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segunda-feira, 15 de junho de 2015

O BAIRRO DE ITAICI

Texto originalmente publicado na REVISTA EXEMPLO IMÓVEIS 
Agradecimentos: Sr. Aluísio Williampresidente do Grupo AWR
Débora Andradesjornalista.


Na obra da professora e escritora indaiatubana Sylvia Teixeira de Camargo Sannazzaro, 'O Tempo e a Gente', um capítulo inteiro é dedicado a história do bairro Itaicy (forma como a maioria dos livros históricos escreve o nome do bairro).

Segundo o livro, na década de 30, o grande movimento no bairro devia-se a Estrada de Ferro Sorocabana, que o tornou  famoso e importante, devido a grande movimentação diária dos trens.

Era grande o número de passageiros que por ali passava e que fazia baldeações para os seus diversos destinos.

Estação Ferroviária de Itaici

A população local era pequena, porém, grande era o número de fazendeiros e sitiantes desse bairro considerado o mais nobre do município. Aí, então, existiam algumas das poucas casas que circundavam a estação, quase na maioria dos ferroviários, do agente do Correio, Dona Vitória Thebas, outras de moradores de uma serraria de propriedade do sr. João Pelegrini, um armazém de secos e molhados do sr. Miguel Nicolau, que também era comerciante aqui em Indaiatuba, outro situado no mesmo pátio da estação, do Sr. Joaquim Pedroso de Alvarenga, cujo nome figura no grupo escolar do bairro.

Existia também, ao lado do escritório da Estação, o restaurante da Dona Rosa Cerqueira anexo a um botequim de que o seu esposo, seu Zezinho Cerqueira, tomava conta. Além do almoço, famoso pela suas iguarias e fartura, servido nesse horário de encontro dos trens, na entrada da sala de refeições, numa espécie de ante-sala, era servido um delicioso café quentinho acompanhado dos famosos “pastéis de Itaicy”, que além de gostosos eram enormes', diz um trecho do livro.

Mas em Itaicy também passava a estrada de ferro Ytuana, que foi inaugurada em 17 de abril de 1873, e transportava tanto passageiros como cargas. Na primeira etapa, o trem passava pelos bairros Pimenta e Itaicy, e na segunda etapa, os trilhos chegaram ao município, mas sem ter um prédio para a estação. Dois anos após, em 1875, a estrada de ferro atingiu Capivari e a cidade ainda não tinha sua estação. Em 1880, a estação foi inaugurada. “Os trens corriam apenas dois por dia, um às 11h30, saindo de Piracicaba, com destino a Itaicy, e outro vice-versa ao meio-dia. Não era possível ir a São Paulo e regressar a Indaiatuba no mesmo dia”, esclarece, no livro, Sylvia.

Grupo Escolar


Em 1937 funcionavam no bairro duas escolas mistas rurais, localizadas na estação ferroviária de Itaici. As professoras Sylvia Teixeira de Camargo Sannazzaro e Isola Rodrigues, foram as responsáveis por visitar as propriedades que existiam em volta do bairro e arrolar crianças com idade escolar, para assim, formar o Grupo Escolar da Estação de Itaicy. “Percorrendo os sítios em companhia dos alunos que nos ensinavam os caminhos, entramos em contato com as famílias ali residentes conseguindo arrolar mais de cem crianças com idade escolar que podiam frequentar os quatro anos primários”, explica Sylvia em seu livro.

Na continuidade do texto, a professora descreve que à partir do momento em que as crianças começaram a frequentar as aulas, foram abertas quatro classes funcionando em um único período, das 8 às 12 horas.

Ainda de acordo com o livro, em 1962, através de uma lei de 4 de janeiro do mesmo ano, o grupo escolar recebeu o nome de um morador muito famoso do bairro, tornando-se o Grupo Escolar Joaquim Pedroso de Alvarenga.

Rio Jundiaí



O bairro Itaici é cortado pelo rio Jundiaí, que antigamente reunia em suas margens os moradores da cidade que passavam o dia manuseando suas varas e samburás (cestos). Lambaris, bagres, traíras fazem parte das lembranças apresentadas por Antonio 'Nenê' Martins na sessão 'Gente da Nossa Terra, Terra da Nossa Gente', de Rubens de Campos Penteado, conforme relata o livro 'O Ofício de Compartilhar Histórias', de Ana Ligia Scachetti.

O Rio Jundiaí tem 1.180 quilômetros quadrados, e passa pelas cidades de Mairiporã, Atibaia, Janiru, Franco da Rocha, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Cabreúva, Itu, Indaiatuba e Salto.

Atualmente, as águas do Rio Jundiaí, em Indaiatuba, não apresentam a mesma limpidez de antigamente, e não se vê mais moradores na beira do riacho pescando, já que suas águas precisam passar por um processo de despoluição.

