionou o antigo Grupo Escolar Randolfo Moreira Fernandes, atual Centro Cultural Vanderley Peres.

Antonio Packer e seus amigos posam no local quando ainda nem era praça!

O proprietário da foto escaneou a original, que é pequena e não está muito legível (mas é belíssima e importante registro urbano) e em seguida fez essa arte, colorindo um passado em que - nem apenas para tirar uma foto - era possível curtir com mais calma o local.

A imagem deve ser da década de 1940. Em frente do local, onde hoje é a Magazine Luiza, era o clube de campo do Primavera Futebol Clube.

Os mesmos rapazes, na mesma data, "em cima do muro"; o sr. Antonio Packer é o primeiro da esquerda.



Abaixo, time oficial do Primavera em foto tirada no ano de 1946.
Eles estão exatamente onde hoje é o Magazine Luiza.


Como já escrevi em outros post´s, embora eu  seja uma provinciana assumida (e talvez você também, só que ainda não assumiu) , sei que é importante emprego, renda e riqueza (afinal, eu não sou uma provinciana bobinha).  Mas nem sempre (ou melhor, quase nunca) crescimento é desenvolvimento e essas nostálgicas imagens nos levam a refletir: _ Até quando e quanto Indaiatuba deve crescer?

Será que não basta apenas desenvolvimento, em vez de crescimento?

Parece que depois de loteamentos e mais loteamentos, condomínios e mais condomínios, atração de empresas e mais empresas, nosso novo Plano Diretor elaborado pela Secretaria de Planejamento Urbano e Engenharia com sugestões da população deu sinais de saniedade apontando que a área de expansão urbana da cidade cairá cerca de 17.000  km² (51.846,92 km² para 34.229,35 km²).

Dá até vontade de dar uma respirada de alívio, mas não é hora ainda. Foi um avanço, sim. Foi. O crescimento desordenado pode estar sendo contido. Chega de mais bairros, mais condomínios, mais fábricas e mais impactos ambientais, sociais, econômicos, de trânsito e o que é pior... de violência.

Muitos intelectuais de tudo quanto é universidade de todos os cantos do mundo já provaram que as mesmas metrópoles que atraem mão-de-obra por causa de seus supostos postos de trabalho é aquela que segrega, oprime e empurra muitos para a marginalidade, pois não oferece oportunidades para todos os que são ardilosamente atraídos, embriagados pelo seu traiçoeiro canto de sereia.

Chega de vender a ilusão de que cabe mais gente aqui, que tem oportunidade para mais e mais pessoas. Mais um motoboy na rua e o trânsito pára! Não vai ter escola para todos (pelo que se diz, já não tem creche!), não vai ter empregos, o que dirá de vagas nos hospitais. O SAAE não vai conseguir tratar tanto esgoto, nem prover água para todos beberem. Nem sombra terá, todos não caberão sob as parcas árvores que restam após nossos campos de indaiás terem sido impermeabilizados com esse asfalto que esfarela cada vez que chove na China. Nossos mortos terão que procurar vagas no cemitério de Salto.

Não haverão outros grupos de amigos como o do sr. Antonio Packer acomodados em nossas praças, que tomadas serão - todas elas - pela imundície da pressa de quem não enxerga as lixeiras públicas e pelo som das magazines e suas nefastas caixas de som com música brega, ouvidas compulsoriamente ao cheiro de pastel frito em óleo vencido.
.
Provincianos ou metropolitas, fiquemos atentos!

Todos queremos desenvolvimento sustentável.  A área de expansão urbana caiu no Plano Diretor mas vários decretos podem - no futuro - ludibriar essa pequena conquista.

Temos ainda que garantir também a  redução dos “índices construtivos” de modo a provocar menor cobertura dos terrenos.  E além disso, obviamente, continuar cobrando e fiscalizando os órgãos públicos no sentido de valorizar nossos espaços para que tenhamos a oportunidade de, como os amigos do sr. Antonio Packer, aproveitarmos prazerosamente as praças de nossa Indaiatuba.

2 comentários:

  1. Quem naquela época diria que a praça hoje ficaria no centro de indaiatuba!

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  2. Sou filha de coração desta cidade.Mas após ficar longe dela por 7 anos (apenas 7 anos) eu chorei ao ver que eu ja nem reconhecia certos bairros.Aonde se olhava um horizonte de verdes pastos, a gente só ve casinhas sejam elas lindas ou não ,o fato que eu sinto o mesmo que voce escreveu aqui,só que sou uma humilde dona de casa ,com pouca instrução,mas eu senti muita tristeza mesmo, e um medo de que em breve nem aqui eu estarei,alias ja estou de mudança,eu vim para a Indaiatuba que deixei,e ela já não é mais a mesma.Eu fico pensando o que os filhos desta terra sentem,porque é de chorar.É bonito? sim ,é claro que é.
    Carnaval por exemplo,a cidade toda estava como que se tivesse jogado uma bomba bacteriológica e não havia uma alma no centro, onde estariam todos?Ai me disseram no Barco, e eu perguntei que barco?Lá no Parque ecológico,o carnaval vai ser lá.Ai eu me lembrei quando havia um clube aonde hoje é o HSBC e como era lindo o centro da cidade,com pessoas na praça ,e tudo está ficando com ar de cidade grande ,aquela coisa de sambódromo,quando antes, o bloco passavam nas ruas..É ,tenham cuidado mesmo com o crescimento desenfreado,porque isso não é prosperidade,nem modernidade,voce logo estará sendo empurrado para a mais longíncuo dos bairros,vão segregando as pessoas para a periferia e ali vai surgindo muitas revoltas e dores.Meu marido é carteiro e ele me dise que aquele predio que estão construindo ali perto do Mercado Dia ,ja estão todos vendidos,e está apenas na construção e que a maioria não é de Indaiatuba,são pessoas que compram para investir,é muito preocupante mesmo.Eu nasci no Rio de Janeiro e se vocês verem como era Copacabana numa foto antiga do tempo da minha avó e ver uma foto tirada hoje é inadimissível, o mar ficou tão longe,tudo ali é aterro para dar lugar aos carros,e ai,pensa que um dia a Natureza não irá cobrar o que lhe foi roubado?
    thaisreder2006@gmail.com

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