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terça-feira, 4 de março de 2014

O Crime do Poço - Capítulo 15



 

A conversa que Antônio teve com Jacob[1] no dia 19 de outubro teria influenciado, em algum momento, no desenrolar da premeditação e da execução do crime?

Jacob (sobrenome ilegível no inquérito), 28 anos, viúvo, lavrador, natural e residente em Campinas, declarou em juízo, que na data citada esteve em Indaiatuba para ir a uma festa na “Água Choca.”

Foi cortar o cabelo e fazer a barba antes do evento, ocasião em que contou para Antônio sobre um crime que havia sido praticado em Campinas, naqueles dias.

Pinto Júnior matou um viajante dentro de sua própria casa... “para furtar um cheque de quarenta contos contra o banco Mercantil.”

Antônio então perguntou como é que tinham descoberto o crime quando ninguém o havia presenciado.

Ao que Jacob respondeu: “- Por causa de um negro que tinha ido tapar a latrina na qual estava enterrado o cadáver do viajante.”

Seria um sinal?

Será que era um aviso indicando que não há crime perfeito?

Ou será que – se serviu para influenciar – foi apenas para incutir a possibilidade na cabeça de Antônio?

Nunca se saberá. Mas se conhece que Antônio terminou o assunto dizendo:

- “Malvado.”

Que significado teria tido aquele fato na vida de Antônio?

Nossa memória registra melhor os fatos carregados de emoção. Informações extravagantes, absurdas, divertidas, grandiosas são memorizadas com muito mais facilidade do que informações inexpressivas.

E se raciocinar é processar informações em nossa memória, teria Antônio feito uso desta história para praticar esse mal? E por que não utilizou a informação para o “bem”?

Coincidência?

Destino?

 




[1] As informações deste capítulo são advindas dos autos do processo.

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