Vila Kostka


Vila Kostka, antigamente, chamava-se Fazenda Taipas. Todo o terreno, com a sede da fazenda, construída por volta de 1860, foi adquirida pelo Colégio São Luís, ainda na época do império e quando este ainda se encontrava em Itu. A fazenda pertenceu a João Tibiriçá, presidente da Província de São Paulo (equivalente, hoje, ao governo do Estado).

Em 1950, padres, irmãos e noviços, num total de cem pessoas, começaram a residir na antiga sede da fazenda. O atual prédio de Vila Kostka começava a ser construído. Era Provincial o Pe. Artur Alonso. A construção das três alas (A-B-C) com mais de cem metros cada uma, do auditório, da igreja, do refeitório e da cozinha só ficaram prontos após 12 anos de árduos trabalhos realizados e dirigidos por numerosos irmãos jesuítas, muito bem representados pelo Ir. Francisco Larrañaga, que iniciou a construção desta casa, como mestre de obras, e foi capaz de concluí-la com a edificação do novo auditório (1989), quando tinha 78 anos.

Tijolos, ladrilhos, madeiramento para as portas, janelas e móveis foram realizados pelos jesuítas. Em 1968, os noviços jesuítas, em número reduzido e necessitando de um local mais central para a formação, foram residir numa casa bem menor em um bairro de Campinas, onde, até agora se localiza o noviciado daqueles que querem ser padres ou irmãos da Companhia de Jesus.

Nessa mesma época, Vila Kostka já vinha acolhendo diversos retirantes para encontros de reflexão e aprofundamento orientados pelos padres da casa. Durante o mês de dezembro de 1968 a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu que a casa ficasse à disposição de uma de suas Assembléias Regionais. Os superiores jesuítas, numa atitude de discernimento, viram nesse fato, um apelo da Igreja do Brasil. A partir desse momento, todas as Assembléias Regionais da CNBB do Estado de São Paulo começaram a ser realizadas em Vila Kostka. E, mais tarde, as assembléias anuais de toda a CNBB.

 O nome


Kostka traduz autenticidade, coragem, compromisso e vida. É a homenagem singela a um jovem jesuíta polonês: Santo Estanislau Kostka, falecido em Roma no dia 15 de agosto de 1568, quando tinha apenas 18 anos e tinha decidido romper, radicalmente, com tudo aquilo que não construía um mundo mais fraterno e humano.

Kostka simboliza a vida jovem, heróica, comprometida com Deus, com seu povo e com a igreja. Estanislau Kostka renunciou ao luxo, à vida cômoda e fácil, desafiando as tradições familiares quando essas se opunham ao projeto de Deus. Eles o queriam com outros valores e modos de se apresentar na vida, valores e modos que não eram nada evangélicos! O jovem lutou por um cristianismo genuíno, sincero e autêntico, enfocando sua juventude dentro de um estilo de vida mais solidário.

 Vários lançamentos aquecem o mercado imobiliário do bairro



No começo foram os loteamentos de chácaras. 

Mosteiro de Itaici, Vale das Laranjeiras, Recanto das Flores, entre outros, eram muito procurados pelos paulistanos que desejavam ter uma casa de veraneio no interior do Estado. Com o passar do tempo, muitas destas pessoas passaram a residir nestas chácaras e continuando a trabalhar em São Paulo. 

Era uma opção que levava em conta a qualidade de vida para a família: mais espaço, segurança, tranqüilidade, proximidade com a natureza e um custo de vida menor. Essa nova demanda fez com que o movimento do bairro aumentasse muito e houve um incremento natural de comércio, serviços e lazer. 

Padarias, postos de gasolina, restaurantes, bares, escola particular fazem da Avenida Coronel Antônio Estanislau do Amaral uma via importante para os empresários da cidade. Muita gente de Indaiatuba também começou a considerar Itaici uma excelente opção de moradia tendo em vista este charme e conveniência que o local oferece. 





Nos últimos anos um novo perfil de lançamento imobiliário começou a aparecer com mais frequência nesta parte da cidade: além do condomínio de apartamentos Vilagge Azaléia e de casas no Moradas de Itaici, uma série de loteamentos de terrenos com área de 150, 175, 300 e 800m². O Portal de Itaici foi um grande sucesso, seguido pelo Green View, Villaggio di Itaici e mais recentemente pelo Jardim dos Lagos, todos eles sendo residenciais fechados, com portaria e segurança 24 horas. A localização privilegiada e a qualidade dos projetos fazem com que a valorização seja garantida, tanto para aqueles que compram para morar, como para aqueles considerados investidores, que buscam solidez e segurança para o seu capital. Outros lançamentos são aguardados para breve, o que fará com que esta verdadeira ebulição dure ainda muito tempo.

Crédito das imagens: Revista Exemplo

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